Filme da peça "O Julgamento do Chocolate"

Ganhei o melhor presente de Natal. Recebi há pouco esse vídeo da professora Patricia Luciane da Silva, de Joinville - SC, com a encenação da peça, baseada no meu primeiro livro, que as crianças montaram na Escola Municipal Gov. Heriberto Hulse, em novembro de 2009. Eu já tinha visto as fotos, lindas também, mas o filme dá uma sensação gostosa no peito, sabe? Obrigado, diretora Pati, obrigado, atores formidáveis, e obrigado, Cristina, mãe da repórter Vitória, que fez o filme! Eu não conseguiria contar essa história tão bem.


Lançamento "O que é que não é?"

Vim aqui rapidamente postar uma foto minha com o Cesar Cardoso e a Cris Alhadeff durante o lançamento do livro "O que é que não é?" pela Biruta. Foi um evento bacana no Museu da República, no último dia 14 de dezembro. O livro, com texto e ilustrações da melhor qualidade, foi escolhido pelo PNBE.

Workshop com Marina Colasanti

JP Veiga, Alex, Marina Colasanti e Marilia Pirillo

Foi ontem na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis. O que falar sobre a Marina? Ela é linda, engraçada, inteligente e tem uma história de vida muito interessante. Tão interessante que escreveu "Minha guerra alheia" (editora Record), um livro de memórias sobre a infância na África. Segue a sinopse:

Quando, em 1936, as tropas italianas tomaram Addis Abeda, capital da Etiópia, a saga da família Colasanti começava. Ex-ator, com gosto pela guerra, Manfredo Colasanti mudou-se com a família para a cidade de Asmara, onde nasceria Marina. A menina observadora, que mais tarde se tornaria uma das maiores escritoras da literatura brasileira, guardou na memória as imagens, os cheiros, os sabores e as cores da África - não só de Asmara, mas também de Trípoli, onde viveria depois, antes de regressar à Itália em meio à carnificina da Segunda Guerra.

O encontro começou às 19:20, com a Marina colocando a bolsa no chão e dizendo que ao contrário do que pensam, o dinheiro enraíza e faz árvore. Seu bom humor se manteve durante o evento. Disse que seus pais se chamavam, "pois não se chamam mais", Manfredo e Liseta, e que seu pai era louco por uma guerra.

"Quando uma guerra eclode, o metrônomo da vida pára e é substituído por outro. O futuro é interrompido e só volta após a guerra. E a guerra nunca é tão rápida quanto se espera que seja."

O workshop consistiu em uma leitura de um trecho do livro e outra de uma poesia com assunto equivalente, escrita pela autora há anos. A intenção era mostrar a diferença das narrativas. Enquanto a prosa é um relato sem uma avaliação ou crítica pessoal, o poema transparece a crítica da autora e é lido com entonação e gravidade para marcar a ruptura dos versos. Segundo Marina, isso ocorre porque a falta de espaço na poesia acaba tornando o texto mais denso. O espaço no poema é vital. As vezes é necessário economizar-se o uso das palavras para não quebrar o ritmo.

"Eu nunca trabalhei com sujeito-verbo-predicado. As lágrimas escorrem... O sol nasce... Para mim, texto despido é um tédio."

Adorei o encontro. Falamos sobre poesia, prosa, minicontos, guerra, Asmara e muito mais. Quem foi, certamente aproveitou a oportunidade de aprender com essa autora de enorme talento, história e carisma. Eu aprendi.

Viva, Marina Colasanti!

Marina Colasanti na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo

Mencionei, na minha última postagem, a Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, que é onde a Confraria Reinações Cariocas se reúne todo mês. Hoje recebi um e-mail que me convidou a comparecer no mesmo local, para um workshop literário gratuito com ninguém menos do que a ilustre Marina Colasanti. Já me inscrevi. São 40 vagas. Quem quiser que corra para se garantir! Envie logo sua inscrição pelo site www.bibliotecapopular.com.br.

Aproveitei para conhecer melhor o projeto da Estação Pensamento & Arte, que é quem cuida da programação cultural da biblioteca. Segundo o site deles, "O projeto Estação Pensamento & Arte compreende o conceito de cultura como algo que ultrapassa os limites do puramente literário. Nesse sentido, o espaço da Biblioteca Popular Municipal de Botafogo deverá funcionar com uma programação que contemple os diversos setores das letras e artes e faixas etárias variadas. Constarão, além da Biblioteca aberta permanentemente para consultas, atividades que incluem:
- cursos de natureza diversa, profissionalizantes ou não
- seminários, palestras e workshops
- oficinas de artes plásticas, fotografia, literatura e música
- rodas de leitura
- exposições de pintura, fotografia, desenho e instalações
- shows musicais / performances
- exibição comentada de filmes
- lançamentos de livros
- atividades de recreação para crianças e jovens (contação de histórias, trocas de livros, performances de ilustração, teatro de sombras e de marionetes, encenações etc.)
- atividades de recreação para a família."

Em outubro a Cris esteve lá em um curso gratuito de quatro aulas do Rui de Oliveira. Adorou. No mês passado foi a vez de Ivan Zigg, Guto Lins e Ana Maria Machado, entre outros, realizarem performances e leituras. Em dezembro, além do workshop com a Marina Colasanti, tem ainda a amiga e autora Claudia Nina, que abrirá o ciclo de leituras baseado na obra de Clarice Lispector.

Vale ficar atento às novidades do site. A biblioteca fica na Rua Farani 53, em Botafogo.

Confraria Reinações Carioca

Existe, aqui no Rio de Janeiro, um evento mensal muito legal, de leitura e discussão de textos infantis e juvenis, nos moldes dos já conhecidos book clubs americanos e europeus. Chama-se Confraria Reinações Cariocas e é aberto a todos escritores e leitores que queiram participar. Até hoje foram 16 encontros, sendo que o próximo já está marcado para o dia 20 de dezembro, às 19hs, na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, localizada na Rua Farani 53.

O 17º Encontro da Confraria Reinações terá como tema a poesia de José Paulo Paes. Tem um livro dele, "Uma letra puxa a outra", que meus filhos adoravam.

A responsável pela organização do evento é a querida amiga e autora Marilia Pirillo. Pedi que ela me enviasse um texto sobre a Confraria, que segue abaixo. No final estão todos os convites e temas dos encontros anteriores.
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"A primeira confraria não teve convite. Quem deu o pontapé inicial foi a Anna Claudia Ramos, aproveitando o Salão do Livro e a presença do Caio Ritter - que é o idealizador e coordenador da Confraria lá em Porto Alegre (e eles já tem 3 anos de atividade) - e de alguns outros confrades gaúchos que estavam aqui na ocasião. Depois deste primeiro encontro no Salão, passamos a nos encontrar na Biblioteca Popular de Botafogo e eu assumi a organização.

Tudo começou numa noite fria em Porto Alegre, era maio do ano de 2007, dezesseis pessoas reunidas em uma livraria para comentar e discutir a leitura de textos infantis e juvenis...

Poderia ter sido um só e único encontro, mas foi apenas o começo de uma história de sucesso que já completou três anos e segue agora espalhando sementes pelo Brasil.

A Confraria Reinações reúne, mensalmente, escritores e leitores de literatura infantil e juvenil, interessados em debater a produção literária voltada às crianças e aos adolescentes, seu espaço e importância na formação de público leitor e seu caráter de Arte. Para tanto, a cada mês, é escolhido um livro infanto-juvenil ou a obra literária de um escritor para ser comentado no encontro. Para saber muito mais sobre a história da Confraria Reinações visite o blog: http://confrariareinacoes.blogspot.com/

Reinando no Rio de Janeiro

No dia 11/06/2010, durante o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, foi inaugurada a Confraria Reinações CARIOCA. O encontro contou com a presença de alguns dos "confrades fundadores" gaúchos e com um número expressivo de pessoas. Fizemos um bate papo sobre o clássico "Peter Pan" e definimos diretrizes para a Confraria Reinações Carioca.

Tivemos o nosso primeiro encontro oficial no dia 20/07, às 19h, na Biblioteca Popular Municipal Machado de Assis, em Botafogo. Para abrir as discussões o tema escolhido foi a obra infantil do escritor moçambicano Mia Couto com seus três livros: "O gato e o escuro", "O beijo da palavrinha" e "Mar-me-quer" (este último não possui edição no Brasil, mas alguns confrades o têm, assim pensamos em incluí-lo).

Convidamos assim, os futuros confrades, à leitura dos textos e a participação. A Confraria está aberta a todos interessados!"