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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Resenhas da trilogia do Condomínio dos Monstros

Esse mês o Rafael Mussolini resenhou toda a trilogia do Condomínio dos Monstros e ficou muito legal.


“Condomínio dos monstros” é mais uma história que entrou em meu radar enquanto bibliotecário e mediador de leitura, por conta de sua grande procura na biblioteca. Sempre fico curioso com as histórias que, de repente, viram febre entre as crianças e que nem voltam para a estante, devido ao número de empréstimos.

“Condomínio dos monstros” é um livro cheio de monstros e muito divertido, que dá vazão a essa experimentação do grotesco, do imprevisível e do medo através da linguagem da fantasia. Os monstros, que moram todos no mesmo condomínio, se juntam em uma reunião, convocada pela múmia, para resolver um problema de convivência e os diálogos e as soluções encontradas pelos moradores divertem crianças e adultos...


Com a mesma criatividade e humor de “Condomínio dos Monstros”, Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff nos conta mais uma aventura dessa turma assombrosa em “O porteiro do Condomínio dos Monstros (Editora RHJ, 2013). Após conseguir contratar um novo porteiro, os monstros precisam encenar uma certa normalidade para que Zé Chico não se assuste e abandone o condomínio.

Com um texto que brinca com as histórias e lendas dos monstros e criaturas mais famosas da nossa literatura e da nossa oralidade e ilustrações que contam outros capítulos e oferecem várias pistas e piadas para os pequenos leitores, “O porteiro do condomínio dos monstros” é uma ótima indicação para leitura compartilhada com as crianças. Além de brincar com a temática do terror e dos monstros, é um livro que faz rir e aguça a curiosidade dos leitores ao explorar as principais características dos monstros e criaturas que povoam nosso imaginário. Será que Zé Chico vai descobrir com quem está lidando?


Em "Tem visita no Condomínio dos Monstros", partindo das manias exóticas de cada um dos monstros, os autores convidam os leitores para através da brincadeira e da diversão, realizar uma discussão sobre o autoconhecimento, respeito às diferenças e à individualidade. Quem não tem a sua mania?

A série “Condomínio dos monstros” faz um ótimo uso da figura dos monstros para se aproximar das crianças. Através do fascínio das crianças pelos monstros e criaturas folclóricas, os autores conseguem transportar as crianças para a pele dos personagens e vivenciar os dilemas e as aventuras que o livro propõe.

Rafael Mussolini é pedagogo, estudante de biblioteconomia, mediador de leitura, vegetariano e um leitor voraz. Nos últimos dez anos se dedicou a projetos de formação de leitores e de incidência em políticas públicas para a área do livro. Ministra oficinas sobre formação de leitores para educadores e interessados nos processos de mediação da leitura e leitura e direitos humanos. Escreve também para o blog O Pedagogento e é um dos administradores do site oficial da escritora Marina Colasanti.

domingo, 10 de março de 2024

Resenha de Perdidos

Recebi essa resenha do livro Perdidos: aventuras na ilha misteriosa (Cortez), feita pelo professor gaúcho Douglas Eralldo. Gostei. 

Valeu, Douglas!


...Assim, nesse caldeirão de descobertas e coisas curiosas, os perigos se encaminham para outro compromisso desse tipo de obra, a ação e a vitória dos heróis ao final. Nesse sentido, vale dizer que o livro é realmente ágil e sua ação divertida para aquilo que se propõe.

Enfim, Perdidos é uma narrativa dessas para divertir rapidamente e estimular o desejo à aventura. Não se pensa aqui em uma jornada mais realista dos perigos e da aventura, mas sim uma jornada de ação controlada mas ainda assim capaz de cativar e envolver seus leitores. Trata-se, portanto, de uma narrativa simples, mas capaz de despertar o gosto pela aventura.

https://www.listasliterarias.com/2024/03/10-consideracoes-sobre-perdidos.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR15dog4hu8Ap7eHwegEKCGb0EuL9jZC6kcF4L6Eruy-HS0hIsNBhAPWr94_aem_AdWnQkF0UrDoiHNl92fGpB5vn5LEsbC4fXpFfb4DqqeRVWipe6b9oihWXA09v7IkECiS8FuMiiNiEmpFt20TijIO

domingo, 16 de abril de 2023

Di histórias resenha O livro que lê gente


De vez em quando somos marcados em uma resenha muito bacana de um livro nosso que dá vontade de guardar. Essa é uma delas. A mediadora de leitura e contadora de histórias Dilaine Pereira tem um perfil no Instagram chamado Di histórias - contadora de histórias e é de lá que esse presente veio.

"Ler é um verbo plural e a leitura é essencial. 📚🧡

Lemos o mundo desde que nascemos. Mais do que decodificar um código escrito, que é a alfabetização, ler é construir sentidos pra tudo que está fora de nós e em nós, assim nos humanizamos. Que potente é ler e como precisamos ampliar nossas leituras!

No post de ontem, mostrei alguns dos meus "livros-espelhos", que refletem parte das minhas memórias, aí lembrei desse outro livro, do @alexandredecastrogomes , ilustrado pela @crisalhadeff , outro casal criativo da nossa literatura para as infâncias: "O livro que lê gente", publicado pela @cortezeditora

Na história, um livro já desgastado chega ao topo da prateleira mais alta de uma biblioteca pública de bairro. É uma edição de Pinóquio. Ele fica confuso sobre o que será dele dali adiante e é um livro mais velho, um Aladim, que lhe explica sobre as fases da vida livresca, inclusive que muitos livros somem dali e podem voltar "repaginados", transformados em novas edições.

Mas o melhor que o velho Aladim compartilha com o velho Pinóquio é a linda habilidade de ler gente. Num jogo invertido, por meio de imaginação e percepção de pistas, indícios, os livros leem os frequentadores daquele lugar.

A vida de Pinóquio se enche de encanto pelas possibilidades de descobrir esses novos mundos, que são cada pessoa.

Há muitos detalhes na leitura: o gato com estampa de papel de livro que está desde a folha de rosto e torna-se um cúmplice do leitor; o aviso do lançamento do próprio livro que temos em mãos, numa metalinguagem; o valor dos clássicos, que são livros antigos mas que nunca perdem sua vitalidade porque, como disse Calvino, têm muito ainda a nos dizer. ❤❤❤

Quero me aperfeiçoar na sabedoria do velho Aladim, para ler melhor os livros, o mundo, as gentes. Que tal?😍"

#literatura #literaturainfantil #literaturainfantojuvenil #literaturaparaainfância #leitura #mediacaodeleitura #livroilustrado #leiacomumacriança

terça-feira, 7 de março de 2023

O Rupestre no Jornal de Letras

O Rupestre ganhou uma resenha bacana da Anna Rennhack no Jornal de Letras de março. Segue:

O Rupestre - Texto e ilustrações (baseadas em desenhos rupestres) de Alexandre de Castro Gomes - Globinho - Você já imaginou como os homens das cavernas se comunicavam? O que será que aqueles desenhos, encontrados em cavernas do Brasil de antigamente, queriam dizer? O autor resolveu brincar com o tempo e se imaginar no mundo antigo (bem antigo) e decifrar as imagens, criando um jornal que contasse as aventuras daquela época. Assim nasceu O Rupestre. Vamos aproveitar essas histórias e criar outras histórias?

Obrigado, querida Anna, pela generosidade de sempre. Saudade dos encontros com copos cheios! Abração!




sábado, 18 de fevereiro de 2023

A coleção de chapéus fantásticos por @meupequenoleitor

Resenha bacana e foto do super Inácio vestindo o chapéu vermelho na página do instagram do @meupequenoleitor.

"Histórias que juntam infância e velhice costumam ser muito sensíveis e delicadas. A vivacidade da infância e a contemplação sobre a vida daqueles que já viveram muito rendem histórias afetuosas e repletas de memórias. E essa é uma dessas. 🍂

A Coleção de Chapéus Fantásticos conta a história da menina Rosa e sua bisavó Mimi que juntou dezenas de chapéus ao longo da vida. Num momento de despedida, as lembraças do dia a dia e os chapéus, cada um com uma história, conduzem essa delicada narrativa de duas gerações que juntas viveram dias felizes permeados de personagens, imaginação e afeto.

Lindeza de história! 👒

Escrito por @alexandredecastrogomes , ilustrado por @crisalhadeff e publicado pelo @grupo.le"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

A coleção de chapéus maravilhosos no Jornal de Letras

Saiu o Jornal de Letras de fevereiro! Olha só quem vestiu o chapéu esse mês! 🙂

"...história afetuosa de despedida e de vida, em que a menina recebe da bisavó a sua coleção de chapéus, cada um com uma história..."

Obrigada, Anna Rennhack, por sua generosidade e por esse seu olhar sensível. Tamojunto!


sábado, 11 de setembro de 2021

A Liga no Jornal de Caruaru

Tive livro indicado no Jornal de Caruaru.

O escritor e mestre em Literatura Comparada Antônio Sampaio Dória fez uma resenha muito legal de "A Liga dos Heróis Inúteis" (FTD), livro que escrevi com meu amigo e parceiro Luiz Antonio Aguiar. Segue um trecho e o link:

Nesse livro, os heróis são adolescentes com estranhos poderes, aparentemente inúteis… E esse é um bom gancho, pois os adolescentes de fato se sentem “inúteis”, já que seus talentos ainda não podem ser totalmente aproveitados, já que não trabalham e não são independentes. Mas os talentos estão ali, em potência. [...]
Como se vê, é uma narrativa cinematográfica. E desenhos coloridos acompanham o texto. O que pode ser encarado, talvez, como estratégia: já que a cultura em que vivemos é essa, nada mais natural do que se valer dela para criar novas narrativas, e dessa forma atrair os jovens para os livros. [...]
Por tudo isso, os leitores adolescentes podem de fato gostar muito de A Liga dos Heróis Inúteis. A ideia-base do adolescente como um ser incompreendido, ainda à procura de uma identidade e de aceitação dos outros está no cerne do livro. E com essa leitura eles podem ficar aliviados: um dia serão úteis, muito úteis, para os outros e para si mesmos.

https://jornaldecaruaru.com.br/2021/09/o-livro-filme-por-antonio-sampaio-doria/

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Resenha de O livro das palavras grandes pelo autor e mestre Severino Rodrigues

O querido amigo, autor e mestre em Letras Severino Rodrigues nos fez esse cafuné literário. Obrigado, brou!




Dom Quixote e Sancho Pança indicam “O livro das palavras grandes e dos desenhos pequenos”!

Quando pensamos num livro infantil, a primeira ideia que temos em mente é: textos pequenos e grandes desenhos. Mas não é isso que acontece aqui. @alexandredecastrogomes e @crisalhadeff subvertem com uma obra ao inverso: aqui, o texto ganha a página, com um jogo de cores, tamanhos e formas diferentes; e as imagens, pequenas, complementam e expandem os significados.

São duas histórias muito divertidas! Epaminondas, um ratinho solitário que um dia tem uma ideia luminosa; e Afonsão, um homem pequeninho, mas com sentimentos bem grandes. Impossível não se identificar com a paixão e alguns dos medos deste personagem, meu favorito.

Uma leitura que vai encantar crianças e adultos e inspirar a brincadeira de criar novas histórias!

“O livro das palavras grandes e dos desenhos pequenos” é um dos lançamentos no novo selo @sabereseletras da @paulinasbrasil.

Dom Quixote e Sancho Pança volta e meia vão aparecer aqui para dar algumas dicas de livros pra vocês!

#olivrodaspalavrasgrandesedosdesenhospequenos
#sabereseletras
#editorapaulinas
#literaturainfantil
#literaturainfantilbrasileira
#infância
#dicadelivro
#leitura

https://www.facebook.com/serodrigues.08/posts/4409686895750816

https://www.instagram.com/p/CQzXq2RHNtR/

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Amar, de Severino Rodrigues e Laerte Silvino (Saberes e Letras)


Amar é uma menina de oito anos que vai curtir seu aniversário com os pais na praia. Quando chegam lá são surpreendidos por uma mancha tóxica que vem pelo mar para estragar o dia de todos. Severino Rodrigues e Laerte Silvino esbanjam sensibilidade em um livro sobre uma menina que testemunha um dos grandes crimes de descaso ocorridos em território brasileiro nos últimos tempos: o derramamento de óleo bruto nas praias do nordeste, em 2019.

“A mancha era medo. E trauma.”

A destruição causada pela mancha traumatiza. Amar percebe isso ao ver a movimentação em torno de si. Na ave que não voa. Na tartaruga ninja com máscara de óleo. Severino brinca com metáforas e mergulha no universo infantil com muita habilidade. Ao mesmo tempo que Laerte nos envolve em azul e preto, esgarçando formas ameaçadoras que se alastram pelas páginas. O final é lindo e traz uma surpresa que não vou contar.

A história de Amar comove e alerta para episódios como esse, já retratados em livros como Um dia, um rio, de Leo Cunha e André Neves, sobre o rompimento da barragem de uma mineradora, em Minas Gerais, em 2015, e Segredos de uma vida no museu, de Ana Rapha Nunes e Logan Portela, que trata sobre o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018. 

Ficha técnica:

Amar. Texto de Severino Rodrigues, ilustrações de Laerte Silvino. Editora Saberes e Letras (selo do grupo Paulinas), 2021.

Sobre os autores:

Severino Rodrigues, pernambucano, é mestre em Letras, professor de Língua Portuguesa e autor com obras premiadas por instituições como a FNLIJ, a Cátedra UNESCO de Leitura e a AEILIJ.

Laerte Silvino, pernambucano, é ilustrador, quadrinista e autor de livros infantis, com trabalho publicado no Catálogo Iberoamericano de Ilustração de publicações infantis e juvenis.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

amolivroinfantil: resenha de O livro que lê gente

Resenha para "O livro que lê gente", do perfil do Instagram amolivroinfantil, das leitoras Huldyana e Rhebecca.

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A primeira coisa que chamou a minha atenção nesse livro foi a ideia de “ler pessoas”. Adoro observar as pessoas e perceber o que elas nos contam mesmo sem palavras. Gosto tanto que eu costumava me reunir com um amigo só para fazer isso em nossos “cafés filosóficos”, lembra @gpontojr? 😊

🧐🔁📕 A inversão e mistura de papéis nessa história me encantou. É um livro que está lendo as pessoas que passam pela biblioteca onde ele reside e, ao mesmo tempo, somos nós que estamos lendo a história dele em “O livro que lê gente”. Só eu amei esse jogo?! 🥰

🏫 A narrativa se passa dentro de uma “biblioteca pública de um bairro suburbano”. Os protagonistas são Aladim e Pinóquio, dois livrinhos que estão na última prateleira da estante, local para onde vão os mais velhos.

📚 Lá do alto eles podem ver tudo e se divertem lendo os frequentadores do lugar, mas acompanham com mais afinco a história da bibliotecária dona Anita e seu namorado Mozinho (bom, “pelo menos era assim que a Anita o chamava”).

O texto é muito fluido e de fácil compreensão, mesmo para crianças que estão iniciando a prática da leitura. Acredito que vai aguçar a curiosidade dos pequenos, porque cita histórias famosas (Peter Pan, Cinderela, Saci, Alice, Moby Dick...), o que pode ser uma gancho para outras leituras. 👏🏻

✏ As ilustrações são muito fofinhas 💕 e ajudam a envolver o leitor no mundo fantasioso de uma história em que livros falam. Além disso, também retratam a biblioteca como um ambiente acolhedor.

Um detalhe curioso se destaca: tem um gatinho presente em quase todas as páginas, que figura como uma companhia para o leitor e os frequentadores da biblioteca. Ele não fala, porém suas expressões faciais acompanham o tom do texto. Achei um máximo! 😁

Por Huldyana

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https://www.instagram.com/p/CI1dtSDFpW6/⠀


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Deu limerique na casa do bicho na Cangurunews


É sempre uma alegria imensa participar da coluna do escritor e professor poeta Leo Cunha no Cangurunews.

"Deu limerique na casa do bicho" (Cortez), livro meu com a Cris Alhadeff, é o destaque desse mês, junto om "Limeriques para pinturas", do Elias José.

Obrigado, Leo! Vida longa à Canguru News!

A Canguru News é um portal de conteúdo sobre infância para pais, cuidadores e educadores, que no seu formato em revista impressa atende a mais de 400 escolas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

https://cangurunews.com.br/limeriques-poemas/

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Origens em A Tribuna de Santos

22/09/20 - Origens (Editora do Brasil) na coluna da Vanessa Camphos (a amiga Vanessa Ratton), no jornal A Tribuna de Santos.



terça-feira, 31 de março de 2020

Resenha de Deu limerique na casa do bicho - Prêmio AEILIJ

Saiu a resenha de "Deu limerique na casa do bicho" no blog do Prêmio AEILIJ. Adorei! Saca só:

Texto de Alexandre de Castro Gomes / Ilustrações de Cris Alhadeff
Ed. Cortez

O autor leva os pequenos leitores para um divertido passeio pela morada de diferentes bichos. Com poemas curtos, em limeriques – onde primeiro, segundo e quinto versos têm rimas iguais e terceiro e quarto trazem rimas diferentes e versos mais curtos – temos um jogo de palavras gostoso, somado a um projeto gráfico atraente aos pequenos leitores. O resultado alcançado, apesar de simples, tem toda uma dificuldade em sua execução e ficou perfeito. Fez uso de palavras que acrescentam o vocabulário dos pequenos, o que é muito interessante. É um livro que faz o imaginário viajar; afinal, quantos livros há na biblioteca do Caracol?

https://premioaeilij.blogspot.com/2020/03/finalistas-do-premio-aeilij-em.html


terça-feira, 9 de abril de 2019

Finalistas do II Prêmio AEILIJ

Os vencedores de cada categoria, assim como o livro que recebeu o novo selo de Hors Concours da AEILIJ, serão anunciados durante o evento Conversa Literária Edição Especial, que ocorrerá no próximo dia 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil, na Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro.


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Finalistas de Texto Literário Infantil


AGORA PODE CHOVER
Texto de Celso Sisto
Melhoramentos – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

No dia de seu aniversário, a menina Tatiana é tomada de saudades e busca em sua volta os sinais da presença do avô. Ela tem algo a lhe dizer, algo que não pode ser dito a tempo, antes dele partir. O avô tinha combinado com a neta que quando ela sentisse sua falta era só olhar pro céu pois ele estaria ali, voando perto dela. Tratar da morte sem tristeza ou lamento, através de um texto inspirador e poético, é o que “Agora pode chover” consegue fazer. Neste livro a delicadeza e a leveza estão em cada palavra do escritor Celso Sisto e em cada uma das lindas imagens que Anna Cunha produziu. Imagens de tons suaves, imprecisas, que conduzem o leitor em um cenário onírico onde, no bater das asas transparentes de um libélula, a menina faz voar suas palavras de saudade. Livre e leve, por fim, a menina Tatiana pode comemorar o seu aniversário com alegria, no mesmo dia que o avô também o faria.


BIRUTA
Texto de Sônia Barros
Moderna – 2018
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

“Era uma vez uma galinha... que quase foi parar na panela”. Vivia num galinheiro, foi aos poucos perdendo a visão, até se tornar quase cega, tadinha. Daí, fez-se noite para sempre, para ela. E Biruta não entendia o que estava acontecendo. Tudo se passa num pequeno sítio. Depois de uma ou outra confusão, armada com suas colegas penosas, o dono do galinheiro decidiu seu destino. Frita ou assada, Biruta não passaria daquele domingo. Mas, é aí que entra na história a compaixão de um menino, essa coisa mágica, que ninguém entende direito, mas que todo mundo sabe que existe, e que liga as crianças aos bichos. Nesse momento, Biruta  se transforma numa história de amor. Terna, muito, muito simples, mas por demais tocante. As ilustrações de Odilon Moraes recontam em paralelo essa história, sensível ao fato de que ela tem,  de excepcional, sua singeleza.  A história de Biruta, poderia ser uma, mas foi outra. E isso porque esse encontro, da galinha cega com um menino amoroso, trouxe a luz de volta e, à galinha Biruta, devolveu um mundo  para ela enxergar. Com o coração. 


CASA DE PASSARINHO
Texto de Ana Rosa Costa
Positivo – 2018
Resenha de 
Luiz Antonio Aguiar

Desde que as histórias começaram a existir no mundo (e na imaginação das pessoas, especialmente das crianças) que os bichos não somente falam, mas possuem sentimentos. Isso faz parte do encantamento universal que os bichos exercem sobre os pequenos. São seres diferentes de nós. Alguns voam, alguns rastejam. Mas serão tão diferentes assim? Alguns constroem suas casas, vivem juntos, casados, tem seus filhotes e os preparam para o mundo. Como serão afinal? Neste livro, a vida e a casa de passarinhos são reveladas, como se as ilustrações de Odilon Moraes e o texto de Ana Rosa nos permitisse vê-los em sua intimidade (e passarinho tem intimidade?... tem sim!). São gravuras curiosas, de verdade, numa técnica já explorada antes por Odilon, que somente sugere e convida o leitor a completar a  imagem com sua imaginação.  Provocar a imaginação, fazer sorrir com aquela mentirazinha sem maldade, que qualquer criança logo compreende como fantasia é o resgate maior de Casa de Passarinho  (a começar pelo título).  Este livro brinca com a criança. Com o mundo da criança. 


O MENINO DO BOLSO FURADO
Texto de Maria Helena Bazzo
Passarinho – 2017
Resenha de Leo Cunha

Quem é esse menino que espanta, assombra e diverte a meninada de uma praça qualquer? Um menino que é história e memória, que é emoção e sorriso? O que é seu bolso furado? Um portal para os contos, os de fada e os atuais? Uma janela para a poesia, de Quintana a Elias José, de Cecília a Cora Coralina? Se ele mora nos livros e os livros em seu bolso, quem é esse menino que bate as asas e renasce num ninho? Maria Helena Bazzo, sutil e econômica, não traz respostas, mas nos deixa repletos de perguntas e, mais, de literatura. Com ilustrações de Thais Beltrame e produção caprichadíssima da editora Passarinho.  


QUINTAL DE SONHOS
Texto de Christian David
Editora do Brasil – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Num quintal repleto de sonhos Etiene é um menino que além do nome diferente guarda em si uma certa melancolia por não ter conhecido o avô e um desassossego pelo desaparecimento do pai - que partiu em uma viagem da qual não retornou. Com as últimas palavras que ouviu do pai, ecoando em sua cabeça: “Não esqueça do segredo do quintal, Etiene, procure lá.”, o menino não sabe explicar o que procura exatamente, mas segue inquieto: tentando entrar no quarto trancado onde estão as coisas do falecido avô ou cavoucando o quintal da casa. As ilustrações poéticas de Natália Gregorini contam segredos que o escritor Christian David delicadamente esconde. A soma do texto sensível com as belas ilustrações compõem uma história bonita sobre a importância da busca de nossas raízes e do conhecimento do passado para o entendimento do nosso presente e de quem somos.


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Finalistas de Texto Literário Juvenil


88 HISTÓRIAS: CONTOS E MINICONTOS
Texto de Severino Rodrigues
Cortez - 2018
Resenha de Leo Cunha

O tênue e impreciso limiar entre a literatura juvenil e a adulta é testado neste livro. Severino Rodrigues desafia o leitor a decifrar seus curtos textos, e em muitos casos, a completar o que ali está apenas sugerido ou aludido. Alguns minicontos se limitam a esboçar, enigmaticamente, um personagem. Outros são flashes de situações tocantes, perturbadoras, ou mesmo cômicas. Eis, por exemplo, o nº 16: "Respeitando as crenças do surfista, o tubarão abocanhou a perna sem a tatuagem de ferradura". Em alguns momentos, a prosa é seca, em outros, poética. Repleto de simbologia e referências a clássicos da literatura e da mitologia, o livro nos convida a múltiplas leituras e interpretações. A questionar, apenas, a estranha opção pela diagramação centralizada.


BEIJOS DE CHOCOLATE BRANCO
Texto de João Paulo Hergesel
Jogo de Palavras - 2018
Resenha de Leo Cunha

João Paulo Hergesel poderia entrar na lista de finalistas do Prêmio Aeilij 2019 pelo conjunto da obra. É animador ver um autor jovem (nascido em 1992) emplacando três boas narrativas em um ano. O infantil "A vaca presepeira" é mais divertido e "Quem disse que não te entendo?" é mais complexo e sentimental. A opção pelo breve "Beijos de chocolate branco" – claramente o mais singelo entre os três livros – cai na conta de sua protagonista, a charmosa Olívia, que, ao contrário da maioria das adolescentes, luta para ganhar peso. Mas o que vale mesmo é sua leveza emocional. Para João Paulo, fica o desafio de retomar a cativante personagem em outra aventura, mais alentada. 


CHARLES CHAPLIN: UM TESOURO EM PRETO E BRANCO
Texto de Flávia Muniz
FTD - 2017
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

Charles Chaplin pode muito bem ser visto como um precursor de uma cultura especial, a cultura pop. Não era um herói, nem um anti-herói. É alguém que, querendo mais do que tudo viver sua vida à margem da hostilidade do mundo, se mete em encrencas. Alguém que poderia, em alguns de seus momentos, ser um de nós  E isso, naturalmente, através de um dos personagens mais famosos, não somente do cinema, mas do universo cultural, o nosso  Carlitos, o Vagabundo, como ficou mundialmente conhecido.  Por isso, já é instigante a ideia e a realização de um livro homenageando sua  figura terna, tão crítica a uma modernidade que ia se formando às custas  daquele tesouro de humanidade dos homens e mulheres de seu tempo. E esse livro tinha de ser, naturalmente em  preto e branco, justamente a magia fundadora do cinema,  que o tornou uma arte com tantos fãs devotados, e que o projeto gráfico e as ilustrações de Charles Chaplin resgatam. Além disso, há a saudade, é claro, a menção a cenas e situações que fizeram e fazem, até hoje de Carlitos um ícone a despertar compaixão... e risadas.


MEUS SEGREDOS NÃO CABEM NUM  DIÁRIO
Texto de Manuel Filho
Melhoramentos - 2017
Resenha de Leo Cunha

Esta envolvente novela juvenil explora vários registros (carta, email, whatsapp, diário), algo visto também, de forma mais radical, em outra interessante obra concorrente ao Prêmio Aeilij, "A queda dos Moais". Manuel Filho cria uma delicada relação entre avó e neta, que começa num tom de quase impaciência e incompreensão, depois desabrocha num jogo de espelhos e coincidências, a sublinhar que, nesse mundo tão veloz e tecnológico, as coisas não são assim tão diferentes de antigamente. Especialmente os sentimentos, as angústias, as pequenas alegrias e conquistas de um adolescente. O livro é um elogio à amizade e ao afeto, uma resposta contra o assédio e o bullying.


SUSPIROS DE LUZ
Texto de Roseana Murray
Escarlate - 2018
Resenha de Luiz Antonio Aguiar

A ancestral arte da poesia em haicais ganha em Suspiros de Luz, de Roseana Murray, a delicadeza dos momentos mínimos, que é toda a sua essência, mas eternizados em poderosas imagens poéticas. E que extraem desses momentos  relances diversos, por vezes inusitados, da luz, e de reflexos que somente a sensibilidade poderia enxergar como poesia. São poemas impressionistas, nesse sentido, captando instantes  e fixando-os sob a forma do haicai, que tem toda a sua magia na síntese – de fato, suspiros de luz. As ilustrações de Walter Lara ajudam a que esses momentos sejam fixados, sem perder nem força, nem delicadeza, seja no salto de uma baleia, projetando-se das profundezas. Seja no bater praticamente imperceptível das asas de uma borboleta – ou meramente em reflexos. A magia não se perde, nem nas ilustrações, nem na constatação de que as fadas correm o mundo sem deixar pegadas. Dia ou noite, na mata ou sob a a água, neste livro, a percepção da luz, seja num momento tênue ou ofuscante, gera poesia.


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Finalistas de Conjunto de Ilustrações


A FLOR DO MATO
Ilustrações de Marcelo Pimentel
Positivo – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Neste livro, Marcelo Pimentel narra, através de belas imagens, uma história sobre a lendária personagem do folclore brasileiro Comadre Florzinha também conhecida como Flor do Mato. 
As lembranças do encontro com a personagem, durante a infância, são narradas ao neto pelo avô que relembra ter sido seduzido por uma borboleta vermelha, destoante de todo o cenário preto e branco que o cercava. Ao seguir a borboleta, o avô menino entra na mata onde encontra Florzinha - menina bonita, com longos cabelos cacheados e enfeitados por uma flor vermelha. Enquanto os dois brincam, vão aos poucos adentrando mais e mais na mata fechada. Encantado e sem perceber o tempo passar o menino é “despertado” pelo seu cachorro que o guia de volta para casa. As memórias em preto e branco se contrapõem as cenas do tempo presente: coloridas ilustrações com inspiração na estética do Maracatu rural e seus trajes característicos, repletos de estampas florais e arabescos multicoloridos.


AGORA PODE CHOVER
Ilustrações de Anna Cunha
Melhoramentos – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

No dia de seu aniversário, a menina Tatiana é tomada de saudades e busca em sua volta os sinais da presença do avô. Ela tem algo a lhe dizer, algo que não pode ser dito a tempo, antes dele partir. O avô tinha combinado com a neta que quando ela sentisse sua falta era só olhar pro céu pois ele estaria ali, voando perto dela. Tratar da morte sem tristeza ou lamento, através de um texto inspirador e poético, é o que “Agora pode chover” consegue fazer. Neste livro a delicadeza e a leveza estão em cada palavra do escritor Celso Sisto e em cada uma das lindas imagens que Anna Cunha produziu. Imagens de tons suaves, imprecisas, que conduzem o leitor em um cenário onírico onde, no bater das asas transparentes de um libélula, a menina faz voar suas palavras de saudade. Livre e leve, por fim, a menina Tatiana pode comemorar o seu aniversário com alegria, no mesmo dia que o avô também o faria.


BICHOS DA NOITE
Ilustrações de Odilon Moraes
Positivo - 2018
Resenha de Marilia Pirillo

A casa no escuro descansa de seus afazeres, mas, de repente, se torna um lugar estranho e povoado pelas criaturas da noite, aquelas que saem das tocas quando anoitece e tudo é sono e silêncio. Mariana Ianelli escreve de forma poética e Odilon Moraes ilustra com maestria o suspense e o medo que os tais bichos da noite podem despertar nos moradores da casa. Realidade e o sonho se misturam nas imagens que sugerem e insinuam o perigo que ronda uma casa ao anoitecer. Com seu traço clássico e marcante e sua aquarela com poucos toques de cor, Odilon retrata a monstruosidade que estes seres podem adquirir quando a luz da casa se apaga e a imaginação assume o comando. Sob a luz do luar, os bichos da noite brilham e saem para passear. A menina da casa tem pesadelos, mas desperta em seu quarto cercada de cuidados e de amor. E todo aquele medo que sentia volta pra toca junto dos bichos da noite.


MANU E MILA
Ilustrações de André Neves
Brinque-Book – 2018
Resenha de Marilia Pirillo

Em um belo dia de sol com céu anil e nuvens branquinhas, Manu e Mila decidem procurar pela alegria. Será que ela está naquele jardim florido? Manu duvida: o mundo é tão grande, a alegria pode estar em qualquer lugar! Mila acha que a alegria pode estar escondida nas pequenas coisas, até embaixo de uma pedra ou de uma folha. Já Manu acha que ela deve estar escondida entre as coisas grandes, em um mar, em uma montanha ou numa grande cidade. Manu e Mila são bem diferentes e discordam em muitas coisa, mas combinam perfeitamente nas suas brincadeiras. Através das delicadas e poéticas imagens de André Neves, nós, leitores, embarcamos junto com as crianças Manu e Mila nessa busca. Com sensibilidade e atenção a gente pode perceber que a alegria não está assim tão longe nem tão escondida. A alegria pode estar bem ao nosso lado ou, ainda, dentro de nós.


TALVEZ EU SEJA UM ELEFANTE
Ilustrações  de Jean-Claude Alphen  
Melhoramentos – 2017
Resenha de Leo Cunha

Jean Claude teve um ano precioso, com vários lançamentos que poderiam figurar entre os finalistas do Prêmio AEILIJ, como "Pinóquia"e "O patinho matemático". A opção do júri foi pelo inusitado "Talvez eu seja um elefante", com a jornada irônica e nonsense de um coelho magrelo e orelhudo em busca de sua identidade. O personagem é quase um patinho feio às avessas, pois se encaixa perfeitamente (ou acha que sim...) em todo lugar. Ele se convence de que é um urso, depois pensa que é uma raposa, um elefante, etc. A ilustração quase minimalista, que contrapõe muitos brancos a uns poucos traços e manchas de cor, ressalta os contrastes apresentados pela narrativa textual.


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Os jurados do Prêmio AEILIJ 2018:

Marilia Pirillo é gaúcha de Porto Alegre, mas vive há quinze anos no Rio de Janeiro.
Estudou artes plásticas, mas formou-se em Publicidade e Propaganda pela PUC/RS.
Iniciou a carreira trabalhando com projeto gráfico, editoração e ilustração publicitária e editorial.
Em 1995 ilustrou seus primeiros livros de literatura e hoje, tem mais de 60 títulos publicados com suas ilustrações.
Em 2004, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive e passou a se dedicar exclusivamente à criação de textos e imagens para livros voltados às crianças e aos jovens leitores.
Participou de oficinas de criação literária, estudou pintura, aquarela, acrílica e, em 2007, fez dois cursos de aperfeiçoamento em ilustração infantil em Sármede, na Itália.
Tem doze títulos publicados como escritora.
Para saber mais  visite: www.mariliapirillo.com

Luiz Antonio Aguiar é escritor, aquariano, rubro-negro e carioca. Publicou seu primeiro livro, "Tristão, as aventuras de um menino da cidade grande", em 1985. Ganhou prêmios no Brasil e no exterior, inclusive 2 Jabutis: em 1994, com "Confidências de um pai pedindo arrego", e em 2013, com "Os anjos contam histórias". É roteirista de histórias em quadrinhos, com histórias originais e adaptações de clássicos da Literatura. Fez mestrado em Literatura, na PUC-RJ, que concluiu com uma dissertação sobre Leitura Literária na Cultura de Massas - que hoje chamaríamos de Cultura Pop. Aliás, esse é um dos seus principais focos de interesse: os clássicos da Literatura e sua influência decisiva na Literatura Pop, como acontece em gêneros como Terror, Fantasia, Aventura, Suspense e Mistério. Dá aulas de Literatura para professores e bibliotecários em cima desses temas e corre o Brasil com palestras sobre Literatura na Vida da Gente, Literatura que dá Gosto de Ler e com oficinas de Criação Literária. Presta consultoria e redige textos (inclusive livros) para editoras, produtoras e empresas, por meio da empresa: VEIO LIBRI PRODUÇÕES LITERÁRIAS. 

Leo Cunha formou-se em Jornalismo (1991) e em Publicidade e Propaganda (1993), pela PUC-MG, e escreveu mais de 60 livros, entre literatura infantil e juvenil,  crônicas e poesia.
É Mestre em Ciência da Informação - UFMG (1999) e Doutor em Artes pela Escola de Belas Artes - UFMG (2011).
Seus livros receberam diversos prêmios no campo da literatura infantil e juvenil, entre os quais: João-de-Barro, Jabuti, Nestlé, FNLIJ, Biblioteca Nacional, Adolfo Aizen, Concurso Nacional de Histórias Infantis do Paraná.
Escreveu 3 peças de teatro infantil: "O que você vai ser quando crescer?" (que estreou em BH em 2016), "Ëm boca fechada não entra estrela"  (Porto Alegre, 2017) e "O Reino Adormecido" (Petrópolis, 2018).
É professor universitário desde 1997, na PUC-Minas (pós-graduação) e no UniBH, onde também edita a revista Única.
Teve uma coluna sobre literatura infantil na revista "Canguru", de 2015 a 2018.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

"Quem matou o Saci?": Resenha de Clara de Cápua

Outra resenha, sensacional, da Clara de Cápua, para "Quem matou o Saci?", livro meu e da Cris Alhadeff, indicado para o PNLD Literário 2018:

A detetive Billy Conrado e o detetive Joaquim de Jeremias colhem pistas e não poupam esforços para solucionar o misterioso assassinato de um conhecidíssimo personagem do folclore brasileiro. Quem teria motivos para matar o Saci em sua própria festa de aniversário? Muitos convidados ilustres do folclore brasileiro são suspeitos, tais como o Boto, o Caipora e a Pisadeira. Mas quem seria o verdadeiro culpado?

Difícil algum leitor que não goste de um bom enigma. Aqui temos um bem diferente: o saci morreu! Então, é possível que um personagem tão conhecido e tão famoso possa mesmo ter morrido? Parece que sim...

Esse texto de aventura e suspense tem todas aquelas características que o gênero precisa ter: muitas perguntas para todos os envolvidos, muita descrição de cenário, de personagens e situações, além de ficha criminal, cena do crime e... os suspeitos, claro! O leitor pode acompanhar os depoimentos e fazer sua própria investigação, ter seus suspeitos mais duvidosos.

Temos aqui dois livros em um só: enquanto acompanhamos Billy e sua trama numa narrativa de suspense, o autor nos conta também sobre os personagens de nosso folclore e de como eles vivem fazendo o leitor se embrenhar pela literatura fantástica. Por isso é também um gostoso mergulho no universo das lendas e da mitologia. Enquanto isso, o Saci aguarda o desfecho e o esclarecimento de sua morte. Atenção especial para as ilustrações, que trazem informações muito ricas sobre o que se passou e a história de cada personagem. Certamente cada leitor vai se sentir um pouco a Billy!

Quer saber quais as sugestões da Clara para o uso em sala de aula? Clique aqui em 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Resenha do blog da Brinque-Book para "Quem matou o Saci?"

A Brinque-Book escreveu uma resenha muito bacana para "Quem matou o Saci?", livro aprovado pelo PNLD Literário 2018.

Segue também o link para a página especial do livro criada para o PNLD Literário 2018: http://pnld.brinquebook.com.br/livros/quem-matou-o-saci/

PNLD: “Quem matou o saci?” une suspense e aventura a um passeio pelo folclore
04/09/2018

Neste ano, o Governo Federal lançou o Programa Nacional do Livro e do Material Didático – PNLD 2018 Literário. Caracterizado com um edital “transitório”, o programa comprará livros de literatura para a Educação Infantil, Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, para todas as escolas das redes públicas, além de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas conveniadas com o poder público. O governo seleciona uma lista prévia de obras, e as envia com seu conteúdo completo, juntamente com material explicativo sobre cada uma delas, às escolas, que escolhem quais desejam adotar para as crianças e requisitam a sua entrega.

É o caso deste Quem matou o saci?, de Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff, que assinam texto e ilustrações, respectivamente. Para crianças maiores – a partir de 8 anos -, a obra começa com um crime: o assassinato do Saci Perereira, velho conhecido do folclore brasileiro.

O Boto, personagem de “Quem matou o saci?” / Alexandre de Castro Gomes (texto) e Cris Alhadeff (ilustrações)

A partir disso, a detetive Billy Conrado e seu colega Joaquim de Jeremias, que narra a história, vão investigar quem é o culpado seguindo de uma curiosa lista de suspeitos: Caipora, Boto, Cabeça de Cuia, Pisadeira, Papa-Figo (ou Velho do Saco)…

Personagens conhecidos – e nem tão conhecidos assim – do folclore são apresentados ao leitor por intermédio de sua “ficha criminal” e do interrogatório que a dupla de detetives faz com as criaturas ao longo do livro.

Com muito humor e suspense, no melhor estilo livro policial, a narrativa vai dando pistas, costurando possibilidades e dando a conhecer personagens curiosos que teriam algum motivo para cometer um crime contra o pobre Saci Perereira.

Aliás, o próprio Saci é apresentado por sua “ficha”, desenhada com cores, fotos e formas irreverentes por Cris. As ilustrações, nesta obra, apresentam os suspeitos e “catalogam” suas, digamos, qualidades, imitando a estética de um processo criminal.

Ao mesmo tempo em que apresenta o Saci e os suspeitos, o livro também mostra três formas diferentes e contar uma história: a narração de Jeremias, a narrativa dos interrogados e nas fichas de interrogatório.

O livro é um divertido e instigante convite aos leitores para que descubram não apenas a identidade do verdadeiro culpado, mas, especialmente, a riqueza do nosso folclore, das nossas histórias, da nossa cultura.

Fonte: https://blog.brinquebook.com.br/pnld-2018/pnld-quem-matou-o-saci-une-suspense-e-aventura-a-um-passeio-pelo-folclore/

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Quem matou o Saci? no Kids Indoors

A resenha saiu há um ano, mas só agora eu vi. A Gisele Federizzi Barcellos, autora do livro Monstrorante e mãe da Cecília, é uma das responsáveis pelo blog de resenhas Kids Indoors. Nos encontramos em Brasília, durante o Uniduniler 2018 e ela me disse que a filha gostou tanto do livro que o colocou entre seus top 10 de 2017.

http://www.kidsindoors.com.br/2017/08/quem-matou-o-saci.html

Segue uma foto do autógrafo para a Cecília.

Obrigado e sucesso pra vocês!


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Resenhas dos livros premiados com os selos da Cátedra UNESCO

Saíram as resenhas para os livros que foram premiados com os selos da Cátedra UNESCO da PUC-Rio!

"Quem matou o Saci?" foi resenhado por Denise Ramalho, mestre em Literatura Brasileira, doutora em Letras e pesquisadora do GELIC (Grupo de Estudos em Literatura Infantojuvenil).



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Lagartixa nas Revistas Canguru e 451

Essa lagartixa danada está encontrando espaços em revistas de prestígio.

Leo Cunha fez uma pequena resenha para "Eu sou uma lagartixa!" na Revista Canguru de setembro. Obrigado, Leo! Ficou muito bacana!

Já a Quatro Cinco Um indicou o livro em sua edição de setembro junto com 13 outros títulos de literatura infantojuvenil.

A Canguru tem tiragem de 100 mil exemplares, distribuídos gratuitamente nas mochilas de alunos de BH, Rio e Sampa. Mas pode também ser lida em sua versão digital em
https://www.canguruonline.com.br/belo-horizonte/noticia/colunas/leo-cunha-indica-dois-livros-com-uma-relacao-entre-bichos-e-infancia

Editada por Fernanda Diamant e Paulo Werneck, a Revista Quatro Cinco Um cobre cerca de 20 áreas da produção editorial, com resenhas dos lançamentos no país e serviço jornalístico voltado para o leitor de livros. A 451 estreou em maio de 2017, com 40 páginas e tiragem de 32 mil exemplares, dos quais 27 mil são encartados nos exemplares de assinantes da revista Piauí até o mês de outubro de 2017.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Quem matou o Saci?" é recomendação do Era Outra Vez, da Folha

No Dia do Folclore, livros falam de Saci, Loira do Banheiro e outros personagens brasileiros
(Bruno Molinero)

"FIM DE UMA LENDA

A cena do crime já estava montada: área isolada por uma fita amarela, todas os curiosos distantes e o corpo de uma perna só estatelado no chão: sim, o Saci morreu. Ou melhor, tudo indica que tenha sido assassinado.

A partir desse caso estranho, a morte do Saci em uma festa de aniversário que tinha entre os convidados figuras como o Bicho Papão e outros monstros ainda mais esquisitos, o livro apresenta um gostinho do folclore brasileiro em uma trama policialesca com toques de Sherlock Holmes. Cada suspeito vem acompanhado de uma ficha criminal, que traça o perfil de personagens nacionais –caso da Pisadeira, do Papa Figo e da Cobra-Cabriola (ou Bicho-Papão).

Fonte:
http://eraoutravez.blogfolha.uol.com.br/2017/08/22/no-dia-do-folclore-livros-falam-de-saci-loira-do-banheiro-e-outros-personagens-brasileiros/"