Retrospectiva 2015

Desde que comecei na vida literária, 2015 foi o ano mais difícil que enfrentei. Autores partiram, bibliotecas e livrarias fecharam, as compras de livros diminuíram, programas de literatura foram cancelados... A lista é longa.

Mas isso não quer dizer que coisas boas não aconteceram. Vejamos a minha retrospectiva do ano:

- Fiz um curso de roteiro de série de TV com a Marcia Zanelatto.
- Escrevi e reescrevi histórias.
- Saiu o meu juvenil "Encontros Folclóricos de Benito Folgaça" (Editora do Brasil) com ilustras do Samuel Casal.
- Palestrei sobre direitos autorais na Unigranrio e na FIRJAN.
- Tive livros indicados e dei entrevistas para jornais, revistas e sites.
- Vi as ilustras muito lindas do meu novo livro que será lançado no ano que vem pela Cortez.
- Lancei dois livros (Motim das Letras, Globinho, e A Bola ou a Menina?, Melhoramentos) no Salão do Livro da FNLIJ.
- Estive em Diadema, Cubatão e Santos pelo Literatura Viva do SESI-SP.
- Participei da Primaverinha dos Livros no Rio.
- Arrumei meu canto de trabalho e agora tenho escrivaninha e cadeira antigas e muito maneiras.
- Fui eleito o sexto presidente da AEILIJ.
- Organizei com a Thais Linhares um debate sobre maioridade penal com nomes como Siro Darlan e Rosa Amanda Strausz.
- Aliás, trabalhei muito pela AEILIJ. Viajei e administrei a casa. Mas isso vale uma retrospectiva à parte.
- O Condomínio dos Monstros ganhou um teaser de série de TV e pode ir para as telinhas.
- Fechei livros com boas editoras para o ano que vem, um deles uma reedição do "Como pode um Pinguim no Polo Norte?" pela Bambolê. Tem ainda SESI-SP, Biruta, RHJ...
- Rolou a Bienal do Rio e fiquei preso no trânsito com a Anna Rennhack. Emoticon smile
- Fui um dos convidados da FELIT do Pedro II e do Livro Aberto da EDEM.
- Participei do programa Livro e Escritor do SESC e autografei 300 livros para as crianças de lá.
- Participei da Armação Literária de Búzios.
- Dei a oficina infantil "Quero Ser Autor" na rede de Bibliotecas Parque no Rio de Janeiro.
- Tive a alegria de ser convidado para a Feira do Livro de Porto Alegre onde palestrei e pude ver os trabalhos realizados a partir das minhas histórias.
- Frequentei seminários literários super interessantes do Conexão Leitura + MBL + SME RJ.

Não lembro de tudo o que rolou em 2015. Mas isso daí já mostra que não foi um ano perdido. Que 2016 seja ainda melhor, apesar da crise.

Livros: Presente de Amigo

Do jornal "A Noite", de 21 de dezembro de 1946.

Pesquisar sempre!

O trabalho de pesquisa é a parte mais interessante na produção de um novo texto. Gosto muito. Escolher qual a versão da lenda a ser usada é como montar um quebra-cabeças. Especialmente quando as histórias se cruzam, o que torna tudo mais empolgante.


Peter Hunt em "O livro, o leitor adulto e o leitor infantil"

Gostei muito de uma análise que o Peter Hunt fez no último seminário da Infância, Linguagem e Escola: 

O livro julga o leitor na literatura adulta.
"Não gosta de Shakespeare? É um ignorante!"
Na literatura infantil é o leitor que julga o livro.

Na mosca!


Primavera Literária 2015

Este fim de semana estivemos na Primavera Literária nos jardins do Palácio do Catete. Antes disso, a Cris Alhadeff participou de uma mesa para professores sobre "A composição do objeto livro: imagem e texto" com o Roger Mello e a Daniella Riet. 


Olha o destaque para o Aniversário no Cemitério!


Folclore de Chuteiras no estande da Peirópolis.

Chapa Verde no estande da Garamond.

I Seminário Brasil Literário

Promovido pelo Movimento por um Brasil Literário nos dias 2 e 3 de dezembro na Casa Rui Barbosa - RJ.











Tempos difíceis para a literatura

A Cosac Naify fechou. Outras editoras como a Escrita Fina, que investiram em um catálogo forte, com bons autores, estão definhando. Editores competentes de várias editoras na rua. As maiores casas editoriais também sentem o momento ruim. Algumas reduziram a produção para 1/3 (ou menos) do que era produzido em anos anteriores. Muitas estão tendo dificuldades em pagar os minguados aos seus autores. A Ibep acaba de demitir mais de 30 funcionários por causa do atraso no recebimento das vendas do PNLD. A Ática teve a equipe do editorial dispensada. Seu catálogo está nas mãos da Somos que tende a priorizar os textos paradidáticos. Tendência que aparenta ser geral.

O programa Literatura Viva do SESI-SP, um dos mais bem estruturados do país, corre o risco de não acontecer no ano que vem, depois de anos levando cultura literária para as escolas de São Paulo. Saiu em todos os jornais a notícia do corte da verba para o Sistema S. Seja esse o motivo ou não, as demissões já começaram.

As compras de livros do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola) estão suspensas por tempo indeterminado. Centenas de milhares de crianças de escolas públicas sem livros novos. Outros programas de compras de livros também estão parados.

O projeto Autor Presente, criado em 1972 no Rio Grande do Sul, foi interrompido. Todo ano o Autor Presente juntava autores e seus leitores em uma festa literária. O programa Lendo pra Valer do governo estadual do RS foi suspenso pouco antes do início da Feira do Livro de POA. As escolas que receberiam os livros do governo do estado ficaram a ver navios. Ainda no sul, a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo foi cancelada. Um dos eventos literários mais importantes do país que existe desde a década de 80. 

Aqui no Rio, livrarias conhecidas estão fechando as portas. As Bibliotecas Parque, com seus prédios reformados e programação cultural intensa, correram o risco de fechar. Receberam um apoio da prefeitura para o pagamento dos salários dos funcionários e ganharam uma sobrevida limitada. Até quando não se sabe.

Feiras literárias importantes como a FLIP, o Salão FNLIJ e a Feira de Porto Alegre continuam devido aos enormes esforços dos organizadores. Mas estão menores. Sentiram o baque.

A compra de livros caiu muito. Conheço autores que desistiram de publicar e que estão buscando novos caminhos. Muitos não conseguem mais pagar as contas.

Os direitos autorais estão em risco. O MINC deseja agora criar um gestor coletivo para o ambiente digital. E para isso quer (adivinhem?) modificar a lei, mexendo em artigos essenciais para os autores (um filme que acompanhamos há alguns anos). Está tudo muito nebuloso ainda, o que não é bom. Existe um ante-projeto de mudança de lei que não é mostrado para ninguém.

Falando nisso, há ainda o boato de que o MINC será absorvido pelo MEC. Embora não concorde com algumas ideias do ministério, ainda é preferível que ele exista. Afinal, bem ou mal, existimos para eles.

Isso tudo que eu escrevi (e há ainda muito mais) aconteceu no período de um a dois anos. Foi uma porrada atrás da outra. 

Não sei quanto à vocês, mas estou com raiva. Estão estragando tudo o que suamos para conquistar.

Espero que o ano que vem seja melhor para todos. Só não digo que não pode ser pior porque pode.

It's a hard knock life!

II Seminário Conexão Leitura

Seminário: “Por que queremos um Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca na Cidade do Rio de Janeiro?”, promovido pela rede de bibliotecas comunitárias Conexão Leitura.

Auditório da Câmara Municipal de Vereadores do Rio – Palácio Pedro Ernesto – Cinelândia , Rio de Janeiro

13h às14h – Credenciamento.
Mediador: Beethoven Lima
14h – Abertura – Cristiane Rodrigues – Bibliotecária do Polo Conexão Leitura – Apresentação da trajetória do Polo Conexão Leitura
14h 20 às 14h40- Vereador Reimont – A importância da Frente Parlamentar do Livro, da Leitura e da Biblioteca para a Cidade do Rio de Janeiro
14h40 às 15h – Elisa Machado – Professora da Faculdade de Biblioteconomia /UNIRIO – A construção coletiva de um Plano Municipal do Livro, Leitura e Biblioteca (PMLLB)
15h às 15h20 -Binho Cultura – A participação de autores e escritores de literatura infanto juvenil na construção do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca.
15h20 às 15h40h – Benita Prieto – escritora e contadora de histórias – A participação da sociedade na construção do PMLLB
15h40 às 16h – Coffee break
16h – Debate – Mediação Beethoven Lima e Cristiane Rodrigues – Polo Conexão Leitura
17h 30 – Encerramento






Envelheci (crônica)

Eu sempre disse a mim mesmo que eu nunca iria envelhecer. Não fisicamente, porque isso é inevitável. Envelhecer de cabeça. Ficar ranzinza. Lembrar os velhos tempos a cada conversa com os filhos. "Ah! Na minha época as coisas eram bem melhores!"

Pois bem. Envelheci.

Continuo fazendo vista grossa para um monte de coisas. Continuo achando careta o que achava antes. Envelheci porque não soube acompanhar os novos tempos. Teimosia de velho? Talvez.

Fui um dos últimos entre os meus amigos a ter um celular. Até recentemente o meu era aquele modelo antigo, que servia só para telefonar. Uma lanterninha embutida era o máximo que eu me permitia de acessório. Hoje tenho um smart. Mas as vezes, quando saio, ainda o esqueço em casa. Acho que a Prefeitura mantém os orelhões na rua por minha causa.

Lutei contra o Twitter. Fui o lanterninha na corrida pelo WhatsApp.

Comecei a me identificar com os meus pais quando me vi reclamando das músicas de hoje em dia. Cadê o bom e velho rock'n roll? Cadê as guitarras estridentes? O mundo ficou careta como uma música do Michael Bublé?

Será que me tornei o velho que curte bolero da minha infância? Eu? Que curtia o Ozzy cuspindo sangue?

O moderno está conectado 24 horas por dia. Todos os jovens viraram geeks. Eu ainda luto um pouco contra isso. 

Hoje me vi em uma situação ridícula. 

Se eu deixar, meus filhos passam horas conectados. E quando digo horas, quero dizer dias inteiros. São games no PS4, iPad, iPod, iPhone, Android, Smarts, Notebooks e o escambau. O armário cheio de jogos de tabuleiro, artigos esportivos, brinquedos maneiros, A bola pedindo pra ser chutada. A sunga seca dentro da gaveta. A guitarra encostada.

Almoçam de olho em telinhas. 

Chega de games! Vai brincar! Vai jogar bola! Vai dar um mergulho na praia! Vai andar de bike! Vai escutar música aos berros! Vai ler uma HQ ou um livro de aventuras! Vai desenhar! Vai montar um robô! Vai fazer experiências de alquimia! E se não quiser essa porrada de brinquedos que tem no armário, então separe para dar para quem não tem nada!

Mandar brincar virou castigo.

Envelheci. Não porque fiquei velho. Mas porque o mundo mudou e eu não soube acompanhar. Pior. Carrego a teimosia dos meus pais e agora quem não quer acompanhar sou eu.

Monstros no Colégio Rio Grande do Sul

Surpresa que o escritor Luiz Antonio Aguiar me trouxe do Colégio Rio Grande do Sul.



V Seminário Infância, linguagem e escola... com Peter Hunt

Aconteceu no dia 16/11, na Casa Rui Barbosa, o V Seminário Infância, linguagem e escola: políticas de livro e leitura das Secretarias Municipais de Educação do Estado do Rio de Janeiro.


Esse é um bom livro?
A palestra iniciou-se com duas perguntas:
1) How do unskilled (and relatively unskilled) and inexperienced readers interpret and understand texts?
2) We must give children the BEST. But what IS the BEST?



Perguntei sobre sua opinião em relação à simplificação dos textos de Machado de Assis.


Perguntei depois, em particular, se houve algum caso no Reino Unido semelhante à polêmica envolvendo Monteiro Lobato.


Autor no Palco e outros momentos da Feira do Livro de Porto Alegre

Um Autor no Palco, um esbarrão no saguão do hotel, um passeio entre livros, uma fala na Casa do Pensamento, uma foto com amigos...







Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim
Apresentando o livro "A bola ou a menina?", da editora Melhoramentos.

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autor no Palco - Teatro Carlos Urbim

Autógrafos na biblioteca

Autógrafos na biblioteca

Vendendo livros para a Débora, com o amigo Eliandro Rocha na AMA.

Galerinha pintando o Vampiro do Condomínio dos Monstros, durante o Autor no Palco da Cris Alhadeff.

Preparando para o embarque para o sarau flutuante no Cisne Branco. Um passeio cultural pelo rio Guaíba.

Casa de Cultura Mário Quintana

16º Encontro de Promotores de Eventos Literários do RS na Casa do Pensamento.

16º Encontro de Promotores de Eventos Literários do RS na Casa do Pensamento.

16º Encontro de Promotores de Eventos Literários do RS na Casa do Pensamento.

16º Encontro de Promotores de Eventos Literários do RS na Casa do Pensamento.

16º Encontro de Promotores de Eventos Literários do RS na Casa do Pensamento.