Minha nova escrivaninha

Há tempos que penso em comprar uma escrivaninha para montar um canto meu aqui em casa. Sair da bancada que divido com a Cris e juntar meus bagulhos em outro lugar. Nada contra dividir a bancada, mas ela trabalha com tintas e cores e pincéis e troços e cacarecos que nem sei para o que servem. 

Hoje acordamos cedo para ir à uma venda em residência. Tipo venda de garagem, mas em apartamento de alguém que morreu ou viajou. A família coloca os preços nas coisas e sai vendendo tudo. A de hoje começou às 10:00. Soube depois que o primeiro da fila chegou à 1:00 da madruga. Ele queria porque queria uma sanfona lindíssima que foi anunciada. Eu cheguei às 8:00 e fui o décimo-terceiro da fila. Por sorte consegui o que fui buscar.

Eu estava de olho em uma antiga escrivaninha xerife pela qual pediam 190 reais. Sempre quis ter uma dessas e a acho perfeita para escritores. É difícil achar uma aqui no Rio por menos de 1500 (e até bem mais do que isso se tiver sido reformada). A que eu comprei não está perfeita. Está suja, acho que falta uma gaveta do interior e a madeira da ponta do tampo de esteira está um pouco empenada. Mas fora isso ela está ótima. Lindíssima. Do tamanho que eu queria.

Darei um tratamento anti-cupim, limparei tudo, passarei uma cera impermeável, farei a gaveta que falta e depois sigo em busca de uma cadeira xerife para compor meu canto.

A felicidade é a gente que cava. Sempre.




Coloquei alguns ímãs de livros meus na caixa de ferro.

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