Biblioteca do Congresso dos EUA quer publicações de Ponta Grossa

Que bacana! O Tesouro do Lagarto de Fogo, texto meu que no ano passado ganhou o primeiro lugar no Concurso Literário Nacional de Ponta Grossa, categoria infanto-juvenil/leitores críticos, e que, por isso, virou livro editado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, vai para os Estados Unidos!
Segue a notícia publicada no portal da Prefeitura de Ponta Grossa:

Biblioteca do Congresso dos EUA quer publicações de Ponta Grossa
Enviado por Patrícia Antunes, 9 março, 2012 - 16:39

O trabalho de incentivo a produção literária de artistas locais, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, tem chamado atenção internacional. Esta semana, foi enviada a Mansão Vila Hilda, sede da secretaria, uma correspondência da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos – Library of Congress – demonstrando “grande interesse” nas publicações da instituição.

O documento, assinado pela diretora Debra Mckern, solicita um exemplar dos livros dos Concursos de Literatura e de outras publicações da Prefeitura de Ponta Grossa. “Apreciaríamos receber a obra mencionada abaixo e outras que porventura tenham sido editadas recentemente, a fim de encaminhá-las à sede da Biblioteca, em Washington, DC”, diz a correspondência. De acordo com a secretaria Elizabeth Schmidt, a solicitação será atendida imediatamente. “Estamos muito honrados com o reconhecimento da seriedade do nosso trabalho, e quem sai ganhando são os artistas da nossa cidade que terão suas obras conhecidas internacionalmente”, comemora a secretária.

Em Ponta Grossa, no setor de literatura há concursos de Contos, de Crônicas, de Poesias e também de Literatura Infanto-Juvenil, de Ilustradores dos Livros Infanto-Juvenis, de Histórias em Quadrinhos, de Biografias e de Pesquisa Histórica. Anualmente, a Secretaria de Cultura abre edital de concursos destinados a artistas e escritores da cidade com o objetivo de estimular a produção em todos os segmentos artístico-culturais na cidade. “Dessa forma, novos talentos são descobertos, valorizados e projetados, fomentando diversos segmentos artístico-culturais de Ponta Grossa”, destaca Elizabeth.

Viagem Mundial Interativa

Editora: RHJ
Categoria: Infanto-Juvenil
ISBN: 978-85-7153-292-2
1ª edição: 2012
Encadernação: Brochura
Formato: 18 x 23 68 págs.
Ilustrações: Cláudio Martins

Dessa vez nossos amigos resolveram viajar ao redor do mundo em um pequeno avião de blocos de montar.
Os três vão dançar o vira em Portugal, tomar um banho turco em Istambul, fazer um safári no Quênia, visitar templos astecas, passear na famosa roda gigante de Londres, brincar com cangurus na Austrália e provar um pouco da comida típica de cada um dos 14 países visitados. Acompanhem Guilherme, João e Valentina por essa viagem aonde você mesmo escolhe o caminho a seguir, podendo contar uma história de várias formas diferentes.

SME de Fortaleza

Soube hoje que 3 livros meus (Condomínio dos Monstros, Viagem Espacial Interativa e Festa do Calendário) foram selecionados para o pregão da Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza para compor as bibliotecas móveis nas salas de aulas do Ensino Fundamental! Êba!

Segue o link com a lista:

Programação do 14º Salão FNLIJ

Saiu a primeira relação da programação de lançamentos do próximo Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Estarei lá com dois livros:
20/04 - 10hs - "O menino que coleciona guarda-chuvas" (Globo)
26/04 - 10hs - "Viagem mundial interativa" (RHJ)

O primeiro é um texto em versos, para crianças de 6-7 anos, sobre um menino que coleciona guarda-chuvas e usa a imaginação para inventar um monte de brincadeiras. Cada estrofe traz uma surpresa e uma nova utilização para o guarda-chuva, seja como espada de mosqueteiro, taco de golfe ou gancho de pirata.

No segundo, para 10 anos mais ou menos, três crianças dançam o vira em Portugal, tomam um banho turco em Istambul, fazem um safari no Quênia, visitam templos astecas, passeiam na famosa roda gigante de Londres, brincam com cangurus na Austrália e provam um pouco da comida típica de cada um dos 14 países visitados. Acompanhem Guilherme, João e Valentina por essa viagem aonde você mesmo escolhe o caminho a seguir, podendo contar uma história de várias formas diferentes.

Assim que eu tiver os livros comigo, colocarei aqui as capas e as fichas técnicas.

Segue o link para os lançamentos já programados. Lembre-se de checar antes de ir, pois a relação ainda está sujeita a alterações.

Fotos do lançamento de "O Banho de Nina"

O lançamento de "O Banho de Nina", de Ana Cristina Melo, com ilustrações de Cris Alhadeff, publicado pela Escrita Fina, foi ontem, na Livraria da Travessa do Leblon. Fui lá beber um mate e comer jujubas com essas duas Cristinas talentosas. Aliás, duas não. Três, porque a escritora Cristina Villaça, amigona que adoro, também estava lá.

A tarde de autógrafos foi muito bacana. Quem foi, pôde aproveitar a companhia das autoras anfitriãs, da Laurinha, editora da EF, do JP Veiga e Sabrina, da Naná Martins e Carlos, da Thaís Linhares, da escritora mirim Nina Krivochein e sua mãe Joana Cabral, do escritor Luiz Eduardo Matta, da ilustradora Eliane Raye, da Dag Bandeira, da Angela, da Suzana, do Guigo, da Nina, do Gabriel, e de vários outros que fizeram da tarde um evento imperdível.

E que venha o próximo!












Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff lançam "O Banho de Nina" no domingo!

O lançamento do livro infantil "O Banho de Nina", escrito pela Ana Cristina Melo, editado pela Escrita Fina Edições, e ilustrado por Cris Alhadeff, acontecerá na Travessa do Leblon, no próximo domingo, dia 12 de fevereiro, às 16h.

Nina está preocupada: seus longos banhos estão acabando com a água do mundo.
Mas como pode a água acabar num mundo com tanto mar?

Sustentabilidade é o tema do século. Tempos que salvar o planeta, galera!

O bacana desse livro é que a Ana Cristina consegue passar a mensagem de forma suave e engraçada para os pequenos. As ilustrações da Cris ajudam a compor uma história que no fundo é séria, mas que será lida pela criança com um sorriso no rosto.

Vejo vocês lá na Travessa!

Informativo Extra do Ministério da Cultura - Direitos Autorais

Taí. Gostei. Pelo que eu entendi, haverá uma plataforma de registro público na internet, de fácil acesso, e o autor escolherá qual tipo de proteção sua obra terá. Muito justo.

Segue o informativo:

O DIREITO AUTORAL FRENTE AO PARADIGMA DIGITAL

Por ocasião da Campus Party 2012, o Ministério da Cultura oferece sua visão para contribuir nos debates do evento:

Neste ano de 2012, estará em curso um debate decisivo para o futuro da cultura brasileira, e também para a configuração do ambiente base para o desenvolvimento da economia criativa digital. Trata-se da apreciação, pelo Congresso Nacional, do projeto de revisão da Lei de Direito Autoral, que busca também contemplar a necessária atualização do marco regulatório frente às demandas do paradigma digital e das redes.

Conduzido até aqui pelo Ministério da Cultura, em debate com outros ministérios e com diversos setores da sociedade, o processo de construção da proposta buscou contemplar o delicado equilíbrio entre os múltiplos interesses envolvidos na economia da cultura. Uma premissa básica desse processo de diálogo com a sociedade brasileira é compatibilizar as conquistas sociais proporcionadas pela facilidade de acesso à informação trazida pela internet com o devido respeito aos direitos autorais na rede.

Nesta última etapa de formulação foi introduzida uma novidade importante, sobre a qual gostaríamos de tecer alguns comentários. Trata-se da proposta do registro unificado de obras intelectuais, cujo objetivo é reunir de forma organizada, em uma única plataforma pública, um conjunto de informações referenciais sobre o conteúdo da produção cultural e artística brasileira.

De acordo com a proposta, as informações de registro autoral serão disponibilizadas de acordo com o modelo ‘dados abertos’ (open data), consistente na publicação e disseminação das informações do setor público na web, compartilhadas em formato público e aberto, compreensíveis logicamente, de modo a permitir sua reutilização em aplicações digitais desenvolvidas pela sociedade. Na perspectiva de médio e longo prazo, a base do registro unificado de obras irá operar em sintonia com outras plataformas, aplicações e serviços dedicados à promoção do acesso a conteúdos digitais, e ao gerenciamento de direitos autorais.

Com a introdução da plataforma de registro unificado de obras, surge a oportunidade de se regulamentar um conjunto de licenças públicas, contemplando as especificidades da circulação em meio digital, a ser definida pelo próprio autor ou detentores dos direitos no ato de registro de sua obra. Tais licenças deverão ser concebidas respondendo a demandas específicas dos diversos setores (música, audiovisual, fotografia, literatura etc.), e serão implementadas de forma a permitir que os referidos detentores de direitos sobre a obra definam o grau de proteção e de incentivo à circulação que desejam lhe imprimir.

Uma vez implantada, a plataforma de registro unificado com licença pública poderá prover a necessária segurança jurídica para que a obra seja explorada por diferentes arranjos negociais, e oferecer condições de gerar os indicadores para a avaliação de desempenho destes novos modelos, gerando informações valiosas para futuros investimentos no meio digital. Esta mesma base de dados oferece também uma oportunidade única para acesso e gestão otimizada das obras caídas em domínio público, o que garante seu verdadeiro propósito que é o de permitir a difusão e o acesso amplo desses bens do espírito para toda a sociedade.

Quanto às obras autorais que ainda não se encontram em domínio público, a idéia da livre circulação apregoada na internet projeta um cenário no qual os serviços relativos aos conteúdos, ao invés da própria informação, se tornam as principais fontes de ganho econômico. O modelo de livre circulação, que na prática significa “conteúdo grátis”, pressupõe a publicidade como arranjo negocial fundamental da dimensão aberta da economia da informação. No entanto, a sua legitimidade demanda a liberação prévia desses conteúdos de criação intelectual por seus titulares, segundo as normas de direito autoral internacional e nacional vigentes, que lhe asseguram a sua remuneração.

O modelo de exploração de conteúdos na internet deve acolher, assim, por premissa, o respeito ao direito autoral, visto que os meios tecnológicos e a rede mundial podem assegurar aos titulares desses direitos novas formas de utilização das obras intelectuais, com a sua pronta distribuição e reprodução em grande escala, e a um custo irrisório – uma vez que o meio digital despreza a necessidade de um suporte físico para sua propagação e proporciona a diversidade de conteúdos protegidos e a ampliação de acesso aos bens culturais. A despeito dessas possibilidades, inauguradas com o meio digital e a internet, que oferecem uma maior autonomia ao criador, artistas e produtores independentes, modelos de negócios estão se revelando concentradores e refratários a novos concorrentes e investidores.

A efetividade do modelo de agenciamento da publicidade nos ambientes onde os conteúdos são referenciados (máquinas de busca e redes sociais) depende de escala. Isso explica o crescimento exponencial de gigantes como o Google e o Facebook. Mas esse modelo enquanto hegemônico torna-se obstáculo à concepção de uma política nacional ampla para o ambiente digital, com vistas à proteção da criação intelectual, à garantia efetiva de independência econômica de criadores e detentores de direitos autorais, à alocação distributiva de novos investimentos e à promoção da diversidade cultural na rede.

Assim, o processo de elaboração do registro unificado com a licença pública das obras audiovisuais, literárias, musicais, visuais e fonogramas, além de considerar a legitimidade de todos os titulares e dos produtores dessas criações intelectuais para delas disporem na forma e extensão que deliberarem para a sua circulação na rede, encampa o fato de que o novo sistema econômico delineado nesse ambiente poderá proporcionar múltiplos modelos alternativos a favor dos autores, investidores e a sociedade.

Diante da demanda dos modelos existentes e o porvir de utilização, exploração e fruição da criação intelectual no ambiente digital, selou-se a importância de reforçar, jurídica e tecnologicamente, no novo sistema de registro e licenciamento público que se propõe a atribuição de autoria e a expressa determinação dos respectivos titulares quanto aos usos possíveis do objeto fruto de sua criação. A partir deste arranjo jurídico-tecnológico, estabelecido com base no modelo de ‘dados abertos’, temos expectativa de que novas aplicações e serviços para promoção e monitoramento da circulação dos conteúdos surgirão de acordo com a intenção dos criadores em sua relação com a dinâmica própria da economia criativa.
Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Sergio Mamberti
Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura

Expediente
Ministério da Cultura
Representante Regional Sul: Margarete Moraes

Programa de incentivo à industria criativa

Parte da matéria publicada no jornal O Globo, em 05/02/12:

Tirando o atraso da criatividade

Autor(es): Agência o globo:Vivian Oswald

Com dez anos de espera, governo deve lançar em abril programa de incentivo à indústria criativa, que movimenta R$ 667 bi por ano no país

Com uma década de atraso, o Brasil resolveu mirar na chamada economia criativa - setor que movimenta mais de US$ 600 bilhões no mundo e se manteve imune às crise financeiras globais - e se prepara para lançar em abril um audacioso programa que pode duplicar os ganhos desse segmento em quatro anos. Se isso acontecer, serão R$ 108 bilhões a mais injetados na economia do país no período, graças ao aumento da produção e da exportação de bens e serviços criativos.

O programa Brasil Criativo está em gestação no Ministério da Cultura. Já foi mostrado à presidente Dilma Rousseff e está sendo tocado em parceria com a Casa Civil. O Planalto deve bater o martelo sobre as medidas, que envolvem pelo menos dez ministérios, em meados de março. Ao GLOBO, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, explica que a ideia é aumentar o quinhão do setor na economia dos atuais 2,85% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) para pelo menos 5,7% até 2015. As primeiras discussões começaram na gestão de Gilberto Gil. A despeito dos rumores de que poderia deixar o ministério, ela espera tocar o programa até o fim do governo: - Não é um projeto para seis meses ou um ano, é de médio prazo.

Sobre a mesa estão a eliminação de leis caducas, desoneração de tributos, mudanças no marco legal e formalização de profissionais dos diversos ramos da cultura - do design ao artesanato, passando por games, cinema, novelas e música -, além da criação de linhas de crédito e da discussão sobre propriedade intelectual. Também está em análise o reconhecimento de novas profissões, para permitir acesso a financiamento, Previdência e emissão de notas fiscais. O próprio governo admite que há poucas estatísticas sobre a economia criativa, e boa parte do mercado é informal. Segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae Nacional, que ajuda o governo a mapear o setor, 90% dos empreendedores são de micro e pequeno porte...

...Os países ricos, que começaram a adotar programas semelhantes há uma década, detêm 90% do mercado mundial de audiovisual e música, 80% do mercado editorial e imprensa e 75% do de artes visuais. O programa do governo quer usar a cultura como alavanca para o crescimento, a geração e distribuição de renda e a inclusão social. - Conheço muita gente boa que passa a vida esperando um convite ou um edital para trabalhar. Muita gente está informal nesse mercado. Falta informação. Estamos fazendo um grande mapeamento de todos os elos da cadeia. Acho que dá para, no mínimo, dobrar a participação do setor no PIB - disse a ministra, que reconhece o atraso do Brasil nessa corrida. - Estamos estudando os entraves....

...Medidas em estudo pelo governo:

• Desoneração tributária de insumos para a indústria criativa;
• Linhas de crédito específicas para as atividades criativas:
• Treinamento e qualificação profissional
• Revisão da classificação de profissões para garantir a todos os empreendedores e artistas acesso a empréstimos, formalização e previdência;
• Formalização dos micro e pequenos empreendedores;
• Mudanças no marco legal para torná-lo mais eficiente e estimular o setor;
• Instalação do Criativa Birô para captar informações sobre a economia criativa nas principais cidades do país;
• Análise da legislação trabalhista à luz das especificidades da indústria criativa, tais como as novas profissões, a sazonalidade do setor e a diversidade da cultura brasileira;
• Simplificação da legislação;
• Fornecimento de informações jurídicas, de gestão e administração de negócios;
• Adequação das regras do Supersimples para facilitar a formalização dos empreendedores;
• Foco nos empreendedores e empresas de menor porte.

Fonte: FIRJAN


Secultfor divulga lista de livros selecionados

Essa é para os fãs do Condomínio dos Monstros. A comissão avaliadora do Programa Mais Cultura, um convênio da Secretaria de Cultura de Fortaleza e o MINC, selecionou o livro para compor o acervo do programa, que contempla 3 projetos distintos: A modernização do acervo das Bibliotecas Públicas Municipais, a aquisição do acervo básico de duas bibliotecas a serem construídas e a implementação do projeto Agentes de Leitura Fortaleza.

Estou muito feliz em saber que os monstrinhos invadirão essa bela cidade nordestina. Êba!

II Encontro da Bodega Literária no Rio de Janeiro

O primeiro encontro ocorreu em 20/01/10, no Sindicato do Chopp do Leme. Éramos 6 escritores da comunidade orkutiana da Bodega Literária, que enfrentaram uma chuva torrencial (sério, as ruas pareciam rios com correnteza e tudo) para poder trocar experiências e histórias sobre livros, política, religião e tudo o que um chopinho dá direito. Dois anos e um dia depois, nos encontramos novamente, dessa vez em maior número, no Galeto Mania da Cobal do Humaitá. O evento ocorreu no último sábado e posso afirmar que haverá outros em breve. Eu, particularmente, adorei estar ali com aquele bando de feras comedores de prêmios literários. Falamos sobre editoras, SOPA, PIPA, textos infantis, antologias, jogos de botão (está marcado, hein, galera?), concursos (bons e ruins), autores, revisores, dicas, AEILIJ, comidas, filmes, futebol e sei lá o quê. Cheguei em casa às 2 da madruga.

Bem, o evento estava programado para 19hs. A Cris Alhadeff e eu chegamos com uns 5 minutos de atraso e já encontramos a amiga Simone Pedersen (poeta, contista, cronista, colunista, autora de vários livros infantis e adultos, ganhadora de dezenas de prêmios e associada à AEILIJ) que veio de Vinhedo, São Paulo, para o encontro. Logo em seguida chegou Zulmar Lopes (ganhador de inúmeros prêmios, um dos moderadores da CL no Orkut e autor do ótimo livro "O cheiro da carne queimada", lançado recentemente).

A noite passava e iam chegando mais colegas: Kim Hodge, editora da Caki Books; Zé Ronaldo, o gigante vencedor de vários prêmios e autor de "O Prisioneiro" (veio de Mutum-MG com a esposa Sheila e a filha Clara); Tatiana Alves e André Caldas, casal de escritores e professores, com vários prêmios na estante e livros publicados. A Tatiana é doutora em letras e já publicou o infantil "Além do arco-íris", pela Brasiliense; Henrique Bon e a esposa Marcia, ele é psicanalista, escultor em bronze, pai orgulhoso de Carlos Henrique Bon (autor das tirinhas "Um sábado qualquer") e autor de "A noite dos peregrinos" um romance maravilhoso sobre o início da imigração suíça no Brasil. Os dois são de Friburgo; Nathalia Wigg e o músico Alexandre Absalão, ela é escritora super premiada, revisora, moradora de Nikity e autora de "Essência Azul"; Rodrigo Domit e sua parceira de vida Ana Cecília. Ele é autor do ótimo livro de minicontos "Colcha de Retalhos" (gostei de saber que o mundo é amarelo!) e responsável pelo blog http://concursos-literarios.blogspot.com/; JP Veiga, que trouxe a Sabrina e o Gabriel, é escritor e ilustrador de vários livros infantis, defensor do livro eletrônico e associado à AEILIJ.

Foi um evento maravilhoso e, segundo soube, já há planos para outro, dessa vez em São Paulo, durante a Bienal, com os amigos e escritores Henriette Effenberger, Carlos Bruni, André Kondo, Paulo Franco, Cássia Rosso, Simone Pedersen e outros. Aguardem!

Ainda com a Kim e antes da Nathalia chegar

Cris Alhadeff na foto também.

JP Veiga, Simone Pedersen, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Rodrigo Domit e Ana

Zulmar Lopes, Alex e Henrique Bon

JP Veiga, Alexandre de Castro Gomes, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Simone Pedersen, Nathalia Wigg, Tatiana Alves, André Caldas, Zé Ronaldo e Rodrigo Domit

Ói nóis aqui outra vez!

Nathalia, Sabrina, Alex, Cris Alhadeff e Gabriel

Um autógrafo caprichado para o Gabriel

Mesa cheia de livros. Eu ganhei onze de presente!

Momento descontraído

com Nathalia Wigg

com Simone Pedersen

Íma de geladeira e porta-copos distribuído no evento

Bartolomeu

Fui apresentado ao Bartolomeu Campos de Queirós durante a Bienal do Rio, em 2009. Eu estava andando com meu editor da RHJ, Rafael, por uma daquelas passagens externas quando encontramos o Bartô encostado em uma viga, segurando uma pastinha de executivo e fumando um cigarro. O escritor olhava para o chão, concentrado em alguma coisa. Quando nos aproximamos ele sorriu e disse para o Rafael que não tinha muito tempo pois precisava ir a uma homenagem que a AEILIJ preparara para ele. Bastaram poucos minutos para que aquele homem pequeno, de voz firme e pausada, me encantasse com tamanha grandeza de pensamentos. Conversamos sobre os livros-brinquedo e o Movimento por um Brasil Literário. Ele deu um tapinha em meu ombro e disse que era um prazer me conhecer e para eu continuar escrevendo (na época eu estava lançando meu segundo livro pela RHJ e não conhecia muita gente do meio). Contou-me que as crianças precisam de mais histórias. O meu editor ainda conversou rapidamente sobre um livro que fizeram, ou estavam fazendo juntos, e em seguida apareceu a Anna Claudia Ramos para levá-lo ao evento, para o qual ele estava atrasado. Foi a única vez que conversei com o Bartolomeu. A primeira impressão foi a melhor possível.

Em novembro passado, postei aqui um video com a Anna Claudia e o Bartolomeu em uma entrevista no Conexão Futura. Marquei uma de suas frases: "Não existe uma verdadeira educação sem a literatura. Sem a literatura a escola não é educativa, é adestramento."

Um grande homem, sem dúvida. Lúcido, talentoso e preocupado com o futuro dos jovens.

O Bartô partiu na madrugada de hoje. Além de suas belíssimas histórias, nos deixou um legado, uma herança cultural, um movimento pela literatura nas casas e escolas. Afinal é como ele disse: As crianças precisam de mais histórias.

Livros em braille da Fundação Dorina Nowill

No dia 26 de agosto de 2010, Anna Claudia Ramos e Roberto Gallo, representando respectivamente a AEILIJ e a Fundação Dorina Nowill para cegos, assinaram um termo de parceria entre as instituições para darem início à Coleção AEILIJ Solidária.

Foram entregues 10 títulos inéditos, já ilustrados, para a equipe de produção da Fundação produzir e editar os livros de forma adequada. De acordo com o o site da autora Sandra Ronca, "Os livros serão distribuídos gratuitamente para 5.000 bibliotecas públicas do Brasil. Segundo dados do IBGE, das 6.585.000 pessoas com deficiência visual, 6.057.000 são pessoas com baixa visão (a estas se destinam as ilustrações e o texto em tinta e contraste) e 528.000 com cegueira total."

Agora, em janeiro, chega a primeira fornada da coleção. Estão prontos "Meu pai é o máximo", de Anna Claudia Ramos e Danilo Marques, "A horta da Ethel", de Celso Sisto e Sandra Ronca, e "A galinha que botava batatas", de Simone Pedersen e Paulo Branco. Em breve "Amigo Bicho", de Flávia Côrtes e Cris Alhadeff, também será entregue. Segue o layout de capa desse último para vocês darem uma olhada.

Os títulos e autores são:
Umbigo: texto de João Protetti, ilustrado por Nireuda Longobardi.
Pedro e Joaquim: texto de Denise Crispum, ilustrado por Thais Linhares.
Meu pai é o máximo: texto de Anna Claudia Ramos, ilustrado por Danilo Marques.
A girafa do pescoço curto: texto de Regina Drummond ilustrado por Felipe Vellozo.
Capitão Mariano, o rei do oceano: texto de Maurício Veneza ilustrado por Roney Bunn.
A galinha que botava batatas: texto de Simone Pedersen ilustrado por Paulo Branco.
A horta da Ethel: texto de Celso Sisto ilustrado por Sandra Ronca.
A dança das cores: texto de Luis Pimentel ilustrado por Márcia Cardeal.
Amigo bicho: texto de Flávia Côrtes ilustrado por Cris Alhadeff.
Quero ser rico: texto de Álvaro Modernell, ilustrado por Cibele Santos.

Prêmio Barco a Vapor

O prazo para as inscrições está quase encerrado!

Filme da peça "O Julgamento do Chocolate"

Ganhei o melhor presente de Natal. Recebi há pouco esse vídeo da professora Patricia Luciane da Silva, de Joinville - SC, com a encenação da peça, baseada no meu primeiro livro, que as crianças montaram na Escola Municipal Gov. Heriberto Hulse, em novembro de 2009. Eu já tinha visto as fotos, lindas também, mas o filme dá uma sensação gostosa no peito, sabe? Obrigado, diretora Pati, obrigado, atores formidáveis, e obrigado, Cristina, mãe da repórter Vitória, que fez o filme! Eu não conseguiria contar essa história tão bem.


Lançamento "O que é que não é?"

Vim aqui rapidamente postar uma foto minha com o Cesar Cardoso e a Cris Alhadeff durante o lançamento do livro "O que é que não é?" pela Biruta. Foi um evento bacana no Museu da República, no último dia 14 de dezembro. O livro, com texto e ilustrações da melhor qualidade, foi escolhido pelo PNBE.

Workshop com Marina Colasanti

JP Veiga, Alex, Marina Colasanti e Marilia Pirillo

Foi ontem na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis. O que falar sobre a Marina? Ela é linda, engraçada, inteligente e tem uma história de vida muito interessante. Tão interessante que escreveu "Minha guerra alheia" (editora Record), um livro de memórias sobre a infância na África. Segue a sinopse:

Quando, em 1936, as tropas italianas tomaram Addis Abeda, capital da Etiópia, a saga da família Colasanti começava. Ex-ator, com gosto pela guerra, Manfredo Colasanti mudou-se com a família para a cidade de Asmara, onde nasceria Marina. A menina observadora, que mais tarde se tornaria uma das maiores escritoras da literatura brasileira, guardou na memória as imagens, os cheiros, os sabores e as cores da África - não só de Asmara, mas também de Trípoli, onde viveria depois, antes de regressar à Itália em meio à carnificina da Segunda Guerra.

O encontro começou às 19:20, com a Marina colocando a bolsa no chão e dizendo que ao contrário do que pensam, o dinheiro enraíza e faz árvore. Seu bom humor se manteve durante o evento. Disse que seus pais se chamavam, "pois não se chamam mais", Manfredo e Liseta, e que seu pai era louco por uma guerra.

"Quando uma guerra eclode, o metrônomo da vida pára e é substituído por outro. O futuro é interrompido e só volta após a guerra. E a guerra nunca é tão rápida quanto se espera que seja."

O workshop consistiu em uma leitura de um trecho do livro e outra de uma poesia com assunto equivalente, escrita pela autora há anos. A intenção era mostrar a diferença das narrativas. Enquanto a prosa é um relato sem uma avaliação ou crítica pessoal, o poema transparece a crítica da autora e é lido com entonação e gravidade para marcar a ruptura dos versos. Segundo Marina, isso ocorre porque a falta de espaço na poesia acaba tornando o texto mais denso. O espaço no poema é vital. As vezes é necessário economizar-se o uso das palavras para não quebrar o ritmo.

"Eu nunca trabalhei com sujeito-verbo-predicado. As lágrimas escorrem... O sol nasce... Para mim, texto despido é um tédio."

Adorei o encontro. Falamos sobre poesia, prosa, minicontos, guerra, Asmara e muito mais. Quem foi, certamente aproveitou a oportunidade de aprender com essa autora de enorme talento, história e carisma. Eu aprendi.

Viva, Marina Colasanti!

Marina Colasanti na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo

Mencionei, na minha última postagem, a Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, que é onde a Confraria Reinações Cariocas se reúne todo mês. Hoje recebi um e-mail que me convidou a comparecer no mesmo local, para um workshop literário gratuito com ninguém menos do que a ilustre Marina Colasanti. Já me inscrevi. São 40 vagas. Quem quiser que corra para se garantir! Envie logo sua inscrição pelo site www.bibliotecapopular.com.br.

Aproveitei para conhecer melhor o projeto da Estação Pensamento & Arte, que é quem cuida da programação cultural da biblioteca. Segundo o site deles, "O projeto Estação Pensamento & Arte compreende o conceito de cultura como algo que ultrapassa os limites do puramente literário. Nesse sentido, o espaço da Biblioteca Popular Municipal de Botafogo deverá funcionar com uma programação que contemple os diversos setores das letras e artes e faixas etárias variadas. Constarão, além da Biblioteca aberta permanentemente para consultas, atividades que incluem:
- cursos de natureza diversa, profissionalizantes ou não
- seminários, palestras e workshops
- oficinas de artes plásticas, fotografia, literatura e música
- rodas de leitura
- exposições de pintura, fotografia, desenho e instalações
- shows musicais / performances
- exibição comentada de filmes
- lançamentos de livros
- atividades de recreação para crianças e jovens (contação de histórias, trocas de livros, performances de ilustração, teatro de sombras e de marionetes, encenações etc.)
- atividades de recreação para a família."

Em outubro a Cris esteve lá em um curso gratuito de quatro aulas do Rui de Oliveira. Adorou. No mês passado foi a vez de Ivan Zigg, Guto Lins e Ana Maria Machado, entre outros, realizarem performances e leituras. Em dezembro, além do workshop com a Marina Colasanti, tem ainda a amiga e autora Claudia Nina, que abrirá o ciclo de leituras baseado na obra de Clarice Lispector.

Vale ficar atento às novidades do site. A biblioteca fica na Rua Farani 53, em Botafogo.

Confraria Reinações Carioca

Existe, aqui no Rio de Janeiro, um evento mensal muito legal, de leitura e discussão de textos infantis e juvenis, nos moldes dos já conhecidos book clubs americanos e europeus. Chama-se Confraria Reinações Cariocas e é aberto a todos escritores e leitores que queiram participar. Até hoje foram 16 encontros, sendo que o próximo já está marcado para o dia 20 de dezembro, às 19hs, na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, localizada na Rua Farani 53.

O 17º Encontro da Confraria Reinações terá como tema a poesia de José Paulo Paes. Tem um livro dele, "Uma letra puxa a outra", que meus filhos adoravam.

A responsável pela organização do evento é a querida amiga e autora Marilia Pirillo. Pedi que ela me enviasse um texto sobre a Confraria, que segue abaixo. No final estão todos os convites e temas dos encontros anteriores.
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"A primeira confraria não teve convite. Quem deu o pontapé inicial foi a Anna Claudia Ramos, aproveitando o Salão do Livro e a presença do Caio Ritter - que é o idealizador e coordenador da Confraria lá em Porto Alegre (e eles já tem 3 anos de atividade) - e de alguns outros confrades gaúchos que estavam aqui na ocasião. Depois deste primeiro encontro no Salão, passamos a nos encontrar na Biblioteca Popular de Botafogo e eu assumi a organização.

Tudo começou numa noite fria em Porto Alegre, era maio do ano de 2007, dezesseis pessoas reunidas em uma livraria para comentar e discutir a leitura de textos infantis e juvenis...

Poderia ter sido um só e único encontro, mas foi apenas o começo de uma história de sucesso que já completou três anos e segue agora espalhando sementes pelo Brasil.

A Confraria Reinações reúne, mensalmente, escritores e leitores de literatura infantil e juvenil, interessados em debater a produção literária voltada às crianças e aos adolescentes, seu espaço e importância na formação de público leitor e seu caráter de Arte. Para tanto, a cada mês, é escolhido um livro infanto-juvenil ou a obra literária de um escritor para ser comentado no encontro. Para saber muito mais sobre a história da Confraria Reinações visite o blog: http://confrariareinacoes.blogspot.com/

Reinando no Rio de Janeiro

No dia 11/06/2010, durante o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, foi inaugurada a Confraria Reinações CARIOCA. O encontro contou com a presença de alguns dos "confrades fundadores" gaúchos e com um número expressivo de pessoas. Fizemos um bate papo sobre o clássico "Peter Pan" e definimos diretrizes para a Confraria Reinações Carioca.

Tivemos o nosso primeiro encontro oficial no dia 20/07, às 19h, na Biblioteca Popular Municipal Machado de Assis, em Botafogo. Para abrir as discussões o tema escolhido foi a obra infantil do escritor moçambicano Mia Couto com seus três livros: "O gato e o escuro", "O beijo da palavrinha" e "Mar-me-quer" (este último não possui edição no Brasil, mas alguns confrades o têm, assim pensamos em incluí-lo).

Convidamos assim, os futuros confrades, à leitura dos textos e a participação. A Confraria está aberta a todos interessados!"















João-de-Barro tem 267 inscritos!

Segundo o portal de cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, 267 projetos foram inscritos para concorrer ao tradicional prêmio João-de-Barro. Um número surpreendente para um concurso que teve suas regras mudadas recentemente (um pouco menos que os inscritos no II Concurso CEPE de Literatura Infantil e Juvenil que esse ano teve 333 participantes). Antes era preciso enviar um texto infantil impresso em Word ou similar. Dessa vez foi necessário criar o projeto gráfico também: uma boneca de livro, já diagramado com capa e tudo, em parceria com um ilustrador, ou sozinho, se o próprio candidato for escritor e ilustrador.

Os candidatos tiveram exatos 2 meses para desenvolver o projeto, um tempo muito curto na minha opinião, o que certamente diminuiu bastante o número de inscritos. Entraram os que já tinham um projeto pronto, ou quase pronto, e os que possuíam um tempo livre para se dedicar totalmente ao livro.

Eu tinha uma história finalizada, com estudos de ilustração já feitos pela Cris Alhadeff, e juntos entramos no Concurso. Sei de amigos da Comunidade de Concursos Literários e da AEILIJ que também entraram. A competição é acirrada e a qualidade dos trabalhos deve ser excelente.

O resultado final do João-de-Barro 2011 será divulgado no DOM e no site da FMC (www.pbh.gov.br/cultura), até o dia 27 de janeiro de 2012.

"O autor da obra vencedora receberá R$ 20 mil, além de uma viagem à Itália, para participar da 49ª Bologna Children´s Book Fair, o maior evento internacional dedicado à literatura infantil e juvenil, que será realizado de 19 a 22 de março de 2012. Após a divulgação da obra vencedora, uma cerimônia de entrega da premiação será promovida, em data oportuna, pela Fundação Municipal de Cultura."