Como os livros eram feitos em 1947

Making Books foi produzido em 1947 pela Encyclopedia Britannica Films Inc. É um pequeno documentário sobre como os livros eram criados. Sensacional! Imaginem o trabalhão que os editores tinham. O.o 

20 dicas para publicar seu livro

Apesar de não trabalhar em editora, de vez em quando aparecem em meu e-mail alguns textos para analisar. A maioria é muito ruim, embora já tenha lido ótimas histórias. Claro, não estou aqui falando de colegas escritores, mas de conhecidos e desconhecidos que não tem experiência literária. Sabe o amigo do primo? Ou aquele irmão do colega da escola que resolveu, de uma hora para a outra, começar a escrever? Normalmente esses textos vêm com um pedido para que eu apresente um editor e ajude a publicar o livro. Não é bolinho, não!

Pensando nisso, criei uma lista para ajudar esses novos autores. Seguem 20 dicas para terem seus livros publicados:

1) Leia bastante. Fique por dentro do que está acontecendo no mercado.

2) Tenha uma boa história. Seja criativo. Procure escrever algo diferente do que se vê por aí. Meu antigo professor dizia: "Use the 5 Ws (Who, what, where, when, and why)". Eu procuro resolver a trama na cabeça antes mesmo de colocar no papel. Outros preferem ir escrevendo para ver onde o texto pode levar. Não existe regra para isso. Enxugue os  excessos. Drummond já dizia: "Escrever é cortar palavras". Ah! E se for literatura infantil, evite o uso de gírias.

3) Quando terminar de escrever, leia para si mesmo em voz alta. Corrija os erros que notar.

4) Faça uma revisão do texto. Utilize um corretor gramatical.

5) Deixe o texto "descansar" por uma semana ou mais. Releia depois. Faça as mudanças que achar necessário.

6) Peça para um ou mais amigos lerem e opinarem. Não vale a mãe, esposa, pai ou marido. Irmãos talvez sejam uma boa, já que vivem se implicando :-). Lembre-se: Aqui as críticas são mais importantes do que os elogios.

7) Não é necessário fazer as mudanças que te sugeriram. Mas tente absorver as primeiras críticas e mudar o que você achar interessante. Lembre-se que por mais que você ache seu texto incrível, é bem possível que ele não o seja. Eu já escrevi textos, cujo resultado adorei, mas hoje já não gosto mais. Isso é comum.

8) REGISTRE seus escritos na Biblioteca Nacional!

9) Inscreva o texto em algum concurso literário. Existem vários pelo Brasil afora. Mesmo que você não ganhe, vale a experiência. Participe do Desafio dos Escritores. Entre em comunidades literárias no Orkut e Facebook. Sugiro a comunidade "Concursos Literários". Troque experiências.

10) Ao invés de mandar seu texto para a primeira editora que encontrar, pesquise antes. Visite os sites na internet. Veja os catálogos. Vá a uma livraria e faça uma lista. Não adianta enviar um texto infantil para quem não trabalha com infantis, não é? Descubra também quem recebe originais por e-mail e quem só recebe pelos correios. Pense na possibilidade de publicar em e-book.

11) Faça uma pequena sinopse do seu texto. Cite pontos positivos. Apresente-se.

12) Frequente feiras literárias, bienais, encontros de escritores. Mostre a cara. Faça amigos no meio.

13) Crie um formulário em Excel, ou outro, e preencha qual o texto que foi para qual editora em qual data. Mantenha um histórico do que foi enviado, para não correr o risco de mandar um texto recusado para o mesmo lugar.

14) Depois que enviar o texto, tenha paciência. Não vá ficar ligando todos os dias para o coitado do editor. Lembre-se que nessa hora é bom não parecer desesperado. Fama de chato também não ajuda. Eu, particularmente, acho esse o pior momento. Dá uma vontade danada de ligar sempre, de saber o que está acontecendo, se o texto está sendo bem avaliado, etc. Mas vai por mim. Não ligue e nem encha a caixa de e-mails do cara. 

15) Após 6 meses do envio, aí sim, ligue para a editora. Peça para falar com alguém do editorial e pergunte que fim levou sua história. Seja simpático. É provável que você faça amigos aqui.

16) Prepare-se para ter seu texto negado diversas vezes. Poucos editores dão os motivos reais da negativa, mas alguns deixam escapar uma ou outra pista. Aprenda. Ouça o que dizem e, se for necessário, melhore o texto (e os próximos) nos pontos indicados.

17) Fechou um texto? Comemore! Mas saiba que não acabou por aqui.

18) Aguarde o contrato. Leia com atenção. Normalmente o autor leva 8-10% de capa, mas pode ser menos. Veja quantas cópias você tem direito e qual o prazo do contrato. Leia as letras miúdas. Lembre-se que a hora de conversar é agora. Depois não adianta mais. Recomende um ilustrador.

19) Quando o livro estiver pronto, marque o lançamento e chame os amigos. Os holofotes estarão em você. Esse é o momento pelo qual você tanto esperou. Parabéns!

20) O trabalho não acaba aqui. Agora começa a divulgação e venda do seu livro. Quanto mais o livro vender, mais você ganhará. Dê entrevistas. Anuncie em um blog literário. Tenha o seu blog. Coloque no Facebook, Twitter, e onde puder. Dê palestras em escolas. Cobre a editora para que ela o inscreva em programas de governo. E se você gostar de tudo isso, comece a bolar uma nova história e faça tudo de novo.

Claro que existe dezenas de outros detalhes no decorrer do processo, mas é mais ou menos isso aí. Se você não conseguir publicar em alguma editora, existe ainda a possibilidade de investir em self-publishing. É uma ideia que não pode ser totalmente descartada.

Eu amo o que faço. Adoro inventar histórias e contá-las aos meus filhos. No entanto, é bom alertar que a vida do escritor não é fácil. São noites mal dormidas, pouco tempo de lazer, muita revisão, longas esperas e algumas frustrações. O dinheiro é pouco, o que torna muito difícil ter a escrita literária como única ocupação. Mas uma coisa eu digo: A sensação de ter seu livro nas mãos, aquela história que nasceu e cresceu na sua cabeça, é uma das mais prazeirosas que eu conheço. Uma mistura de orgulho e satisfação pelo dever cumprido, sabe? Recomendo a todos!

Boa sorte!

12/03/11 - Contos de Naná

O blog Contos de Naná indica a leitura do Condomínio dos Monstros. Um beijo para a talentosa Naná Martins, uma escritora que sabe das coisas! :-D

Condomínio dos Monstros
"Quer uma indicação de leitura para o final de semana? Então, aqui vai: Condomínio dos Monstros! Dos talentosos amigos Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff.
Tenho certeza que você vai achar um de seus vizinhos (parecidos) por lá..."

Carta de apoio à Ministra Ana de Hollanda

Rio de Janeiro, 09 de março de 2011.


Exma Ministra da Cultura

Sra. Ana de Hollanda,

Ilma. Ministra,

A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) vem manifestar total apoio às declarações de V. Exa. sobre as mudanças na Lei de Direitos Autorais.

A posição adotada por esta Administração traz grande alento aos autores que, finalmente, veem o MinC preocupar-se em respeitar os direitos dos autores de obras artísticas e intelectuais. A orientação política delineada por V. Exa. vem ao encontro das demandas que apresentamos ao v. antecessor, e divulgadas em nossas publicações e cartas há muito tempo.

A AEILIJ tem participado da Câmara Setorial do Livro, Leitura e Literatura por alguns anos e em diversas ações do MinC. Em 2010 publicamos na edição nº 14 de nosso boletim uma entrevista com Marcos Alves de Souza, da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, que nos garantiu que nenhuma cláusula lesiva aos direitos dos autores passaria no anteprojeto de Lei. Como pudemos constatar, não foi bem isso o que aconteceu. O parágrafo único do artigo 46 da minuta proposta pela antiga gestão do MinC, por exemplo, fere todos os nossos direitos ao permitir o uso quase ilimitado do nosso trabalho sem autorização e remuneração.

Tornamos público nosso apoio e colaboração à corajosa iniciativa de V. Exa., na certeza de que defendemos a sobrevivência artística e profissional dos autores que representamos, assim como à democratização da Literatura no Brasil.

Atenciosamente,

Anna Claudia Ramos

Presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil

www.aeilij.org.br

07/03/11 - Portal Caras

Outra notinha sobre a peça do Condomínio dos Monstros. Dessa vez a data está certa!

Simone Soares e Mario Meirelles: paixão que dura 11 anos

"... Intérprete da Fernanda de Escrito nas Estrelas (2010), ela prepara a volta aos palcos. Em setembro monta o infantil Condomínio dos Monstros..."
"... Simone revela que vai atuar em espetáculo infantil a partir de setembro e diz que Luana é sua inspiração para o novo trabalho."

Meu Nook Color chegou!

Quando os leitores de e-books começaram a surgir, eu pensei que fosse uma moda passageira. Esnobei mesmo. Já tinha ouvido falar no Kindle, mas nunca dei bola. Um dia fui tomar um chope com um amigo no bar Clipper, no Leblon. Acabamos conversando com um sujeito na mesa ao lado que nos mostrou o Cool-er, outro leitor digital. Seu nome era Duda e ele estava criando a Gato Sabido. Dei uma olhada no aparelho, achei legal, mas quando vi que era só preto e branco, me desinteressei. Afinal escrevo infantis e neles a cor é fundamental. Falei para o Duda sobre o portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) onde ele poderia pegar alguns textos e oferecer na Gato Sabido. No final do papo o Duda me deu seu cartão e me pediu que o enviasse algum texto meu para ele vender no site dele. Acabou que não enviei nada na época. Hoje a Gato Sabido é um sucesso e acabei perdendo a chance de participar dos primórdios das vendas de e-books infantis no Brasil.

Tenho amigos que adotaram o e-book como forma de publicação. O JP Veiga é um deles. Já comprei alguns livros seus, editados pela Caki Books e vendidos na Gato Sabido e em outras lojas virtuais. A Angela Lago já se aventurou por essas bandas também, com seu belo De Morte!. Resolvi que também terei meu e-book infantil.

Como não tinha o leitor digital, precisei comprar o aparelho. Quero testar meu e-book antes de oferecê-lo a alguém. Procurei um que aceitasse PDF, EPUB e todos os formatos mais conhecidos de livros virtuais. Apesar da tecnologia e-ink ser ideal para a leitura, ainda não há no mercado um leitor com e-ink colorido. Já li que até o final do ano o e-ink colorido estará a venda, mas pelo preço de 600 a 700 dólares. Bem, eu não imaginava gastar tanto assim de cara, então fui ver quais as opções em LCD. O iPad mais barato custa $500,00. Achei outros leitores coloridos, como o Velocity Micro Cruz, Skytex Primer, Augen, mas nenhum deles tinha a mesma resolução de tela e quantidade de memória, além da aceitação de vasta gama de formatos de e-books, que tem o Nook Color, da Barnes and Noble. O preço também agradou: $250,00 - metade do iPad.

O Nook chegou no fim de semana passado. O bichinho é uma maravilha. Tem touchscreen, wi-fi, acesso a internet, guarda músicas em mp3, fotos da família, projetos de livros, documentos, organiza os livros por prateleiras, a B&N oferece livros gratuitos para download, enfim, maneiríssimo! Claro que, como o Nook Color acabou de ser lançado, há ainda algumas falhas no software do aparelho. Não dá para programar a hora pelo horário de Brasília, só pelo horário americano. As capas dos livros baixados pelo site da Barnes and Noble são coloridas, mas os outros tem a capa padrão cinza. O aparelho ainda não aceita filmes em flash. São oferecidos pouquíssimos jogos. De acordo com a Barnes and Noble, esses e outros pequenos detalhes serão resolvidos nas próximas atualizações do software. Basta esperar um pouco.

A Cris já leu histórias no Nook para as crianças na cama, e eles adoraram a novidade. Valeu a pena. Achei uma ótima compra. O primeiro passo para a criação de meu e-book.