Gravação do Ping-Pong da Estação Brincadeira

Fiquei muito feliz com o convite para participar de um quadro da maior programação infantil de rádio do país.
Ontem gravei minha participação no Ping-Pong do programa Carro-Céu, pela Estação Brincadeira da Rádio MEC (800 AM), com Ana Nogueira, Jujuba, crianças convidadas e direção do Zé Zuca. Após a entrevista, declamei/cantei (ui!) um trecho de um texto meu, inédito, em forma de repente nordestino.
Agradeço à toda a equipe e assim que souber a data de emissão, direi aqui.

Com as crianças que me entrevistaram, Ana Nogueira e Jujuba.


No palco, durante a entrevista.


Duelando em um repente sanfonado com o talentoso Jujuba.
(Trecho do meu texto "Duas entrevistas de repente".)


Com Zé Zuca, Ana Nogueira e Jujuba.

Estação Brincadeira - Rádio MEC AM (800 kHz) - RJ


Você, do Rio de Janeiro, sabia que todo sábado vai ao ar três programas de rádio voltados para o público infantil? Pois agora está sabendo. São três horas de música, entrevistas, brincadeiras, histórias, curiosidades e festa.

Estação Brincadeira é a Faixa Infantil da MEC AM. São três programas para crianças e famílias, transmitidos todos os sábados, das 9h às 12h. Para ouvir pelo rádio é só sintonizar a MEC AM 800 kHz. Pela Internet, www.radiomec.com.br/online.

Às 9 hs, começa o Café com Som, apresentado pelas crianças Ana Luiza, Luiz Eduardo e Bia Zeltzer. Dentro desse primeiro programa há os quadros:
Café com Som - Uma seleção musical com canções compostas exclusivamente para crianças. Um acervo único que reúne artistas de todo o Brasil dos mais variados gêneros.
PicoContos - A máquina de fazer histórias. Contos selecionados, gravados por artistas e grupos especializados na arte de contar histórias.
Álbum de Figurinhas - Figuras da música para crianças no Brasil. A cada edição um artista ou grupo que se dedica ao público infantil.
Siricutico - Três minutos com os músicos Paulo Tatit e Sandra Peres, da Palavra Cantada.

Às 10 hs, o Carro-Céu de Histórias e Brincadeiras chega com força total. Apresentado pelos divertidíssimos Jujuba e Ana Nogueira, o programa traz os quadros:
É o quê, é o quê? - Você sabe responder as charadas engraçadas da dupla? Consegue repetir seus trava-línguas?
Ping-Pong - Um bate-bola com um artista.
Aventuras do Carro-Céu - Uma radio-novelinha muito além da imaginação.
O que você vai ser? - Um papo legal com um profissional sobre a sua profissão.
Telefone do Tempo - Uma viagem musical à infância dos artistas que hoje trabalham para o público infantil - feita pelo telefone.  

Às 11 hs é a vez da sensacional Rádio Maluca, um programa de auditório divertido que reúne a criançada e toda a família ao redor do rádio ou ao vivo, diretamente da Rádio Nacional em sintonia com a Rádio MEC AM. 
Idealizado pelo ator, cantor e compositor Zé Zuca, a Rádio Maluca é uma usina de novidades, uma central de músicas e brincadeiras. A apresentação é do próprio Zé Zuca, que conta com o apoio do carismático Mariano.

Gravação para o ABZ do Ziraldo

Ontem, dia 15 de maio, gravei minha entrevista para o programa "ABZ do Ziraldo". Levei as crianças, que acabaram ganhando livros autografados de presente. Aliás, para quem não sabe, o Ziraldo é um cara engraçado pacas. Como fui o último a gravar, ficamos um tempão jogando conversa fora. Muito maneiro. E ainda bati altos papos com a Eliana Martins e o casal vinte Eliardo e Mary França. Foi uma tarde inesquecível.

O programa

Incentivar o hábito da leitura é a ideia do ABZ do Ziraldo. Apresentado pelo escritor e cartunista Ziraldo, é exibido aos domingos, às 12h, com participação de um coral infantil e de uma plateia repleta de crianças que estudam em escolas públicas.
A cada domingo, um escritor será convidado para divulgar sua obra e ser entrevistado por Ziraldo e pelas crianças.
O programa ainda abre espaço para o contador de história, com apresentação rica de objetos cênicos, acompanhamento musical e interatividade das crianças da plateia.

Equipe

Apresentação: Ziraldo
Direção: Dermeval Netto
Produção: FBL Criação e Produção
Tema Musical: ABZ do Ziraldo, do Zé Zuca
Programa: Domingo, às 12h
Reapresentação: Sexta, 13h45


Nos bastidores com Eliana Martins.

Eliardo e Mary França foram outros convidados.

Com Guigo, Ziraldo e Nina.

No colo do Ziraldo está um desenho que o Guigo deu de presente e
"O menino que coleciona guarda-chuvas", que o entrevistador quis levar para casa.

Bastidores da entrevista. Uma piada atrás da outra e um monte de histórias curiosas.




Ziraldo autografou o Maluquinho da primeira edição.


Neil Gaiman responde sobre Feiras Literárias

Neil Gaiman é ingles, autor de romances e HQs lidos em todo o mundo. Entre seus trabalhos está Sandman, uma série de quadrinhos, publicada entre 88-96, que coleciona fãs até hoje.

Bem, Neil tem um Tumblr (um blog de textos curtos, mas não tão curtos quanto o Twitter) muito bacana, de onde tirei um texto que me chamou a atenção. Nele, um possível futuro escritor pergunta se é necessário frequentar feiras de livros e workshops literários para ser publicado. Ele reclama dos preços de tais eventos e quer saber se o livro pode ser publicado por seus próprios méritos. Gostei muito da resposta do autor de Sandman. Traduzi e reproduzo abaixo.

"Caro Neil, Parece que toda vez que leio sobre como um de meus autores favoritos foram publicados, descubro que eles sempre encontram seu futuro agente ou editor em uma feira de livros ou workshop literário. Eu não tenho nada contra esses eventos em geral, exceto o custo, muitas vezes alto. Será ainda possível ser publicado baseado unicamente no mérito de seu trabalho, ou, se for o caso, você poderia me aconselhar sobre o assunto? Obrigado."

Resposta do Neil:
"Eu acho que você está deixando escapar um detalhe.
Se você quer conhecer pessoas, você vai para onde elas estão. (Nesse caso, as feiras ou convenções literárias.)
Se você quiser ser um escritor melhor, você fará workshops literários.
E quanto ao custo dos eventos... Eu comecei a frequentá-los quando tinha 22 anos, não tinha um tostão, e continuei a ir mesmo sendo um jovem jornalista freelancer 'duro', e prossegui como um jovem jornalista freelancer 'duro' na companhia de outros jovens jornalistas freelancer 'duros', outros aventureiros e principiantes sem sucesso. Compartilhávamos quartos de hotéis para poupar dinheiro (algumas vezes em grupos que seriam expulsos do hotel se soubessem quantos éramos), viajávamos da maneira mais barata possível e poupávamos o que tínhamos para locomoção e comida (e comprar bebidas no bar) enquanto estávamos lá. 
E não fazíamos isso para encontrar pessoas e sermos publicados. Fazíamos isso para conhecer pessoas como nós. Porque queríamos atender aos fóruns de discussões e aprender. Porque éramos fãs das pessoas que estavam nos eventos e queríamos ouvi-las.
Eu não consigo contar o número de amizades que se iniciaram naqueles dias - muitas das pessoas com quem acabei sentando ao lado, ou conversando nos bares, naquela época, naqueles eventos, são meus amigos até hoje. Alguns são escritores e editores e agentes e artistas. Alguns são dentistas e advogados e funcionários municipais.
E algumas dessas amizades acabaram me rendendo trabalhos, o que acontece com frequência. 
Você pode ser publicado unicamente pelo mérito do seu trabalho? Bem, é óbvio. (Só o fato de você falar sobre 'seus autores favoritos' ao invés de 'autores cujo trabalho você odeia' já é significante). Se você for um editor ou um agente, e tiver dois manuscritos em mãos, um sendo uma porcaria rascunhada por alguém que você conheceu em um bar de um evento literário e outro sendo um trabalho incrível de alguém que você nunca encontrou, certamente todo editor ou agente vivo optará pelo trabalho incrível.
Por outro lado, se você é um editor buscando um escritor para um livro sobre Douglas Adams, porque a pessoa com quem você iria trabalhar desistiu do projeto, e você se lembrou de um cara, com quem você conversou em um bar na noite de um evento, que tinha entrevistado o Douglas Adams, e aquele cara parecia uma pessoa legal e lúcida, e que não seria um saco trabalhar com ele, você procurará aquele cara... bem, isso é algo que não teria acontecido se não houvesse aquele encontro.
Workshops literários? Eu fui para Milford, na Grã-Bretanha, em 1986 e 1987. E uma conversa tarde da noite em um bar, depois que todo o trabalho terminara, me rendeu uma série de antologias compartilhadas... mas isso aconteceu porque pessoas se juntaram e conversaram e se mexeram para fazer as coisas acontecerem. Ninguém estava lá para fazer contatos. Levando em conta que as lições que aprendi em Milford me transformaram de Quase Publicável para Escritor Razoavelmente Bom, eu não acho que de forma alguma foi caro. (Custa 560 libras agora, por uma semana de horários preenchidos, e é o equivalente ao que paguei em 1986.)  
Minha sugestão para ser publicado 'unicamente pelo mérito do seu trabalho', é, peculiarmente ou não, a mesma que todas as sugestões que já dei em "como ser publicado'. Faça uma busca nos arquivos de http://journal.neilgaiman.com/ e divirta-se."

Guarda-chuvas na Revista Crescer de maio!

Página 120, no Cuca Bacana.

Festa do Calendário - Resenha


Trevo de Leituras da AEILIJ: Maio de 2012

Festa do Calendário
de Alexandre de Castro Gomes
Resenha de Leo Cunha


Quase fábula

A literatura infantil sempre foi um campo fértil para a prosopopeia. As fábulas, principalmente, há muito nos encantam e nos provocam com suas cigarras, formigas, lobos, cordeiros e outros bichos que representam sentimentos, emoções e comportamentos humanos. Também já vimos vários objetos ganharem vida, como adorava fazer o saudoso Orígenes Lessa, com as "Memórias de um cabo de vassoura", "Memórias de um fusca", ou na deliciosa peça "É conversando que as coisas se entendem".

No livro "Festa do Calendário", Alexandre de Castro Gomes cria uma variação interessante dessa lógica, ao personificar não bichos, nem objetos, mas algo mais inesperado: os dias.

Alex, como é mais conhecido, vai surpreendendo o leitor aos poucos. Nas primeiras páginas, intuímos que há algo de inusitado naqueles personagens, mas ainda não sabemos exatamente o que é. Estamos na festa de fim de ano de uma empresa misteriosa: apenas 7 operários, mas que parecem 365. Eis que as pistas começam a surgir: uma das funcionárias se chama Terça-feira e é bem entrosada com os colegas. Já uma outra, chamada Segunda-feira, é mais desanimada e fica nos cantos. Quando percebemos que cada personagem é a personificação de um dia ou de um mês, o texto já nos envolveu e estamos curiosos para saber como cada um será apresentado. Sem contar que ainda aparece um personagem inesperado, meio coringa, meio folgado, de nome... feriado.

O projeto gráfico faz a opção interessante e providencial de pôr o texto inteiro em caixa-alta, o que colabora para desviar a atenção dos nomes próprios, o que poderia tirar a graça de algumas situações. As ilustrações de Cris Alhadeff exploram as cores e situações típicas de cada época do ano.

Resumo e fotos da FLICAMPOS 2012


Cheguei em casa e já estou com saudades. Espero voltar na próxima FLICAMPOS para reencontrar os amigos que fiz por lá e conversar mais um pouco sobre os caminhos da literatura infantil.

Ponta Grossa é uma linda cidade e a Prefeitura está de parabéns por ter promovido a primeira Feira Literária dos Campos Gerais. Agradeço imensamente ao coordenador de programação e projetos Alfredo Mourão pelo convite e organização, ao diretor do departamento de cultura Luis Cirillo Barbisan pela calorosa recepção (chegou a subir toda a escadaria da Vila Hilda para me mostrar a cidade lá de cima do torreão), à secretária de cultura Elizabeth Schmidt pela competência administrativa, ao Secretário de Cultura do Estado Paulino Viapiana pelas palavras e presença na cerimônia de entrega dos prêmios e tarde de autógrafos, à amiga escritora Thaty Marcondes pelo passeio etílico-gastronômico de Ponta Grossa, ao editor Gusmão pelas histórias, à Soraia, Magali e Rafael pelos momentos em Vila Velha, e ao David, que nos levou de um lado para o outro. Todos foram muito gentis e prestativos.

A Feira foi um sucesso. O coral da cidade encantou. O espaço estava lindo e promoveu não só a literatura como a cultura da cidade. Havia mostras de ilustração mangá, exposições, música, história, literatura e muito mais.

No final ganhamos livros. Quer presente melhor?

Minha palestra sobre a criação de histórias infantis foi muito bacana. Havia lá, entre outros presentes, um grupo de 30 meninas do curso de magistério do Instituto Estadual de Educação. Muitas fizeram perguntas a respeito de criação de personagens, descrição de ambientes, modelos de narrativas, diferenças de linguagens para leitores iniciantes/em processo/críticos, histórias em outras mídias... Foi um barato! No final acabou se tornando um imenso bate-papo literário muito divertido. No mesmo dia lancei o livro "O tesouro do lagarto de fogo", editado pela Secretaria de Cultura da cidade. O texto foi o vencedor da categoria leitores fluentes e críticos, no Concurso Nacional de Literatura Infantojuvenil "Alcione Lune Weber/Mila Behrendt".

Seguem fotos:

Com Sandra Pina, companheira de viagem.


Com a "Taça" no Parque Estadual de Vila Velha.


Na entrada da Flicampos


Com a Miss Simpatia e a Princesa


Com o coordenador de programação e projetos Alfredo Mourão de Andrade


Painel de programação da Praça das Falas


Palestra








Foto com as futuras professoras




Sandra Pina, Cirillo Barbisan, eu, Thaty Marcondes e Alfredo Mourão.


Com a secretária de cultura do município, Elizabeth Schmidt.


Na entrada do pavilhão de exposições


Com Cirillo Barbisan, Rossana Barbisan Zinser e o Secretário de Cultura do Estado do Paraná Paulino Viapiana. 


Sessão de autógrafos de "O tesouro do lagarto de fogo".


Com Lucelia de Cassia Clarindo, do Bando da Leitura.


Com o ilustrador do livro Guilherme Theodore.


Festa do Calendário no Trevo de Leituras da AEILIJ

O Trevo de Leituras é um ciclo promovido pela AEILIJ, com a publicação de um suplemento de resenhas produzidas pelos autores associados. São sempre três livros comentados por três autores diferentes.

Tem um livro meu no Trevo de maio!

Tive o prazer de resenhar "Família Alegria", de Cristina Villaça (Escrita Fina - 2011) e ganhei uma resenha muito bacana do Leo Cunha para o "Festa do Calendário" (RHJ - 2011). Segue o link para a página da AEILIJ e o resumo das leituras do mês:

Leo Cunha lê Festa do Calendário, de Alexandre de Castro Gomes...
... que lê Família Alegria, de Cristina Villaça...
... que lê Num mundo perfeito, de Leo Cunha.