Livro-brinquedo

Trago para cá um assunto que debati com amigos no Facebook. Segue o que escrevi:


Grande parte das feiras literárias em que estive nos últimos anos oferece o tal livro-brinquedo em quase todas as barracas. Os pais e professores veem aqueles tijolos coloridos, recheados de massinhas e dvds e brinquedos de plástico, com versões diminutas de clássicos infantis, botões que ativam buzinas e latidos, e acham que estão comprando literatura para suas crianças. Não estão. Vejo feiras sérias com estandes vazios, enquanto que aquele único estande que contém castelos em 3D e quebra-cabeças de contos de fadas está com fila no caixa.

Sugiro que tais brinquedos sejam barrados das feiras sérias. Tem brinde? Então não pode expor aqui. Ponto. Por que ninguém faz isso? Está na hora de pensar mais na cultura e menos na grana que o aluguel desses estandes trará, não é?

Durante a conversa, alguém disse que alguns pouquíssimos livros-brinquedo tem qualidades. Respondi que, embora desgoste deles, não acho que precisam ser extintos. Só penso que não devem estar em feiras literárias. Que continuem sendo oferecidos em suas livrarias de aeroporto. A feira literária deveria existir para fomentar a cultura e ajudar na divulgação da literatura nacional. Esses livros brinquedos não precisam de ajuda para serem vendidos. A briga já é desleal, quanto mais se ocuparem o mesmo lugar.

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