II Encontro da Bodega Literária no Rio de Janeiro

O primeiro encontro ocorreu em 20/01/10, no Sindicato do Chopp do Leme. Éramos 6 escritores da comunidade orkutiana da Bodega Literária, que enfrentaram uma chuva torrencial (sério, as ruas pareciam rios com correnteza e tudo) para poder trocar experiências e histórias sobre livros, política, religião e tudo o que um chopinho dá direito. Dois anos e um dia depois, nos encontramos novamente, dessa vez em maior número, no Galeto Mania da Cobal do Humaitá. O evento ocorreu no último sábado e posso afirmar que haverá outros em breve. Eu, particularmente, adorei estar ali com aquele bando de feras comedores de prêmios literários. Falamos sobre editoras, SOPA, PIPA, textos infantis, antologias, jogos de botão (está marcado, hein, galera?), concursos (bons e ruins), autores, revisores, dicas, AEILIJ, comidas, filmes, futebol e sei lá o quê. Cheguei em casa às 2 da madruga.

Bem, o evento estava programado para 19hs. A Cris Alhadeff e eu chegamos com uns 5 minutos de atraso e já encontramos a amiga Simone Pedersen (poeta, contista, cronista, colunista, autora de vários livros infantis e adultos, ganhadora de dezenas de prêmios e associada à AEILIJ) que veio de Vinhedo, São Paulo, para o encontro. Logo em seguida chegou Zulmar Lopes (ganhador de inúmeros prêmios, um dos moderadores da CL no Orkut e autor do ótimo livro "O cheiro da carne queimada", lançado recentemente).

A noite passava e iam chegando mais colegas: Kim Hodge, editora da Caki Books; Zé Ronaldo, o gigante vencedor de vários prêmios e autor de "O Prisioneiro" (veio de Mutum-MG com a esposa Sheila e a filha Clara); Tatiana Alves e André Caldas, casal de escritores e professores, com vários prêmios na estante e livros publicados. A Tatiana é doutora em letras e já publicou o infantil "Além do arco-íris", pela Brasiliense; Henrique Bon e a esposa Marcia, ele é psicanalista, escultor em bronze, pai orgulhoso de Carlos Henrique Bon (autor das tirinhas "Um sábado qualquer") e autor de "A noite dos peregrinos" um romance maravilhoso sobre o início da imigração suíça no Brasil. Os dois são de Friburgo; Nathalia Wigg e o músico Alexandre Absalão, ela é escritora super premiada, revisora, moradora de Nikity e autora de "Essência Azul"; Rodrigo Domit e sua parceira de vida Ana Cecília. Ele é autor do ótimo livro de minicontos "Colcha de Retalhos" (gostei de saber que o mundo é amarelo!) e responsável pelo blog http://concursos-literarios.blogspot.com/; JP Veiga, que trouxe a Sabrina e o Gabriel, é escritor e ilustrador de vários livros infantis, defensor do livro eletrônico e associado à AEILIJ.

Foi um evento maravilhoso e, segundo soube, já há planos para outro, dessa vez em São Paulo, durante a Bienal, com os amigos e escritores Henriette Effenberger, Carlos Bruni, André Kondo, Paulo Franco, Cássia Rosso, Simone Pedersen e outros. Aguardem!

Ainda com a Kim e antes da Nathalia chegar

Cris Alhadeff na foto também.

JP Veiga, Simone Pedersen, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Rodrigo Domit e Ana

Zulmar Lopes, Alex e Henrique Bon

JP Veiga, Alexandre de Castro Gomes, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Simone Pedersen, Nathalia Wigg, Tatiana Alves, André Caldas, Zé Ronaldo e Rodrigo Domit

Ói nóis aqui outra vez!

Nathalia, Sabrina, Alex, Cris Alhadeff e Gabriel

Um autógrafo caprichado para o Gabriel

Mesa cheia de livros. Eu ganhei onze de presente!

Momento descontraído

com Nathalia Wigg

com Simone Pedersen

Íma de geladeira e porta-copos distribuído no evento

Bartolomeu

Fui apresentado ao Bartolomeu Campos de Queirós durante a Bienal do Rio, em 2009. Eu estava andando com meu editor da RHJ, Rafael, por uma daquelas passagens externas quando encontramos o Bartô encostado em uma viga, segurando uma pastinha de executivo e fumando um cigarro. O escritor olhava para o chão, concentrado em alguma coisa. Quando nos aproximamos ele sorriu e disse para o Rafael que não tinha muito tempo pois precisava ir a uma homenagem que a AEILIJ preparara para ele. Bastaram poucos minutos para que aquele homem pequeno, de voz firme e pausada, me encantasse com tamanha grandeza de pensamentos. Conversamos sobre os livros-brinquedo e o Movimento por um Brasil Literário. Ele deu um tapinha em meu ombro e disse que era um prazer me conhecer e para eu continuar escrevendo (na época eu estava lançando meu segundo livro pela RHJ e não conhecia muita gente do meio). Contou-me que as crianças precisam de mais histórias. O meu editor ainda conversou rapidamente sobre um livro que fizeram, ou estavam fazendo juntos, e em seguida apareceu a Anna Claudia Ramos para levá-lo ao evento, para o qual ele estava atrasado. Foi a única vez que conversei com o Bartolomeu. A primeira impressão foi a melhor possível.

Em novembro passado, postei aqui um video com a Anna Claudia e o Bartolomeu em uma entrevista no Conexão Futura. Marquei uma de suas frases: "Não existe uma verdadeira educação sem a literatura. Sem a literatura a escola não é educativa, é adestramento."

Um grande homem, sem dúvida. Lúcido, talentoso e preocupado com o futuro dos jovens.

O Bartô partiu na madrugada de hoje. Além de suas belíssimas histórias, nos deixou um legado, uma herança cultural, um movimento pela literatura nas casas e escolas. Afinal é como ele disse: As crianças precisam de mais histórias.

Livros em braille da Fundação Dorina Nowill

No dia 26 de agosto de 2010, Anna Claudia Ramos e Roberto Gallo, representando respectivamente a AEILIJ e a Fundação Dorina Nowill para cegos, assinaram um termo de parceria entre as instituições para darem início à Coleção AEILIJ Solidária.

Foram entregues 10 títulos inéditos, já ilustrados, para a equipe de produção da Fundação produzir e editar os livros de forma adequada. De acordo com o o site da autora Sandra Ronca, "Os livros serão distribuídos gratuitamente para 5.000 bibliotecas públicas do Brasil. Segundo dados do IBGE, das 6.585.000 pessoas com deficiência visual, 6.057.000 são pessoas com baixa visão (a estas se destinam as ilustrações e o texto em tinta e contraste) e 528.000 com cegueira total."

Agora, em janeiro, chega a primeira fornada da coleção. Estão prontos "Meu pai é o máximo", de Anna Claudia Ramos e Danilo Marques, "A horta da Ethel", de Celso Sisto e Sandra Ronca, e "A galinha que botava batatas", de Simone Pedersen e Paulo Branco. Em breve "Amigo Bicho", de Flávia Côrtes e Cris Alhadeff, também será entregue. Segue o layout de capa desse último para vocês darem uma olhada.

Os títulos e autores são:
Umbigo: texto de João Protetti, ilustrado por Nireuda Longobardi.
Pedro e Joaquim: texto de Denise Crispum, ilustrado por Thais Linhares.
Meu pai é o máximo: texto de Anna Claudia Ramos, ilustrado por Danilo Marques.
A girafa do pescoço curto: texto de Regina Drummond ilustrado por Felipe Vellozo.
Capitão Mariano, o rei do oceano: texto de Maurício Veneza ilustrado por Roney Bunn.
A galinha que botava batatas: texto de Simone Pedersen ilustrado por Paulo Branco.
A horta da Ethel: texto de Celso Sisto ilustrado por Sandra Ronca.
A dança das cores: texto de Luis Pimentel ilustrado por Márcia Cardeal.
Amigo bicho: texto de Flávia Côrtes ilustrado por Cris Alhadeff.
Quero ser rico: texto de Álvaro Modernell, ilustrado por Cibele Santos.

Prêmio Barco a Vapor

O prazo para as inscrições está quase encerrado!