terça-feira, 9 de abril de 2019

Finalistas do II Prêmio AEILIJ

Os vencedores de cada categoria, assim como o livro que recebeu o novo selo de Hors Concours da AEILIJ, serão anunciados durante o evento Conversa Literária Edição Especial, que ocorrerá no próximo dia 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil, na Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro.


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Finalistas de Texto Literário Infantil


AGORA PODE CHOVER
Texto de Celso Sisto
Melhoramentos – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

No dia de seu aniversário, a menina Tatiana é tomada de saudades e busca em sua volta os sinais da presença do avô. Ela tem algo a lhe dizer, algo que não pode ser dito a tempo, antes dele partir. O avô tinha combinado com a neta que quando ela sentisse sua falta era só olhar pro céu pois ele estaria ali, voando perto dela. Tratar da morte sem tristeza ou lamento, através de um texto inspirador e poético, é o que “Agora pode chover” consegue fazer. Neste livro a delicadeza e a leveza estão em cada palavra do escritor Celso Sisto e em cada uma das lindas imagens que Anna Cunha produziu. Imagens de tons suaves, imprecisas, que conduzem o leitor em um cenário onírico onde, no bater das asas transparentes de um libélula, a menina faz voar suas palavras de saudade. Livre e leve, por fim, a menina Tatiana pode comemorar o seu aniversário com alegria, no mesmo dia que o avô também o faria.


BIRUTA
Texto de Sônia Barros
Moderna – 2018
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

“Era uma vez uma galinha... que quase foi parar na panela”. Vivia num galinheiro, foi aos poucos perdendo a visão, até se tornar quase cega, tadinha. Daí, fez-se noite para sempre, para ela. E Biruta não entendia o que estava acontecendo. Tudo se passa num pequeno sítio. Depois de uma ou outra confusão, armada com suas colegas penosas, o dono do galinheiro decidiu seu destino. Frita ou assada, Biruta não passaria daquele domingo. Mas, é aí que entra na história a compaixão de um menino, essa coisa mágica, que ninguém entende direito, mas que todo mundo sabe que existe, e que liga as crianças aos bichos. Nesse momento, Biruta  se transforma numa história de amor. Terna, muito, muito simples, mas por demais tocante. As ilustrações de Odilon Moraes recontam em paralelo essa história, sensível ao fato de que ela tem,  de excepcional, sua singeleza.  A história de Biruta, poderia ser uma, mas foi outra. E isso porque esse encontro, da galinha cega com um menino amoroso, trouxe a luz de volta e, à galinha Biruta, devolveu um mundo  para ela enxergar. Com o coração. 


CASA DE PASSARINHO
Texto de Ana Rosa Costa
Positivo – 2018
Resenha de 
Luiz Antonio Aguiar

Desde que as histórias começaram a existir no mundo (e na imaginação das pessoas, especialmente das crianças) que os bichos não somente falam, mas possuem sentimentos. Isso faz parte do encantamento universal que os bichos exercem sobre os pequenos. São seres diferentes de nós. Alguns voam, alguns rastejam. Mas serão tão diferentes assim? Alguns constroem suas casas, vivem juntos, casados, tem seus filhotes e os preparam para o mundo. Como serão afinal? Neste livro, a vida e a casa de passarinhos são reveladas, como se as ilustrações de Odilon Moraes e o texto de Ana Rosa nos permitisse vê-los em sua intimidade (e passarinho tem intimidade?... tem sim!). São gravuras curiosas, de verdade, numa técnica já explorada antes por Odilon, que somente sugere e convida o leitor a completar a  imagem com sua imaginação.  Provocar a imaginação, fazer sorrir com aquela mentirazinha sem maldade, que qualquer criança logo compreende como fantasia é o resgate maior de Casa de Passarinho  (a começar pelo título).  Este livro brinca com a criança. Com o mundo da criança. 


O MENINO DO BOLSO FURADO
Texto de Maria Helena Bazzo
Passarinho – 2017
Resenha de Leo Cunha

Quem é esse menino que espanta, assombra e diverte a meninada de uma praça qualquer? Um menino que é história e memória, que é emoção e sorriso? O que é seu bolso furado? Um portal para os contos, os de fada e os atuais? Uma janela para a poesia, de Quintana a Elias José, de Cecília a Cora Coralina? Se ele mora nos livros e os livros em seu bolso, quem é esse menino que bate as asas e renasce num ninho? Maria Helena Bazzo, sutil e econômica, não traz respostas, mas nos deixa repletos de perguntas e, mais, de literatura. Com ilustrações de Thais Beltrame e produção caprichadíssima da editora Passarinho.  


QUINTAL DE SONHOS
Texto de Christian David
Editora do Brasil – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Num quintal repleto de sonhos Etiene é um menino que além do nome diferente guarda em si uma certa melancolia por não ter conhecido o avô e um desassossego pelo desaparecimento do pai - que partiu em uma viagem da qual não retornou. Com as últimas palavras que ouviu do pai, ecoando em sua cabeça: “Não esqueça do segredo do quintal, Etiene, procure lá.”, o menino não sabe explicar o que procura exatamente, mas segue inquieto: tentando entrar no quarto trancado onde estão as coisas do falecido avô ou cavoucando o quintal da casa. As ilustrações poéticas de Natália Gregorini contam segredos que o escritor Christian David delicadamente esconde. A soma do texto sensível com as belas ilustrações compõem uma história bonita sobre a importância da busca de nossas raízes e do conhecimento do passado para o entendimento do nosso presente e de quem somos.


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Finalistas de Texto Literário Juvenil


88 HISTÓRIAS: CONTOS E MINICONTOS
Texto de Severino Rodrigues
Cortez - 2018
Resenha de Leo Cunha

O tênue e impreciso limiar entre a literatura juvenil e a adulta é testado neste livro. Severino Rodrigues desafia o leitor a decifrar seus curtos textos, e em muitos casos, a completar o que ali está apenas sugerido ou aludido. Alguns minicontos se limitam a esboçar, enigmaticamente, um personagem. Outros são flashes de situações tocantes, perturbadoras, ou mesmo cômicas. Eis, por exemplo, o nº 16: "Respeitando as crenças do surfista, o tubarão abocanhou a perna sem a tatuagem de ferradura". Em alguns momentos, a prosa é seca, em outros, poética. Repleto de simbologia e referências a clássicos da literatura e da mitologia, o livro nos convida a múltiplas leituras e interpretações. A questionar, apenas, a estranha opção pela diagramação centralizada.


BEIJOS DE CHOCOLATE BRANCO
Texto de João Paulo Hergesel
Jogo de Palavras - 2018
Resenha de Leo Cunha

João Paulo Hergesel poderia entrar na lista de finalistas do Prêmio Aeilij 2019 pelo conjunto da obra. É animador ver um autor jovem (nascido em 1992) emplacando três boas narrativas em um ano. O infantil "A vaca presepeira" é mais divertido e "Quem disse que não te entendo?" é mais complexo e sentimental. A opção pelo breve "Beijos de chocolate branco" – claramente o mais singelo entre os três livros – cai na conta de sua protagonista, a charmosa Olívia, que, ao contrário da maioria das adolescentes, luta para ganhar peso. Mas o que vale mesmo é sua leveza emocional. Para João Paulo, fica o desafio de retomar a cativante personagem em outra aventura, mais alentada. 


CHARLES CHAPLIN: UM TESOURO EM PRETO E BRANCO
Texto de Flávia Muniz
FTD - 2017
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

Charles Chaplin pode muito bem ser visto como um precursor de uma cultura especial, a cultura pop. Não era um herói, nem um anti-herói. É alguém que, querendo mais do que tudo viver sua vida à margem da hostilidade do mundo, se mete em encrencas. Alguém que poderia, em alguns de seus momentos, ser um de nós  E isso, naturalmente, através de um dos personagens mais famosos, não somente do cinema, mas do universo cultural, o nosso  Carlitos, o Vagabundo, como ficou mundialmente conhecido.  Por isso, já é instigante a ideia e a realização de um livro homenageando sua  figura terna, tão crítica a uma modernidade que ia se formando às custas  daquele tesouro de humanidade dos homens e mulheres de seu tempo. E esse livro tinha de ser, naturalmente em  preto e branco, justamente a magia fundadora do cinema,  que o tornou uma arte com tantos fãs devotados, e que o projeto gráfico e as ilustrações de Charles Chaplin resgatam. Além disso, há a saudade, é claro, a menção a cenas e situações que fizeram e fazem, até hoje de Carlitos um ícone a despertar compaixão... e risadas.


MEUS SEGREDOS NÃO CABEM NUM  DIÁRIO
Texto de Manuel Filho
Melhoramentos - 2017
Resenha de Leo Cunha

Esta envolvente novela juvenil explora vários registros (carta, email, whatsapp, diário), algo visto também, de forma mais radical, em outra interessante obra concorrente ao Prêmio Aeilij, "A queda dos Moais". Manuel Filho cria uma delicada relação entre avó e neta, que começa num tom de quase impaciência e incompreensão, depois desabrocha num jogo de espelhos e coincidências, a sublinhar que, nesse mundo tão veloz e tecnológico, as coisas não são assim tão diferentes de antigamente. Especialmente os sentimentos, as angústias, as pequenas alegrias e conquistas de um adolescente. O livro é um elogio à amizade e ao afeto, uma resposta contra o assédio e o bullying.


SUSPIROS DE LUZ
Texto de Roseana Murray
Escarlate - 2018
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

A ancestral arte da poesia em haicais ganha em Suspiros de Luz, de Roseana Murray, a delicadeza dos momentos mínimos, que é toda a sua essência, mas eternizados em poderosas imagens poéticas. E que extraem desses momentos  relances diversos, por vezes inusitados, da luz, e de reflexos que somente a sensibilidade poderia enxergar como poesia. São poemas impressionistas, nesse sentido, captando instantes  e fixando-os sob a forma do haicai, que tem toda a sua magia na síntese – de fato, suspiros de luz. As ilustrações de Walter Lara ajudam a que esses momentos sejam fixados, sem perder nem força, nem delicadeza, seja no salto de uma baleia, projetando-se das profundezas. Seja no bater praticamente imperceptível das asas de uma borboleta – ou meramente em reflexos. A magia não se perde, nem nas ilustrações, nem na constatação de que as fadas correm o mundo sem deixar pegadas. Dia ou noite, na mata ou sob a a água, neste livro, a percepção da luz, seja num momento tênue ou ofuscante, gera poesia.


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Finalistas de Conjunto de Ilustrações


A FLOR DO MATO
Ilustrações de Marcelo Pimentel
Positivo – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Neste livro, Marcelo Pimentel narra, através de belas imagens, uma história sobre a lendária personagem do folclore brasileiro Comadre Florzinha também conhecida como Flor do Mato. 
As lembranças do encontro com a personagem, durante a infância, são narradas ao neto pelo avô que relembra ter sido seduzido por uma borboleta vermelha, destoante de todo o cenário preto e branco que o cercava. Ao seguir a borboleta, o avô menino entra na mata onde encontra Florzinha - menina bonita, com longos cabelos cacheados e enfeitados por uma flor vermelha. Enquanto os dois brincam, vão aos poucos adentrando mais e mais na mata fechada. Encantado e sem perceber o tempo passar o menino é “despertado” pelo seu cachorro que o guia de volta para casa. As memórias em preto e branco se contrapõem as cenas do tempo presente: coloridas ilustrações com inspiração na estética do Maracatu rural e seus trajes característicos, repletos de estampas florais e arabescos multicoloridos.


AGORA PODE CHOVER
Ilustrações de Anna Cunha
Melhoramentos – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

No dia de seu aniversário, a menina Tatiana é tomada de saudades e busca em sua volta os sinais da presença do avô. Ela tem algo a lhe dizer, algo que não pode ser dito a tempo, antes dele partir. O avô tinha combinado com a neta que quando ela sentisse sua falta era só olhar pro céu pois ele estaria ali, voando perto dela. Tratar da morte sem tristeza ou lamento, através de um texto inspirador e poético, é o que “Agora pode chover” consegue fazer. Neste livro a delicadeza e a leveza estão em cada palavra do escritor Celso Sisto e em cada uma das lindas imagens que Anna Cunha produziu. Imagens de tons suaves, imprecisas, que conduzem o leitor em um cenário onírico onde, no bater das asas transparentes de um libélula, a menina faz voar suas palavras de saudade. Livre e leve, por fim, a menina Tatiana pode comemorar o seu aniversário com alegria, no mesmo dia que o avô também o faria.


BICHOS DA NOITE
Ilustrações de Odilon Moraes
Positivo - 2018
Resenha de Marilia Pirillo

A casa no escuro descansa de seus afazeres, mas, de repente, se torna um lugar estranho e povoado pelas criaturas da noite, aquelas que saem das tocas quando anoitece e tudo é sono e silêncio. Mariana Ianelli escreve de forma poética e Odilon Moraes ilustra com maestria o suspense e o medo que os tais bichos da noite podem despertar nos moradores da casa. Realidade e o sonho se misturam nas imagens que sugerem e insinuam o perigo que ronda uma casa ao anoitecer. Com seu traço clássico e marcante e sua aquarela com poucos toques de cor, Odilon retrata a monstruosidade que estes seres podem adquirir quando a luz da casa se apaga e a imaginação assume o comando. Sob a luz do luar, os bichos da noite brilham e saem para passear. A menina da casa tem pesadelos, mas desperta em seu quarto cercada de cuidados e de amor. E todo aquele medo que sentia volta pra toca junto dos bichos da noite.


MANU E MILA
Ilustrações de André Neves
Brinque-Book – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Em um belo dia de sol com céu anil e nuvens branquinhas, Manu e Mila decidem procurar pela alegria. Será que ela está naquele jardim florido? Manu duvida: o mundo é tão grande, a alegria pode estar em qualquer lugar! Mila acha que a alegria pode estar escondida nas pequenas coisas, até embaixo de uma pedra ou de uma folha. Já Manu acha que ela deve estar escondida entre as coisas grandes, em um mar, em uma montanha ou numa grande cidade. Manu e Mila são bem diferentes e discordam em muitas coisa, mas combinam perfeitamente nas suas brincadeiras. Através das delicadas e poéticas imagens de André Neves, nós, leitores, embarcamos junto com as crianças Manu e Mila nessa busca. Com sensibilidade e atenção a gente pode perceber que a alegria não está assim tão longe nem tão escondida. A alegria pode estar bem ao nosso lado ou, ainda, dentro de nós.


TALVEZ EU SEJA UM ELEFANTE
Ilustrações  de Jean-Claude Alphen  
Melhoramentos – 2017
Resenha de Leo Cunha

Jean Claude teve um ano precioso, com vários lançamentos que poderiam figurar entre os finalistas do Prêmio AEILIJ, como "Pinóquia"e "O patinho matemático". A opção do júri foi pelo inusitado "Talvez eu seja um elefante", com a jornada irônica e nonsense de um coelho magrelo e orelhudo em busca de sua identidade. O personagem é quase um patinho feio às avessas, pois se encaixa perfeitamente (ou acha que sim...) em todo lugar. Ele se convence de que é um urso, depois pensa que é uma raposa, um elefante, etc. A ilustração quase minimalista, que contrapõe muitos brancos a uns poucos traços e manchas de cor, ressalta os contrastes apresentados pela narrativa textual.


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Os jurados do Prêmio AEILIJ 2018:

Marilia Pirillo é gaúcha de Porto Alegre, mas vive há quinze anos no Rio de Janeiro.
Estudou artes plásticas, mas formou-se em Publicidade e Propaganda pela PUC/RS.
Iniciou a carreira trabalhando com projeto gráfico, editoração e ilustração publicitária e editorial.
Em 1995 ilustrou seus primeiros livros de literatura e hoje, tem mais de 60 títulos publicados com suas ilustrações.
Em 2004, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive e passou a se dedicar exclusivamente à criação de textos e imagens para livros voltados às crianças e aos jovens leitores.
Participou de oficinas de criação literária, estudou pintura, aquarela, acrílica e, em 2007, fez dois cursos de aperfeiçoamento em ilustração infantil em Sármede, na Itália.
Tem doze títulos publicados como escritora.
Para saber mais  visite: www.mariliapirillo.com

Luiz Antonio Aguiar é escritor, aquariano, rubro-negro e carioca. Publicou seu primeiro livro, "Tristão, as aventuras de um menino da cidade grande", em 1985. Ganhou prêmios no Brasil e no exterior, inclusive 2 Jabutis: em 1994, com "Confidências de um pai pedindo arrego", e em 2013, com "Os anjos contam histórias". É roteirista de histórias em quadrinhos, com histórias originais e adaptações de clássicos da Literatura. Fez mestrado em Literatura, na PUC-RJ, que concluiu com uma dissertação sobre Leitura Literária na Cultura de Massas - que hoje chamaríamos de Cultura Pop. Aliás, esse é um dos seus principais focos de interesse: os clássicos da Literatura e sua influência decisiva na Literatura Pop, como acontece em gêneros como Terror, Fantasia, Aventura, Suspense e Mistério. Dá aulas de Literatura para professores e bibliotecários em cima desses temas e corre o Brasil com palestras sobre Literatura na Vida da Gente, Literatura que dá Gosto de Ler e com oficinas de Criação Literária. Presta consultoria e redige textos (inclusive livros) para editoras, produtoras e empresas, por meio da empresa: VEIO LIBRI PRODUÇÕES LITERÁRIAS. 

Leo Cunha formou-se em Jornalismo (1991) e em Publicidade e Propaganda (1993), pela PUC-MG, e escreveu mais de 60 livros, entre literatura infantil e juvenil,  crônicas e poesia.
É Mestre em Ciência da Informação - UFMG (1999) e Doutor em Artes pela Escola de Belas Artes - UFMG (2011).
Seus livros receberam diversos prêmios no campo da literatura infantil e juvenil, entre os quais: João-de-Barro, Jabuti, Nestlé, FNLIJ, Biblioteca Nacional, Adolfo Aizen, Concurso Nacional de Histórias Infantis do Paraná.
Escreveu 3 peças de teatro infantil: "O que você vai ser quando crescer?" (que estreou em BH em 2016), "Ëm boca fechada não entra estrela"  (Porto Alegre, 2017) e "O Reino Adormecido" (Petrópolis, 2018).
É professor universitário desde 1997, na PUC-Minas (pós-graduação) e no UniBH, onde também edita a revista Única.
Teve uma coluna sobre literatura infantil na revista "Canguru", de 2015 a 2018.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Flyers do Conversa Literária: Edição Especial do Dia Nacional do Livro Infantil

Entrada gratuita para todas as mesas, oficinas e atividades do espaço infantil! Leve a família e passe um dia mergulhado na cultura!

O Conversa Literária apresentará sua primeira edição especial no próximo Dia Nacional do Livro Infantil. O evento acontecerá na Biblioteca Parque Estadual, pertinho da estação Presidente Vargas do Metrô. A programação conta com mesas de debates, oficinas, encontros com autores, espaço infantil, contadores de histórias, exposições, lançamentos, sessões de autógrafos, sorteio de livros, anúncio oficial dos vencedores do Prêmio AEILIJ e muito mais! Apareça lá!

#clee












quarta-feira, 27 de março de 2019

quinta-feira, 21 de março de 2019

Entrevista para um site espanhol

Saiu a minha primeira entrevista para um site espanhol!

As entrevistas com autores de livros indicados pela Libreria Cazarabet são replicadas em vários portais espanhóis e europeus. Só agora soube que nossa entrevista saiu em janeiro. Tanto a minha quanto a de outros autores de lá (Jordi Sierra i Fabra, Pau Faner, Ignasi Llorente, Vicent Borràs, mais alguns).

A minha entrevista girou em torno de El libro que lee a personas, que lancei aqui com a Cortez e lá com a Octaedro. A entrevista foi feita pela simpática jornalista Sussana Anglés Querol.

Infelizmente, não sei porquê, não consegui acessar o site deles. Parece que há algum problema de conexão dos servidores de lá com o Brasil. Mas o Google me deu a imagem do cache do site e é ela que mostro aqui.

Como sei que a imagem não está em alta, aproveito para deixar a entrevista em extenso abaixo. Pra não ficar longo demais, tirei a parte em que eles apresentam a Cris e eu. Isso pode ser lido no nosso site mesmo. 
Enjoy!


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Cazarabet conversa con... Alexandre de Castro Gomes, autor de “El libro que lee a las personas” (Octaedro)

Un cuento infantil pensado y desarrollado desde la pluma de Alexandre de Castro Gomes y con ilustraciones de Cris Alhadeff. Se encuentra, este cuento perfectamente legible por lectores y lectoras no infantiles por Octaedro.

La historia. De qué va…
En lugar de ser leído, un libro viejo y roto aprende a leer a personas, en una extraña inversión de papeles. Después de ser colocado lejos del alcance de los lectores, en lo alto de un estante, traba amistad con otro libro antiguo que le enseña a entender la diversidad y la riqueza de la vida humana al observar a los usuarios de una biblioteca. Juntos buscan pistas y descubren historias y personajes de la vida real increíbles.

Cazarabet conversa con Alexandre de Castro Gomes:

-El libro casi siempre retrata quien lee tanto, o más, que el que lo escribe. ¿Está usted de acuerdo con esta afirmación?

- Si estoy de acuerdo. Se dice que la historia deja de ser del autor en el momento en que se muestra al mundo. Cada lector reacciona de una forma diferente a la que se muestra en el texto. Cada uno compara esas experiencias con las propias experiencias vividas. Sentimientos como rabia y tristeza pueden ser más intensos para unos que para otros y el amor es diferente para todos. Tiene aquellos que lo reconocen, pues ya vivieron muchos amores. Tiene los que nunca lo han sentido profundamente. Algunos saborean la aventura, el misterio. Otros se agonizan con el misterio. Algunos lectores se emocionan más con ciertos fragmentos de los libros. Otros son impasibles. Una vez leí un libro para un grupo de niños de una escuela. Había allí un niño que me oyó quieto. No hizo preguntas. No parecía interesado. Al final de la visita, él vino a mí y me dijo que era el mejor libro que él conoció. Que se acordaría de aquella historia para siempre. Y yo pensé que no le había gustado!
Vale decir también que hay un poco del autor esparcido en cada personaje. Un poco de lo que él ya vio y vivió. Todos son él y, por eso, ninguno es él. Por otro lado, el lector tiende a torcer para el personaje con quien se identifica más.

-Escribir un libro ilustrado, normalmente, pero no siempre, es hacerlo a cuatro manos, las del escritor y las del ilustrador. 
¿Cómo fue el proceso en "El libro que lee gente"?

- No sé si ustedes saben, pero yo estoy casado con la ilustradora Cris Alhadeff, que fue quien ilustró "El libro que lee a personas". Este no es nuestro primer libro juntos, ya publicamos alrededor de 10 libros en sociedad. En el caso de este libro, antes creé el texto y ofrecí a la editorial. A ellos les gustó y me preguntaron si había algún ilustrador con quien quería trabajar. Escogí a Cris, por motivos obvios: Soy fan de los rasgos de ella desde el comienzo del noviazgo y el dinero ayudaría a pagar las cuentas aquí de casa. Ellos ya conocían el trabajo de Cris y aprobaron la elección de la ilustradora. La primera cosa que hizo fue buscar portadas antiguas de libros y las guardas (detrás de las portadas) de viejas encuadernaciones francesas, que tenían un estilo muy propio. Al final, el protagonista era un libro antiguo, no podemos olvidar. Después vinieron los estudios de personajes, cuando se definió que los rostros quedarían en los lomos, en vez de en las capas, pues así podrían ver lo que sucedía en la biblioteca, incluso guardados en las estanterías. El resto fueron estudios de colores, recortes, fuentes y uso de pequeños adornos, como el gato con el cuerpo letrado.
A pesar de casados, procuro no interferir en el trabajo de Cris o de ningún otro ilustrador. Sólo hablo algo cuando piden mi opinión. Creo que, al igual que no interfieren en el texto, intento interferir lo menos posible en las ilustraciones. Además, sólo apruebo alianzas con ilustradores en quienes confío y cuyo trabajo admiro. Entonces nada mejor que dejarlos a voluntad, ¿no?

-Cada libro trae uno o más mensajes implícitos que se inserta intencionalmente. ¿Es posible que el lector identifique mensajes que no fueron intencionales?

- Yo diría que casi todos mis mensajes son intencionales. No todas son claras, algunas son muy sutiles, pero si están allí es porque yo quise que estuvieran. Yo dije "casi", porque inevitablemente uno u otro lector encontrará referencias de su propia vida que yo no había imaginado mientras escribía la historia. El análisis literario depende del analista. Diré un ejemplo que he escuchado sobre "El libro que lee a personas". Durante una conversación en una escuela, un niño observó que los libros cochinaban de día porque son viejos. Ella dijo que era igual a su padre el fin de semana. Me pareció interesante, pero mi intención fue sólo mostrar que los libros no tenían nada que hacer en ese horario. El niño relacionó al padre, porque ese era el mundo de ella. Es un mensaje que no había pensado.
Por otro lado, hay también pequeños mensajes que, aunque disfrazados, fueron intencionales. Por ejemplo, uno de los personajes investiga la desaparición del teléfono celular de la abuela. Era la dentadura en la primera versión. Se volvió un móvil para mostrar que los mayores también pueden acompañar la tecnología y que los abuelos no necesitan quedarse atrapados en los clichés.

-Creemos que libros como "El libro que lee a la gente" se dirige principalmente a los niños. ¿Crees que los adultos también pueden aprender de ellos?

- Parafraseando a don Quijote, "No hay libro tan mal que no tenga algo bueno”. El libro, cuando es bueno, debe ser leído por niños de todas las edades. No importa si tiene 8 o 88 años. Una buena historia es capaz de involucrar a toda una familia y de plantear cuestionamientos que pueden quedarse por muchos años en las cabezas de las personas. ¿Quién no recuerda que "usted es responsable de todo aquello que cae"?
Una pregunta que semesto en mis conferencias es sobre los cinco libros más importantes en la vida de cada uno. Casi todos mencionan al menos un libro de literatura infantil o juvenil. Es decir, incluso después de años de leído, muchos todavía consideran un libro infantil como una aventura memorable o incluso una lección valiosa de vida.
En términos más prácticos, en 2015, la 4ª edición de la investigación Retratos de la Lectura en Brasil apuntó que el 44% de la población no lee y que el 30% de la población nunca compró un libro. Estos adultos seguramente tendrían mucho que aprender con los libros de literatura infantil y juvenil, ni que sea para servir de puerta de entrada a la literatura producida para los adultos.

-Los libros que tenemos en casa, nuestras propias bibliotecas, cuentan historias únicas y particulares?

- ¡Pero es claro! Cuentan no sólo nuestra historia, como la historia de la familia, ya que muchos libros son heredados de padres y abuelos. Nuestras estanterías nos denuncian. Tengo aquí en casa el estante de biografías de rock. La serie del Mochilero de las Galaxias. Todo de Harry Potter. Mis colecciones de Asterix, Tintín y Mortadelo y Salaminho. Varios estantes de libros literatura infantil y juvenil, gran parte autografiada, incluyendo raridades que garimpei a dedo. Libros técnicos sobre literatura. Algunos volúmenes de mi época como abogado. Pocket-libros de bang-bang. La colección de libros juveniles Vaga-lume, de las décadas de 70 y 80. HQs de héroes de Marvel. Y en el caso de que se trate de una persona,
Eso sin contar los libros que ganamos de presente de nuestros amores. Cónyuge, padres, hijos, profesores, amigos ...
¿No tiene esa frase "Eres lo que comes? Añada también: "Usted es lo que usted lee"! Después de todo, construimos nuestra personalidad a través de nuestras experiencias y leer también es experimentar.

-La verdad es que cada uno podría componer una historia a partir de los libros que habitan sus estantes. ¿Está usted de acuerdo con eso?

- Sí. Basta trabajar sobre el personaje que creamos basado en los libros de la pregunta arriba. Vamos a ver. Un joven, lector de cómics y amante del rock, de misterios y de cienciaficción, se forma en Derecho en la facultad y abandona la carrera para dedicarse a escribir literatura infantil y juvenil, donde él hace otros amigos autores, que autografian sus libros para ella. Entre las cosas que el personaje le gusta, están libros y películas de oeste, habiendo heredado ese gusto del padre, y de frecuentar sebos detrás de libros que estén fuera de catálogo. Ah! Este personaje pasó años esperando cada película de Harry Potter llegar al cine y se puso muy molesto con la muerte de Severo Snape.
Tenemos el protagonista. Sabemos lo que le gusta. ¿Vamos a por la historia?

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Cazarabet
c/ Santa Lucía, 53
44564 - Mas de las Matas (Teruel)
Tlfs. 978849970 - 686110069
http://www.cazarabet.com
libreria@cazarabet.com

segunda-feira, 18 de março de 2019

Entrevista para o blog Conta uma História

Saiu a entrevista que dei para a jornalista Rosa Maria Miguel Fontes, do blog Conta uma História.

Nela falo sobre a AEILIJ e apresento alguns dos meus livros.

O Conta uma História é também hospedado dentro do Portal UAI, pertencente ao jornal Estado de Minas.

Espero que gostem!

Olha que trecho bacana que a Rosa Maria escreveu na apresentação:
"É muito bom ter à disposição livros de qualidade promovendo o interesse de crianças pela leitura, mas é preciso saber que por trás de um belo e bom livro existe uma engrenagem de profissionais e instituições para lutar e garantir a melhor literatura infantil e juvenil. Alexandre de Castro Gomes ou simplesmente Alex Gomes é um deles seja como escritor ou presidente da associação de escritores e ilustradores."

O perigo atual vem da censura
18/03/2019

Fonte:
http://contaumahistoria.com.br/2019/03/o-perigo-atual-vem-da-censura/?fbclid=IwAR1--QTSVXnsUym_zp04lYwJ3nU61bVVwn-3W9CmCOFbcMC6iFDfrpB6xgI

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Leitura de livros com bruxas, fadas, sacis...

Bem, eu não gerencio um clube de leitura (AINDA! 😃), mas recomendo a leitura de livros com bruxas, sacis, dragões, fantasmas, folclore em geral, lendas indígenas e africanas e tudo que a nossa literatura tem a oferecer! Se não abraçar tudo isso, não pode ser considerado o MELHOR da nossa literatura. Precisamos das bruxinhas da Sylvia Orthof, dos sacis do Lobato, dos fantasminhas da Maria Clara Machado...



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Conversa Literária Edição Especial - Dia Nacional do Livro Infantil

Eu e a Gizele Santos fomos convidados pela Cintia Barreto, curadora do Conversa Literária, para organizar a Conversa Literária - Edição Especial do Dia do Livro Infantil, que acontecerá na Biblioteca Parque, em 18 de abril. Hoje foram 4 reuniões. Vem coisa boa por aí! Aguardem novidades!
As fotos abaixo são do dia da nossa primeira reunião com a equipe da Biblioteca.











quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019