sexta-feira, 16 de junho de 2017

Carta aberta da AEILIJ em defesa da obra de José Mauro Brant e algumas considerações

A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) vem se posicionar publicamente contra qualquer tipo de censura à criação literária e ressaltar a importância do resgate e da difusão dos contos populares e de encantamento – material primordial para a preservação da cultura popular e matéria-prima para a produção de literatura de qualidade para as crianças e os jovens leitores.

A AEILIJ defende também a realização de um amplo trabalho de qualificação e preparação de professores e mediadores de leitura, dando-lhes confiança e embasamento para que possam trabalhar e usufruir de todo este rico material junto aos seus alunos e leitores.

A Associação ressalta ainda que aprova irrestritamente o trabalho de reconto realizado pelo escritor, ator e contador de histórias José Mauro Brant em seu livro “Enquanto o sono não vem” e entende que nada nesta referida obra justifica seu recolhimento do acervo das escolas brasileiras.

Divulguem!



Ainda em relação à polêmica envolvendo o recolhimento do livro "Enquanto o sono não vem", do José Mauro Brant, tenho algumas observações:

1) Acredito em histórias com finais infelizes. Acho que toda criança de 8 anos entende a diferença de ficção e não ficção. E se não entende, os pais e os mediadores de leitura (professores, bibliotecários, contadores de histórias...) deveriam alertá-las quanto a isso. Como cada uma lida com suas emoções depende de inúmeros fatores. Todos sentem raiva, pena, medo, ansiedade... A leitura é uma ótima forma, se não a melhor, de experimentar esses sentimentos de forma controlada. O processo da leitura tem o durante e o depois. Muitas vezes é no depois que encontramos nossas respostas. A vitória da maldade acarreta a discussão. E essa discussão que o texto do Brant traz é benéfica. A revolta de alguns com o texto em questão o torna mais eficaz.

2) Todo e qualquer livro pode ter motivo para ser excluído de qualquer grupo de leitores, seja por razões ideológicas, religiosas, políticas, ou outras. A Rosana Rios disse no Facebook que teve livro questionado por uma professora que a interpelou sobre a mensagem positiva que ela queria passar com o texto. Como se toda história precisasse de uma lição moralista. A Thais Linhares já comentou que exigiram dela um saci sem cachimbo. O Luiz Antonio Aguiar teve capa de livro censurada.
Sempre haverá algo que incomoda alguém. Se abrirmos a porteira da censura, depois será difícil fechar. Nossas crianças lerão somente o que nossos competentes políticos de reputação ilibada quiserem que elas leiam. Literatura pobre e superficial. Livro para criança voltará a ser "O cachorrinho fofinho gosta de ossinho". Me posicionei contra a censura na época do Lobato e me posiciono assim agora. Se fosse diferente eu não seria coerente.

3) Disseram que a história da Eredegalda alimenta a pedofilia e o incesto. Disseram que não há castigo para o vilão. Bem, a história em questão não alimenta a pedofilia ou o incesto. A menina não quer. Fica óbvio que não é bom. Ela sofre. O leitor se compadece do seu sofrimento e sente raiva do vilão. Sim, o rei é o vilão. Isso fica claro no texto. Muitas vezes o sofrimento alheio nos faz enxergar e discutir o problema. A literatura serve também para isso. Para forçar o debate. É aí que está o poder dessa história. É aí que está o castigo do vilão. A criança que lê e que sofre abusos não vai querer terminar como a princesa. Na obra recolhida não existe uma glorificação do vilão e nem recompensa pelo crime. Existe o final infeliz. Só isso. Nem tudo é doce, purpurinado e cor de rosa. Havendo bons mediadores de leitura, o livro funciona muito bem. E se funciona bem, a culpa não é do texto. A culpa é da forma inconsequente como tratam a cultura. Da falta de qualificação. Do querer tudo mastigadinho, raso e fácil de absorver. É evitar o aborrecimento do debate. Ao invés de fazer o aluno buscar as respostas, querem que o autor as dê diretamente. Isso diminui o valor e o papel da literatura. Isso poupa trabalho e impede a formação de um pensamento crítico. E é contra isso que precisamos nos posicionar.

4) "O livro não é para ser lido por crianças de 8 anos!" Ah, se fosse só isso! O buraco é bem mais embaixo! Se o problema fosse a idade de 8, por que ao invés de recolher, não orientam as escolas a utilizá-lo com os de 9 ou 10? Existem várias formas de contornar essa questão. Mas isso não interessa aos defensores do atraso, que por sinal não têm qualificação para decisões como essa, ao contrário de quem incluiu o livro na lista do PNAC. O recolhimento é feito de propósito, para levar a história ao ostracismo. Para abrir um precedente que permitirá controlar o que se lê. Além de um enorme desperdício de dinheiro (que será pago), isso é mais uma prova da mentalidade radical e do falso moralismo que existe hoje em dia nas esferas que decidem o que é cultura relevante e o que não é. 
Chegaram a culpar o autor por ele reconhecer que não escreveu o livro para quem tem oito anos. Ora bolas, o que fazer com o livro não é para ser resolvido por quem o escreveu e sim por quem o comprou ou pelo mediador que o recebeu. Isso agora é culpa do Brant? Claro que não! Era só o que faltava você escrever um livro e ser responsável pela distribuição interna do mesmo nas escolas. Se ele já disse que não escreveu a obra para quem tem oito anos, o recado foi dado.

5) Já ouvi argumento dizendo que se hoje não há mediadores, então este livro não poderia ser distribuído. Disseram que uma criança poderia pegá-lo inadvertidamente e se chocar com seu conteúdo. Esclarecendo aqui: O livro não foi comprado para ser distribuído na rua. Ele foi comprado para escolas. O professor é o mediador. O mediador não vem com o livro. Ele já existe. Está lá. É ele quem vai apresentar o livro. É ele quem vai discuti-lo com as crianças. Não dá para tirá-lo da sala de aula, entende? Neste caso específico, esta não é uma compra para a leitura espontânea.

Viva a LIJ!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Meus lançamentos no Salão FNLIJ 2017

Meus lançamentos no Salão FNLIJ 2017!

Pela Escarlate, com ilustras da Cris Alhadeff, vem "Quem matou o saci?", um misterioso assassinato envolvendo seres do folclore resulta em uma curiosa investigação e um engraçado inquérito policial.

Pela Editora do Brasil, também ilustrado pela Cris, o delicioso "Eu sou uma lagartixa!", trabalha a imaginação e a criatividade dos pequenos. Afinal, por que é que ela não consegue subir pela parede?

E, finalmente, a antologia de dar água na boca, lindamente organizada pela Cristina Villaça, embelezada pela Patrícia Melo e revisada pela Flávia Côrtes, onde contribuo com o conto "Folar de bigode", ilustrado pelo fera Laerte Silvino.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Trabalhos da Escola Bom Pastor


Essa semana a diretora Daiane, da Escola Bom Pastor de Passo Fundo, me enviou algumas fotos dos trabalhos que os alunos do 2º ano do ensino fundamental estão fazendo sobre a minha biografia.
Eu adorei isso! Fiquei bonito!

Ontem a professora Mayana me mostrou algumas imagens da peça baseada no livro "O Julgamento do Chocolate" encenada por uma turma do segundo ano.
Emocionante! Encantador!












Indicação do blog Super Mãe

"O livro que lê gente" é a sugestão de leitura do blog Super Mãe em 24/05/17.

Fonte:
http://www.supermae.blog.br/2017/05/sugestao-super-mae-o-livro-que-le-gente.html

A LIJ forma leitores!


Feira do Livro do Colégio Cruzeiro


A Feira do Livro do Colégio Cruzeiro, de Jacarepaguá, aconteceu no dia 25 de maio.
Conversei com sete turmas no auditório. Foram 4 pela manhã e mais 3 depois do almoço.
Escola linda, alunos interessados, professores bacanas e uma bibliotecária gente fina.
Um evento maravilhoso, digno do Cruzeiro. Algo que deveria ser repetido em todas as escolas do Rio de Janeiro. Principalmente pelas particulares, que tem verba. Essas não tem desculpa para não promover um evento destes.
E claro, encontrar a Stella Maris Rezende, o Rogério Andrade Barbosa e o José Prado é sempre uma alegria!
Meu agradecimento ao Wendell, da livraria Alegria do Saber!












quarta-feira, 24 de maio de 2017

Adote um Escritor - Feira do Livro de Porto Alegre 2017

Confira quem são os autores agendados para participarem da 16ª edição do Programa de Leitura Adote um Escritor. Serão realizados 130 encontros durante a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, que acontece de 1º a 19 de novembro de 2017.

Autores residentes no RS

Airton Ortiz
Alexandre Brito
Altair Martins
André Neves
Ari Riboldi
Caio Riter
Cássio Pantaleoni
Celso Gutfreind
Celso Sisto
Charles Kiefer
Christian David
Christina Dias
Cláudio Levitan
Dilan Camargo
Ernani Ssó
Gláucia de Souza
Helô Bacichette
Juremir Machado da Silva
Kalunga
Laura Castilhos
Léia Cassol
Liberato Vieira da Cunha
Luis Dill
Maíra Suertegaray
Marcelo Spalding
Mario Pirata
Marô Barbieri
Martina Schreiner
Mônika Papescu
Pablo Morenno
Rafael Guimaraens
Ricardo Silvestrin
Santiago
Simone Saueressig
Valesca de Assis
Contação de histórias com Bárbara Camargo
Contação de histórias com Jairo Klein
Contação de histórias com Valquiria Cardoso e Alex Limberger

Autores residentes em outros estados

Alessandra Pontes Roscoe
Alexandre de Castro Gomes
Arievaldo Viana
Blandina Franco e José Carlos Lollo
Daniel Kondo
Daniel Munduruku
Diléa Frate
Dílvia Ludvichak
Edna Bueno
Fábio Monteiro
Fernando Nuno
Flávia Côrtez
Gloria Kirinus
Heloisa Prieto
Ieda de Oliveira
Ilan Brenman
Janaina Tokitaka
Jô Oliveira
João Pedro Roriz
Júlio Emílio Braz
Laurent Cardon
Luiz Antônio Aguiar
Manuel Filho
Marie Ange Bordas
Ninfa Parreiras
Nireuda Longobardi
Otávio César Jr.
Patrícia Auerbach
Rogério Andrade Barbosa
Rosana Rios
Rosinha
Selma Maria
Shirley de Souza
Silvana Salerno
Sônia Barros
Sônia Rosa
Telma Guimarães Castro Andrade
Tiago de Melo Andrade

Fonte: http://www.feiradolivro-poa.com.br/confira-os-autores-selecionados-para-o-programa-de-leitura-adote-um-escritor-2017/

Fotos da Flist 2017 e do lançamento do "Cafofo do Remelexo"

No domingo passado, dia 21/05, estive na FLIST, onde coordenei uma mesa de discussões da AEILIJ com as autoras Claudia Nina, Rosa Amanda Strausz e Sol Mendonça, sobre o protagonismo feminino na literatura.
Estive em seguida no lançamento do livro "Cafofo do Remelexo", de Andrea Viviana Taubman, Marcelo Pellegrino e Thiago Taubman Costa.
Foi um domingo literário!





Resenha de Guigo para "Chapa Verde"

Essa semana fui arrumar os cadernos antigos dos meus filhos. Queria checar o que era pra guardar e o que era para jogar fora. Havia, dentro de um deles, uma folha solta com a resenha que o Guigo fez em 2013 para o meu livro "Chapa Verde", quando ainda tinha 11 anos de idade. Era para um trabalho escolar. Achei bacana e guardei.

"Resenha do livro "Chapa Verde"

O livro "Chapa Verde", do autor brasileiro Alexandre de Castro Gomes, é um livro que fala sobre a disputa entre a irmã do protagonista e o capitão do time de futebol. A narrativa é em primeira pessoa, feita pelo Mosquito (o protagonista). O livro é um romance juvenil, lançado em dezembro de 2013 na Blooks Livraria aqui no Rio.

O autor lançou diversos livros e também ganhou diversos prêmios, como o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil de Ponta Grossa - PR, primeiro lugar no XV Concurso Literário Nacional da Academia Caxiense de Letras, entre outros.

O livro é praticamente a autobiografia do autor. Ele conta experiências próprias, deixando o livro super divertido e tendo também um final surpreendente.

Eu recomendo.

O livro faz parte da Coleção Ecoar da editora Garamond."

Inscrições para a 8ª Jornadinha Nacional de Literatura

Inscrições para a 8ª Jornadinha Nacional de Literatura iniciam na segunda-feira (15/05)
Publicada em: 12/05/2017 - 18:30

Movimentação Literária deve reunir 20 mil participantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental

A programação da 8ª edição da Jornadinha prevê a participação de autores premiados como Danie
l Kondo, Lúcia Hiratsuka e Jean-claude Ramos Alphen, além de nomes como Alexandre de Castro Gomes (Alex Gomes), Edson Gabriel Garcia, Eliandro Rocha, Felipe Castilho, Heloisa Prieto, Luiz Antonio Aguiar, Marcia Leite, o angolano Ondjaki, Pablo Morenno, Pedro Duarte, Renata Tufano, Renata Ventura, Rosana Rios e Selma Maria Kuasne




Chapa LIJ 2017 - AEILIJ

O prazo para a apresentação das chapas para a eleição da nova diretoria da AEILIJ se encerrou. Somente uma chapa se inscreveu. Embora seja chapa única, a votação é necessária e acontecerá no início do mês que vem. 
Viva a LIJ!


Esclarecendo o óbvio

Puxa vida!
Domingão com a família. Tudo gostoso e coisa e tal e de repente um aborrecimento.
Agora lá venho eu colocar palavras nesse desabafo para esclarecer o óbvio.
Como todos sabem, sou presidente da AEILIJ. Não é um sindicato. É uma associação de autores de literatura infantil e juvenil sem alinhamento político partidário.
Ninguém é obrigado a estar nela ou a fazer parte dela. Existe uma anuidade que deveria ser paga por todos, mas muitos não pagam.
Não pagam e reclamam que não são chamados para os eventos. Não pagam e reclamam que a AEILIJ não tem dinheiro para pagar autores em eventos promovidos pela associação.
Não custa lembrar que ninguém é obrigado a doar seu tempo ou a participar de nada gratuitamente.
Bem, eu e a diretoria dessa associação trabalhamos duro em prol do livro e da leitura. Fazemos exposições, criamos livros, catálogos, blog, site, páginas em redes sociais e o escambau.
Por diversas vezes fomos chamados para conversar com o MinC, sobre alterações na lei de direitos autorais e indicações para prêmios relevantes.
Formamos parcerias com a FNLIJ, o SESI, a LER, a Câmara Rio Grandense e outras instituições importantes e necessárias.
Buscamos, nesses tempos de mercado parado e dinheiro sumido, oportunidades para aumentar o caixa e beneficiar associados. Inscrevemos projetos em editais. Um deles entrou, mas a nova Prefeitura do Rio decidiu não pagar o Fomento. Eu e a diretoria continuamos trabalhando para beneficiar o coletivo, em nosso tempo livre e não remunerado, e em breve esperamos ter boas notícias para aqueles que estão em dia com a anuidade.
Fazemos ações solidárias. (De novo, ninguém é obrigado a participar dessas ações!) Uma delas foi com a Prefeitura do Rio, que nos permitiu levar 30 autores às escolas públicas municipais para conversar com as crianças. Foi lindo e emocionante, mas fui muito criticado por isso. Disseram que eu não deveria fazer nada de graça para a Prefeitura. Bem, não obriguei ninguém a ser solidário. E a Blitz mostrou a força da Associação e nossa capacidade de mobilização.
Nesses dois anos em que sou presidente, a AEILIJ montou 15 mesas de conversas literárias. Participaram 50 pessoas diferentes, entre autores, editores e convidados. Buscamos diversificar e dar palco para o máximo de gente possível. E, embora já tenha chegado aos meus ouvidos que meu interesse é me auto-promover, só participei de UM encontro destes. Isso porque foi um convite pessoal da EDEM.
Eu sei que existe fofoca. Sei que existe veneno e mentiras. Sei que há invejas em diferentes doses. 
Sabia que isso aconteceria, mas ainda assim me candidatei à presidência da AEILIJ.
Sabe por quê? Porque acredito na associação. Acredito nas pessoas que se doam em nome de uma causa importante. Sinto que precisava dar a minha contribuição e tenho certeza que a minha diretoria deixou uma marca positiva.
Não arrefecemos. Não nos deixamos abater por pessoas que não fazem a diferença.
A AEILIJ é uma oportunidade para todos. Haverá sempre espaço para quem queira apresentar projetos e trabalhar conosco.
Basta se comprometer.
Viva a LIJ!

Apresentação dos autores da nova coletânea de contos da AEILIJ

É com orgulho que a Cristina Villaça e eu apresentamos a relação dos escritores e ilustradores que estarão na próxima coletânea de contos da AEILIJ.
As histórias nos deram uma fome danada!



quinta-feira, 27 de abril de 2017

O jogo das verdades e da mentira

Fiz no Facebook. Achei divertido, então copio aqui com as respostas no final. 

Estão aí. 12 verdades e 1 mentira. Estava distraído, rindo das minhas próprias memórias e acabei colocando três a mais. 

1) Já tive amnésia por uma hora. Sabia quem eu era mas não onde estava e nem o que estava fazendo ali.

2) No meu primeiro beijo de língua, eu literalmente chupei a boca da menina. Pra mim aquilo era o tal chupão.

3) Me perdi em um país do leste europeu e estive perto de morrer congelado em uma praça.

4) Enquanto todos fugiam das bombas de gás lacrimogêneo no Canecão, um amigo e eu enfrentamos a fumaça pra ficar mais perto do palco dos Ramones. Ardeu um bocado mas valeu!

5) Já toquei bateria de improviso em um show com quase 200 pessoas em um sarau em frente à Cândido Mendes na rua Joana Angélica. Um amigo meu era guitarrista e me convidou de última hora pra tocar duas músicas. 

6) Viajei em um avião que sacudia tanto que uma porca desprendeu de não sei onde e me atingiu na cabeça. Neste mesmo vôo, uma aeromoça tropeçou no meu pé e voou bolo de chocolate com cobertura de merengue pra todo lado.

7) Me apaixonei e tive filhos com a primeira menina brasileira com quem namorei firme. Antes dela, só tive namoros mais sérios com gringas.

8) Quando magro era sempre chamado de Lennon. Teve um sujeito que ia me assaltar mas quando olhou bem pra mim, me cumprimentou e foi embora. Toda a vez que eu almoçava no Papaçorda uma senhorinha vinha falar comigo sobre como eu parecia com o seu ídolo. Tive uma namorada que me só chamava de Julian.

9) Já fumei um cigarro com um cara que tentou me assaltar. Eu disse que estava arrasado e coisa e tal. Sentei na calçada pra falar sobre uma menina que terminou um relacionamento comigo. No final ele me consolou e foi embora sem levar nada.

10) Já paguei um taxista com camisetas usadas que levava na mochila.

11) Fui Vice-Presidente de diretório acadêmico na faculdade e saí em foto de jornal parando o trânsito da Visconde de Pirajá em um protesto.

12) A Fafá de Belém já me sequestrou para um almoço no Jobi enquanto o Felipe Dylon me esperava em casa para uma reunião. 

13) Vomitei na casa da Alcione Mazzeo, ex do Chico Anízio, durante uma aula de inglês.


Respostas abaixo.

1) VERDADE!
Levei uma bolada na cara durante um jogo de futebol em um torneio de escolas americanas em Rancho Ranieri-SP. Não sabia onde estava ou o que fazia ali. O técnico, Tude Sobrinho, me substituiu ao me ver aparvalhado no meio do campo, olhando para o céu.

2) VERDADE!
Foi durante um baile de carnaval com uma menina que eu não conhecia. Ela era alguns anos mais velha do que eu e me ensinou como fazer depois. Fiquei meio envergonhado mas foi bom.

3) VERDADE!
Estava na Polônia com uma namorada de lá e ela precisou ver uma tia enquanto eu faria hora no Centro e depois a encontraria na casa dela em um bairro mais afastado, próximo a um bosque. Já tinha pego o ônibus que me levaria à casa, então estava tranquilo. Me distraí e perdi o ponto onde deveria saltar e quando vi, estávamos em uma estrada cruzando uma floresta. Era um ônibus intermunicipal. Saltei assim que deu e fiquei perambulando por uma cidadezinha procurando alguém que falasse inglês. Encontrei uma mulher que tentou falar comigo em polonês mas eu não entendia xongas. O sol apagava às 16h e estava escuro e nevando. Eu estava cansado de puxar um carrinho de feira pela neve (ainda tinha o maldito carrinho) e sentei em um banco de praça exausto. Fiquei por uma hora tremendo e pensando se daria pra dormir ali sem morrer. Finalmente passou um ônibus do outro lado dessa mesma praça com o nome da cidade de onde vim. Uma sorte danada!

4) VERDADE!
Eu e o Cláudio Rauen enfrentamos a fumaça e quando o show recomeçou, estávamos lá na frente. Hey! Ho! Let's go!

5) MENTIRA!
Eu tive uma bateria mas só tocava em casa. Tive uma pseudo-banda com amigos do prédio chamada Zero Hora e compus alguns hits ("SOS", "Desinformados do ritmo" e "Surfista de liderança") que só mães e vizinhos tiveram o desprazer de ouvir.
Os shows da Cândido aconteceram. Meu amigo Fabio Peralta tocou lá. Mas ele não seria louco de me convidar.

6) Parece mentira mas é VERDADE!
Era um avião da LOT, empresa aérea polonesa. O ano foi 1989 e a Polônia, que engatinhava na democracia com o Solidariedad do Lech Walesa, ainda comprava os velhos aviões russos para reutilizar. Voava direitinho mas havia algumas falhas de acabamento. O porta revistas que fica na parte de trás dos assentos parecia uma rede de pesca frouxa, por exemplo. A tal porca já devia estar meio solta e acho que era uma de 4 que prendiam a plaquinha da luzinha de leitura.
Quanto à queda da aeromoça, infelizmente foi verdade também. Quando ela tropeçou no meu pé, projetou o carrinho pra frente e deixou cair vários bolinhos tipo cupcake que estavam em pratinhos de plástico com tampa transparente. A maioria foi salva, mas o creme/merengue de muitos ficou esborrachado pela tampa.

7) VERDADE!
Por ter estudado em escolas americanas e por conviver em lugares com muitos estrangeiros, namorei canadense, polonesa, inglesa, japonesa... Tive brasileiras também, mas nada muito sério. Até conhecer a Cris Alhadeff...

8) VERDADE!
Já tomei alguns sustos. Quando era mais magro isso sempre acontecia. Perguntem pra Cris. Quando contei pra ela, lá no início do namoro, ela não acreditou. E agora, Cris? Acredita? Não era surreal? Tinha gente que pedia pra tirar fotos!

9) VERDADE!
Saí do Dr. Smith na Rua da Passagem pra deixar a Cris no ponto de ônibus em frente ao antigo colégio Anglo-Americano e voltava pra casa em um prédio no Morro do Pasmado. Era por volta de 3-4 da manhã e não tinha ninguém na rua. Ao passar na frente da Sinagoga de Botafogo, fui abordado por um cara sem camisa que me exigiu grana e me mostrou uma faca. Disse que eu só tinha cigarro e mais nada. Que minha vida estava uma merda e que minha namorada tinha acabado de terminar comigo. Dei um cigarro pra ele e ficamos ali, sentados no meio-fio enquanto eu fazia o teatro da minha desgraça. Ele entrou na conversa, contou que aconteceu algo parecido com ele e me falou para me acalmar, que ia passar. Nos despedimos e fui pra casa.

10) VERDADE!
Era madrugada e eu tinha passado o fim de semana na casa da Cris. Seus pais viajavam para o sítio e a gente ficava lá, brincando de casinha. Mas naquela noite a gente brigou, não lembro direito. Sei que eu peguei minha mochila e entrei em um taxi pra casa. Só que minha carteira ficou lá. Resultado, ao chegar no meu prédio, vi que não tinha como pagar. Só havia roupa suja na mala. Perguntei se ele topava ficar com as 3 camisetas e ele aceitou. Acho que saí perdendo. Duas davam conta.

11) VERDADE!
Foi na época que cursei Administração de Empresas. Fomos muitas vezes negociar a redução das mensalidades com o próprio Cândido Mendes e seu irmão Antonio Luis, que cuidava do financeiro. Em uma delas eles estavam irredutíveis. Então fizemos faixas e cartazes e paramos o trânsito de Ipanema por uma hora. Fomos parar no O Globo. Conseguimos reduzir um pouco. Não tanto quanto queríamos, mas foi melhor do que nada. Depois cato a foto e ponho aqui.

12) VERDADE!
Fui entregar um notebook pra Fafá por causa de um trabalho que fizemos e a encontrei dentro de um táxi. Ela me pediu para entrar e fui, achando que ela não queria se expor e que sentado seria mais fácil explicar o que havia feito. Assim que entrei, ela ordenou ao motorista que nos levasse ao restaurante e me disse que não aceitaria um não. Disse pra ela que não podia, que tinha uma reunião marcada lá em casa, mas não adiantou. Cris teve que segurar as pontas.


13) VERDADE!
Eu dava aula de inglês pra ela e passei mal. O filho Bruno, era um menino ainda, me levou constrangido até a porta. Ela pediu para o dono do curso para nunca mais me escalar pra ela. Não me orgulho disso. Mas rolou.

Meus e da Cris


O livro que lê gente em Bolonha

Feira do Livro de Bolonha 2017

Segundo o Antonio Erivan Gomes, diretor comercial da Cortez, o editor árabe da foto abaixo levou "O livro que lê gente" para casa. Gostou muito. E não somente ele. Outros editores também gostaram. Ele acha que em breve esse livro lerá gente por outras bandas. 
Portugal já está confirmado. 



O universo da imaginação

A loja Animê, de moda infantil, recomenda 5 livros para a leitura no Dia Internacional do Livro Infantil, no próximo domingo, dia 2 de abril.

Além da felicidade em constar em qualquer lista de recomendação de leitura, me emociona estar na companhia de clássicos de qualidade indiscutível. Aqui a Cris e eu somos colegas de Antoine de Saint-Exupéry, Ana Maria Machado, Lewis Carroll e Cecília Meireles. É pouco?

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Lista de autores selecionados para Adote um Escritor de 2017

Estou na relação dos autores convidados para o Programa Adote um Escritor que será realizado durante a Feira do Livro de Porto Alegre!

Nos dias 7 e 8 de novembro, estarei nas escolas EMEI JP Girafinha e EMEI Érico Veríssimo.


Viva!

Segue a relação de autores convidados:

No lançamento de "Amor de longe", da Claudia Nina.


Com Anna Rennhack e Claudia Nina


Com Claudia Nina e Cris Alhadeff