segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sobrecapa Literal - Set/2012

Está no ar o jornal digital Sobrecapa Literal de setembro de 2012!

Minha coluna, Espaço LIJ, tem como convidados a escritora Rosana Rios e a ilustradora Cris Alhadeff. O artigo do mês é sobre autores mirins. O download é gratuito! Divulguem e convidem assinantes para dar vida longa a essa bela publicação.

Leia aqui:
http://www.sobrecapaliteral.com.br/doc/SobrecapaLiteralEd19.pdf

sábado, 1 de setembro de 2012

Espaço LIJ - Setembro de 2012

Veio a Bienal de São Paulo e, com ela, lançamentos de vários livros infantis de autores nacionais. A literatura infantil e juvenil brasileira nunca teve tantos protagonistas. Além dos tradicionais livros em papel, houve espaço também para os e-books e audiobooks. Estes últimos capitaneados pelos milhares de livros em formato MECDaisy que o FNDE distribuiu para os cegos e leitores de baixa visão. Ainda dentro desse tema, a Fundação Dorina Nowill lançou sua segunda coleção em parceria com a AEILIJ. São cinco livros em braille, com fontes ampliadas e desenhos em relevo.

Feiras literárias acontecem no Brasil inteiro, basta checar o Circuito Literário apresentado pelo MINC. Vivemos um momento muito bom de criação de histórias e formação de leitores. A nova geração está bem servida. E ainda há espaço para mais!

Por outro lado, João Scortecci, que por quatro anos fez parte da diretoria da CBL, organizadora da Bienal paulista, previu, em uma carta à Folha, a morte do modelo usado no evento. Segundo ele, o interesse do público leitor caiu. Entre os motivos apresentados estão: estacionamento caro, alimentação cara, ingresso caro, banheiros sujos, barulho excessivo, alto custo para o expositor, desinteresse e falta de preparo de professores, deslocamento difícil e outros.

Sua proposta é espalhar a Bienal por toda a cidade, criando o segmento de LIJ em um canto, livros de arte am outro e por aí vai. Transformar São Paulo na capital cultural do Brasil. É algo a se pensar.

No artigo do mês, falo sobre autores mirins. Os convidados de setembro são Rosana Rios e Cris Alhadeff.


ILUSTRA com Cris Alhadeff

Sou suspeito para falar, mas adoro o trabalho da Cris. Tenho sorte em poder acompanhar sua rotina, desde os primeiros esboços até o produto final. As expressões dos seus personagens são únicas.

A ilustração é para o livro Era uma vez, uns três
(de Telma Guimarães e Cris Alhadeff, Editora Melhoramentos).


Cris Alhadeff é carioca e mora no Rio. A arte sempre esteve presente em sua vida e, seguindo essa paixão, se formou em Desenho Industrial pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Trabalhando com design, trilhou os mais diversos caminhos, entre os quais o desenvolvimento de identidades visuais e webdesign. Depois que seus filhos nasceram, redescobriu o mundo da literatura infantojuvenil e publicou seu primeiro livro em 2010. Já são 17 livros com suas ilustrações, fora as antologias.

Em “Era uma vez, uns três”, Cris começou com o estudo de personagens no lápis preto (a imagem finalizada acima é o estudo da avó da história enviado para a editora). Depois criou uma base de tinta acrílica em azul e pintou por cima os diferentes tons de cores. A finalização foi feita com lápis de cor e manipulação de imagem com aplicação de estampa no Photoshop.

Site da ilustadora: www.crisalhadeff.com  


AUTORES MIRINS

Quando voltamos do Salão FNLIJ do Livro de 2009, minha filha, na época com 5 anos, avisou a todos que escreveria um livro também. Nina sempre gostou de inventar histórias e era natural que as quisesse ver no papel. Como na época ainda não escrevia direito, ditou para mim a história de um monstro alienígena que vinha para Terra comer gente. Parece macabro? Bem, o monstrinho era o menor do seu planeta, e seus pais diziam que ele tinha que se alimentar direito. Até hoje minha filha cobra a publicação do livro. Expliquei que não era tão fácil. Que ela tinha muito tempo ainda para decidir se queria mesmo ser escritora. Ela, é claro, não ficou muito satisfeita com minha resposta. Toda vez que lemos sobre autores mirins, lá vem aquele olhar de decepção filial. Afinal a culpa é minha, como não?

Uma coisa é certa. A pouca idade não significa texto pobre. A imaginação e a criatividade infantil é, muitas vezes, ainda maior do que as de adultos preocupados com contas a pagar e prazos a cumprir. Claro, isso não quer dizer que todo texto infantil mereça virar livro. Mas não pode ser surpresa para ninguém que talentos como os de Nina Krivochein, Munna Alexandre, Nichollas Schmidt, Giulia Dell’Aera Serrano do Carmo, Mariene Lino, Caio Pacheco, Beatriz Roscoe, Lorrane Marques de Souza, além das irmãs Laura, Tamara e Marina Klink, surjam e nos encantem.

Nina Krivochein lançou seu primeiro livro, A vaca que não gostava do pasto, em 2011 pela editora Vermelho Marinho. O texto conta a história de Gina, a vaquinha do título, que queria comer jujubas ao invés de capim. Nina tinha sete anos quando, incentivada pela mãe, a escritora  Joana Cabral, partiu em busca de editora. O talento dessa menina já a levou a dar entrevistas em programas de televisão e a ser convidada para eventos literários fora do Rio de Janeiro, sua cidade natal. A autora curtiu o gosto de tinta e agora tem outras histórias prontas para serem publicadas. Além dos livros, Nina escreve resenhas para seu blog, assina a coluna Cultura Infantil no site Tabletes Culturais e comanda o projeto O Pequeno Escritor em escolas do Rio.

Há poucos dias li um artigo em uma das revistas de O Globo, sobre o autor mirim Nichollas Schmidt, que lançou seu primeiro livro, O monstro assassino, no ano passado, quando tinha nove anos. Sua segunda obra, Gabriel & o mistério de Dark Night, pela editora Livre Expressão, é sobre um menino de nove anos em um orfanato. Palmas para ele, que se inspirou nas bruxarias de Harry Potter e na mitologia de Percy Jackson.

Munna Alexandre era uma menina de oito anos quando lançou sua primeira obra, Kiki Gugú Dadá, em 2007 pela editora Crayon. O livro tem um formato inédito, com a história ilustrada pela autora nas primeiras páginas e fundo em branco com o texto em braille nas últimas. O braille foi um pedido de Munna, para que sua prima Yasmin, que nasceu com deficiência visual, pudesse ler. Kiki Gugú Dadá recebeu um prêmio destinado a projetos que beneficiam a inclusão social de pessoas com deficiência e parte das vendas é revertida para o Instituto Benjamin Constant. A história fala sobre uma menina, Kiki, irmã da autora, que se perde dentro de um shopping e serve de alerta para a questão da segurança. Em 2009, Munna lançou o segundo livro, Plinn – Mágica da natureza, de tema ecológico, com o mesmo formato e pela mesma editora.

Dia desses entrei na Livraria da Travessa e notei um livrinho em uma prateleira na altura dos meus olhos. Aprendendo com as estrelas foi o primeiro livro escrito e ilustrado por Giulia Dell’Aera Serrano do Carmo, uma carioca, na época com dez anos de idade. O resultado é uma produção independente, com desenhos feitos em lápis de cor, canetinhas e colagens. O livro conta a história da galinha Laura e do ursinho Bilu e sua viagem à lua. A fonte usada é a própria letra da autora e o lançamento, com pompa a circunstância, foi realizado na Travessa do Leblon.

Outro livro independente é O som misterioso de Mariene Lino, que tinha nove anos quando o lançou no ano passado. A história é muito bacana e fala sobre um menino, Luizinho, que vai ao bar do amigo Joaõzão para comer um sanduíche. Ao chegar no local, vê que o bar está vazio. Parece que os clientes fugiram ao ouvirem um som esquisito que vinha do banheiro. Luizinho investiga e acha um búfalo lá dentro. O pobre animal não tinha onde fazer seu xixi na fazenda. Outra coisa bacana nesse livro é que o ilustrador Caio Pacheco é só um ano mais velho do que a escritora mirim.

Beatriz Roscoe, filha da autora Alessandra Roscoe, também colocou suas cores em livros de LIJ. Seu primeiro trabalho foi publicado pela editora LGE, em 2004, quando tinha cinco anos. Ela ilustrou A menina que pescava estrelas, e foi co-autora do texto com a mãe. Em 2009, o livro ganhou uma nova roupagem, ainda pelas mãos de Beatriz e agora está na Elementar. O jardim encantado é o último trabalho da dupla. Foi lançado em 2007, pela LGE, e dois anos depois entrou para o catálogo da Franco.

Lorrane Marques de Souza é uma mineira de Santa Luzia que, no ano passado, com doze anos, foi uma das premiadas do Prêmio Espantaxim de Literatura e teve seu texto publicado em uma antologia. Essa menina esperta é também uma das cinco finalistas ao Prêmio Bom Exemplo 2011, na categoria Cidadania. Isso porque em 2010 ela criou, em um quartinho de entulhos no fundo da casa, a “Biblioteca Pequeno Aprendiz”, aberta com seus próprios livros para emprestar a amigos. De doação em doação o espaço conta hoje com cerca de 1.300 livros para crianças e adolescentes. Lorrane conta histórias para crianças que visitam a biblioteca e montou kits de leitura para as escolas públicas de sua cidade.

Férias na Antártica (editora Grão) é um diário de viagem escrito por Marina Klink, com dez anos no lançamento, com as gêmeas Laura e Tamara Klink, de treze, na mesma ocasião. O livro é um registro das cinco viagens que as três já fizeram com o pai, Amyr Klink, para o continente gelado. O texto, escrito em linguagem juvenil, traz as impressões das meninas sobre o mundo animal antártico e comentários sobre as tarefas cotidianas da viagem. Segundo as autoras, vem mais livros por aí. É bom ficarmos de olho.

Esses são só alguns exemplos de autores mirins que já conquistaram seu espaço. Quem sabe você não tem um dentro de casa?

É. Acho que vou começar a procurar uma editora para o monstro espacial da minha filha. Alguém se habilita?


ENTREVISTA FOGUETE com Rosana Rios


Quantos livros publicados até agora?
No total, 126. Desses, apenas 3 são didáticos e 2 são de não-ficção, pesquisa (porém dirigidos ao leitor jovem). Os outros são todos obras de ficção para crianças e jovens.

Três livros seus para quem não a conhece?
Um infantil: "O Encafronhador de Trombilácios", pela Ed. Scipione, atualmente um dos meus campeões de vendas. "Pão Feito em casa", meu mais recente juvenil, pela Ed. BesouroBox. E "Sangue de Lobo", Ed. DCL, escrito em parceria com Helena Gomes; é uma aventura policial/fantástica que tem uma legião de fãs fiéis e foi finalista do Prêmio Jabuti...

Nos EUA, nerd era o estudioso desengonçado de óculos, amante de ficção científica que não praticava esportes. Geek era o viciado em aparelhos eletrônicos, games e gadgets em geral. Dork era o bobo que se vestia esquisito, não se enturmava e tinha dificuldade de falar com o sexo oposto. No Brasil, tínhamos o CDF, o aluno mais aplicado e que tirava as melhores notas da turma. Agora, pelo menos aqui, o termo nerd se aplica a todos eles. Afinal, quem não é nerd no século XXI?
A nerdice está se aos poucos desvinculando desses estigmas antigos, que se aplicavam às categorias que você descreveu; quase todos nós somos mais ou menos nerds, encaixando-nos em diferentes categorias da cultura humana - ainda há muitos não-nerds no mundo, é claro, mas em geral quem é curioso e gosta de ler acaba se nerdificando - o que é ótimo neste século, já que está provado que "Os Nerds Herdarão a Terra"!

Luiz Schwarcz escreveu em seu blog sobre a crescente exigência, em eventos, de uma apresentação performática dos escritores, uma classe repleta de tímidos. Você acredita que, em um futuro próximo, o escritor que não se vender, não venderá seus livros?

Isso já acontece hoje: com a prática da pirataria, estimulada por um governo que estimula o desprezo à noção de Direito Autoral, os músicos precisam sobreviver de shows, e espera-se que os escritores façam o mesmo. Como nos transformarmos em performers é impossível, se não houver um reconhecimento de que o Direito Autoral é sagrado e de que é preciso estimular cada vez mais a leitura - pela fruição do prazer de ler - corremos o risco de ver desaparecer o autor profissional, por falta de meios de subsistência, abrindo caminho apenas para oportunistas. E o que será, então, de nossa Literatura? Para haver um "País de Leitores" precisamos de bons escritores, de livros que suscitem a emoção e a reflexão, que levem ao espaço de silêncio no qual a alma mergulha na Literatura - e não de shows substituindo a leitura.

Site da escritora: http://rosana-rios.blogspot.com.br  


***
Este Espaço LIJ foi publicado em seção própria no jornal digital Sobrecapa Literal nº 19Acesse www.sobrecapaliteral.com.br para fazer o download da publicação inteira em formato tabloide. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Solar Literário 2012

Ontem a Cris e eu voltamos de mais um encontro literário com jovens do Solar Meninos de Luz. O papo foi descontraído. Descobrimos um escritor e um ilustrador na turma (além de diversos futuros engenheiros, atriz, modelo, enfermeira, etc.), conversamos sobre o passado e o futuro, demos dicas para publicação e lemos trechos de "O Tesouro do Lagarto de Fogo". Na hora da leitura, os alunos se revesaram, cada um leu uma página. Foi super bacana! 







Com Luis e Émerson, escritores e ilustradores reunidos.



O Solar Literário é o resultado de uma parceria, firmada em 2011, sob a coordenação de Anna Claudia Ramos, entre a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil e o Solar Meninos de Luz. O evento consiste em uma série de encontros de autores da AEILIJ com crianças e jovens do Solar. Em 2012, a AEILIJ deu continuação à parceria, dessa vez sob a coordenação de Anielizabeth e Sandra Ronca. Os encontros passaram a ocorrer na segunda quarta-feira (às 10hs, para as crianças menores) e última terça feira (às 15:30, para as crianças maiores) de cada mês.

O Solar Meninos de Luz (http://www.meninosdeluz.org.br/) é uma organização civil, filantrópica, em funcionamento desde agosto de 1991. Promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A AEILIJ (http://www.aeilij.org.br/) é a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Tem regionais espalhadas por diversos estados do Brasil e funciona através de ações voluntárias de seus participantes.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Julgamento do Chocolate no Notre Dame

São imagens como essas que me fazem ter a certeza de que fiz a coisa certa quando, nessa altura da vida, e apesar do pouco retorno financeiro, resolvi encarar o mercado literário, sem ajuda, e investi meu tempo em escrever para crianças. Isso não tem preço.

Recebi um e-mail com o link para uma postagem do Colégio Notre Dame do Recreio, no Rio de Janeiro. Segue o texto na íntegra. 

"Na segunda quinzena de agosto aconteceu o lançamento do Projeto: ”O Julgamento do Chocolate” para os estudantes do 3º Ano do Ensino Fundamental I .
No dar início ao projeto foi simulado, em sala de aula, um tribunal de justiça, com todos os elementos envolvidos: Legumes, frutas, salgadinhos….. e o réu Chocolate.
Depois do debate sobre quem é o vilão da alimentação, lemos o livro e chegamos a seguinte conclusão: O grande culpado dessa história é: o excesso!"

Fonte: http://recreio.notredame.org.br/segmento/ensino-fundamental-i/julgamento-do-chocolate-no-3o-ano/

Um beijo para essa garotada esperta e para os professores que participaram do projeto!









quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Histórias a quatro patas

Editora: FTD
Categoria: Infantojuvenil
A partir do 3º ano
ISBN: 978-85-322-8276-7
1ª edição: 2012
Formato: 20 x 27 | 32 páginas
Ilustrações: Jótah


Cinco histórias cheias de humor que sempre terminam em confusão!

A professora Coruja propôs aos seus alunos que fizessem uma redação interessante no estilo tandem, que consiste em um aluno escrever um trecho de uma história e passar para seu parceiro continuar a redação. Ocorre que as duplas são formadas por rato e barata, gato e cachorro, tartaruga e lebre...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"O Lanterna" no G1

"Livros em braile fazem sucesso entre crianças cegas na Bienal do Livro de São Paulo".

Esse é o título da matéria que foi ao ar no Bom Dia São Paulo/G1 nessa semana e que foi filmada no último dia 10, durante o lançamento da Coleção Diferenças pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. O Lanterna está lá. Feliz aqui por levar a leitura à todos. 

http://g1.globo.com/bienal-do-livro/sp/2012/videos/t/todos-os-videos/v/livros-em-braile-fazem-sucesso-entre-criancas-cegas-na-bienal-do-livro-de-sao-paulo/2089986/

Imagens capturadas:



sábado, 11 de agosto de 2012

Fotos do lançamento da Coleção Diferenças

Quem foi ontem ao lançamento da Coleção Diferenças, 5 livros com o conceito "Ensinando a respeitar a diversidade", entre eles um meu, O Lanterna, pôde participar de uma festa muito bonita no estande da Fundação Dorina Nowill para Cegos na Bienal Internacional de São Paulo.

Eu não pude ir, mas já soube que meu livro foi lido pela querida amiga, e escritora de mão cheia, Simone Pedersen, e que foi o maior sucesso. As crianças curtiram as histórias, ganharam máscaras e puderam participar de atividade sensorial que estimula a conhecer o sistema de escrita e leitura utilizado pelas pessoas cegas: o Sistema Braille. Com as mãos em uma caixa tátil, os participantes tocaram peças com relevo e tentaram descobrir qual letra corresponde no alfabeto. No estande havia também fones de ouvido, através dos quais podem ser ouvidos audiobooks de títulos da fundação. 

Tem mais. Segundo o site www.dorinanowill.org.br, os professores que visitarem o estande da Fundação Dorina com seus alunos, até o final da bienal, ganharão um livro impresso em tinta e em braille com orientações pedagógicas para auxiliar na sala de aula.

Estavam lá, entre outros, além da Simone, os escritores Manuel Filho e Eliane Martins, que também contaram histórias da coleção.

Estande da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
(foto do acervo da Fundação)

O menino de vermelho lê O Lanterna.
(foto de Manuel Filho)

Na parede, o banner da coleção.
(foto de Manuel Filho)

Simone Pedersen conta a história enquanto o ilustrador Danilo Marques faz sua performance.
(foto do acervo da Fundação)

A Coleção Diferenças na prateleira do estande.
(foto de Manuel Filho)

A foto dessa menina com O Lanterna me emocionou.
(foto do acervo da Fundação)

Outro menino com O Lanterna.
(foto do acervo da Fundação)

Quem disse que não tem foto minha na Bienal? Olha eu ali, no livro que o menino está segurando. :-D
(foto do acervo da Bienal do Livro de São Paulo)


(foto do acervo da Fundação)


(foto do acervo da Fundação)


(foto do acervo da Fundação)


(foto do acervo da Fundação)


(foto do acervo da Fundação)


Na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 9 a 19 de agosto, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, lança a Coleção Diferenças, com o conceito “Ensinando a respeitar a diversidade”. São 5 livros infantis impressos em fonte ampliada e braille. O objetivo é estimular a educação inclusiva e abordar cada uma das deficiências: visual, física, auditiva, intelectual e múltipla.

Os autores e ilustradores da coleção, sob a orientação dos profissionais especializados da Fundação Dorina e coordenação do presidente da AEILIJ, Hermes Bernardi Jr., criaram histórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos em fonte ampliada, textos em braille e imagens divertidas em relevo, a fim de possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam o livro em companhia da família e dos colegas de classe, proporcionando uma leitura interessante e prazerosa, com recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com deficiência visual.

Nos estados do Amapá, Ceará, Maranhã, Pará e Pernambuco, com o patrocínio da Transmissoras Brasileiras de Energia –TBE, a Fundação Dorina distribuirá 3 mil exemplares da Coleção Diferenças para cerca de 600 bibliotecas, escolas, prefeituras, secretarias e ONGs.

Segundo o IBGE, existem no Brasil 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual.

Abraço de Urso, Compreendendo a deficiência visual
De: Cláudia Cotes
Ilustrador: Osnei Roko 
Em uma floresta bem longe daqui, a mamãe ursa esperava seu primeiro filhote e quando ele nasceu, teve uma surpresa: os olhinhos do ursinho eram brancos, porque ele nasceu cego. Quando cresceu, surgiu um problema: como o ursinho poderia fazer para ir para a escola?

Agora é comigo, Compreendendo a deficiência física
De: Manuel Filho
Ilustrador: Fábio Sgroi
Toninho é um garoto esperto, que vive com seus pais, e anda em uma cadeira de rodas. Durante uma aula na escola, surge a questão: o que você vai ser quando crescer?

O lanterna, Compreendendo a deficiência intelectual
De: Alexandre de Castro Gomes 
Ilustrador: J.P. Veiga
Pedrinho tem 13 anos, gosta de assistir esportes na TV e de colecionar carrinhos, como todos os meninos de sua idade. Ele vive de uma maneira comum, só precisa de mais tempo para aprender as lições e os hábitos de casa. Certo dia, um menino o chama de lanterna. Sabe por quê?

Aninha, me conta uma história, Compreendendo a deficiência auditiva 
De: Hermes Bernardi Jr. 
Ilustradora: Monika Papescu
Aninha não ouve. Ela nasceu assim, sem ouvir. E por conta disso, ela não sabe falar com a boca. Como é que alguém que não ouve consegue repetir os sons para aprender a dizê-los?

Volta às aulas, Compreendendo a deficiência múltipla
De: Tonton
Ilustrador: Danilo Marques
Na volta às aulas, Zezinho passa a ser um novo integrante na turma. Todos olhares curiosos se voltam pra ele, afinal, era a primeira vez que tinham entre eles alguém em uma cadeira de rodas tão diferente. A turminha ficou curiosa para entender por que o novo colega de classe não falou sobre suas férias? 

Serviço:
Coleção Diferenças
5 livros infantis impressos em tinta e em braille com ilustrações coloridas em relevo
R$20,00 cada 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Convite para o lançamento da Coleção Diferenças

Lançamento na Bienal de São Paulo, dia 10/08 às 14hs.

O Lanterna

Editora: Fundação Dorina Nowill para Cegos
Categoria: Infantil
ISBN: 978-85-61257-29-3
1ª edição: 2012
Formato: 21 x 21 | 44 páginas
Ilustrações: JP Veiga


• Livro publicado através da parceria entre a AEILIJ e a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Edição em braille e com fonte ampliada.

Sobre deficiência intelectual. Pedrinho tem 13 anos, gosta de assistir esportes na TV e de colecionar carrinhos, como todos os meninos de sua idade. Ele vive de uma maneira comum, só precisa de mais tempo para aprender as lições e os hábitos de casa. Certo dia, um menino o chama de lanterna. Sabe por quê? O lanterna é o que chega sempre por último. Mas Pedrinho provará o contrário!

Achei essa outra sinopse no site www.esportecultura.com.br e gostei:
A cada dia uma nova vitória, cada um tem seu ritmo e subestimamos muitas vezes as habilidades e a fortaleza que temos em cada um de nós. Um menino vai nos ensinar que ser o lanterninha não significa somente ser o último, mas aquele que brilha.

Sobrecapa Literal nº18


Está no ar o Sobrecapa Literal nº18, de agosto de 2012!
(http://www.sobrecapaliteral.com.br/doc/SobrecapaLiteralEd18.pdf)

É a segunda vez que participo como responsável pelo Espaço LIJ. Desta vez os convidados são Angela Lago e Bruna Assis Brasil! O artigo do mês é sobre concursos literários de textos inéditos.

Não conhece o Sobrecapa Literal? Fala sério! Então faça o seguinte: Entre em http://www.sobrecapaliteral.com.br e clique no link Edições. Ali dá para fazer o download de todas! Ah! E aproveite para assinar o jornal também e receba as próximas edições por e-mail. A assinatura é gratuita!

Histórico:
O primeiro Sobrecapa Literal foi ao ar em fevereiro de 2011. Até o presente momento são 18 edições, frutos de muita dedicação da editora e escritora Ana Cristina Melo, criadora dos blogs Canastra de Contos, Ficção de Gaveta e Sobrecapa. Deste terceiro, nasceu o jornal digital Sobrecapa Literal, que busca valorizar a literatura nacional e seus autores.

Entre os atuais colunistas do SL, estão: 

Alexandre de Castro Gomes (eu aqui) no "Espaço LIJ";
Dag Bandeira traz dicas em "Nas entrelinhas da escrita";
Sérgio Bernardo e Rodrigo Domit dividem a coluna "Sem poesia não dá";
JP Veiga fala sobre literatura digital em "Coluna do Meio";
Begê e Fábio Sgroi espoem sua arte nas "Tirinhas do Sobrecapa";
Além, é claro, da Ana Cristina Melo com as colunas "De olho no mercado", "Literalmente" e "Mural".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Condomínio dos Monstros em Mecdaisy

Essa semana fiquei sabendo que foram vendidas 6.652 cópias do Condomínio dos Monstros em DVD com formato Mecdaisy. A venda faz parte da compra do livro pelo PNBE 2012. Ou seja, além dos livros impressos, o MEC comprou também diversos títulos nesse outro formato. Esse é o primeiro da minha biblioteca de audiobooks!

Muito demais, não é? Saber que nossas histórias alcançam cada vez mais leitores não tem preço.

Em junho de 2009, o MEC, em parceria com a UFRJ, lançou o Mecdaisy, um software que transforma o texto digital em áudio. Tal tecnologia beneficia os milhares de deficientes visuais do país. Antes, eles precisavam de ajuda para ler as notas de rodapé, interpretar as ilustrações ou mesmo saber em qual página estavam. Isso quando encontravam o livro em braille. Com o Mecdaisy, passam a ter autonomia na consulta do índice, pesquisas, ficha técnica, etc.

Agora, grande parte dos textos digitais pode ser "lida" por todos. Ah! E o programa tem ainda a opção de impressão em braille.

A ferramenta é baseada no padrão internacional Daisy - Digital Accessible Information System, só que adaptada às necessidades brasileiras, com narração e instruções de uso em português.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Espaço LIJ - Agosto de 2012

Filhos de férias e coluna por fazer. Não dá nem para andar de bicicleta porque chove adoidado. Leitura? Funciona de vez em quando. Eles gostam (agora estão no meio de um livro da Glaucia Lewicki), mas criança não lê durante quinze dias seguidos. Já não sei mais que filme pegar na locadora. Outro dia cheguei a apelar para o Monty Python. Adoraram o cavaleiro negro de Em busca do cálice sagrado. Foi só um arranhão! é a frase da vez.

Bem ou mal os livros e os filmes me deram o tempo que eu precisava para terminar aqui. Agora preciso arrumar um jogo novo de videogame, enquanto eles ilustram uma história pra mim. Tem lápis de cor  espalhados pela casa inteira.

O artigo? Concursos literários de textos inéditos. Os convidados? Palmas para Angela Lago e Bruna Assis Brasil!


ILUSTRA com Bruna Assis Brasil

Tive a felicidade de dividir um livro com a Bruna. Todos para quem mostro suas ilustrações ficam impressionados com o talento dessa moça de Curitiba. Não é pra menos.

A ilustração é do livro Branca de Neve e as sete versões
(de José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta e Bruna Assis Brasil, Editora Alfaguara).


Bruna Assis Brasil é apaixonada por fotografia. Foi dessa paixão que surgiu seu interesse pela ilustração, sempre marcada pela técnica de colagem. Revistas antigas e enciclopédias da década de 1970 são verdadeiros tesouros para a ilustradora.

Na obra "Branca de Neve e as Sete Versões", as ilustrações foram criadas com base nesses recortes, misturando texturas diversas. Bruna começa criando os personagens com caneta nanquim e recortes de papel. Depois, digitaliza os personagens e cria a composição digitalmente, também com aplicação de texturas. A ilustração se forma com a experimentação dos recortes, que a ilustradora muda e adapta no decorrer do processo até a etapa final. São usadas texturas de tecido, papel estampado, recortes antigos e texturas manuais, como lápis e giz. A finalização é digital. Ah! A Bruna também fez o projeto gráfico desse livro.

Site da ilustadora: www.girafalistrada.com.br  



CONCURSOS LITERÁRIOS DE

TEXTOS INÉDITOS


Escrevi meus primeiros textos no século passado. Engraçado. Quando eu era criança, o século passado estava tão longe. Agora parece que foi ontem.

Depois que fechei meu primeiro livro com uma editora, resolvi participar de concursos literários. Eu tinha vontade de mergulhar fundo na literatura infantojuvenil, sempre li muito, e achei que os concursos poderiam ajudar a desenvolver a minha escrita. Ganhar é ótimo, mas perder é parte importante do processo. Por que perdi? Como é o texto que ganhou? No que o dele é melhor que o meu? Amadureci com os concursos. Foi ali que eu vi que aquilo que eu achava perfeito, tinha muitos defeitos que poderiam ser corrigidos.

Claro que a perda do prêmio não significa que o texto é ruim. As vezes o jurado acordou com o pé esquerdo. Pode não ser o estilo literário preferido dele. A editora que organizou o concurso pode ter em mente outros temas. Sei lá. Tudo é muito subjetivo. Mas se esmiuçarmos bem, descobriremos pistas do que pode estar errado. Ou não. No máximo, perde-se tempo. 

Cheguei a participar de alguns concursos. Venci e perdi. Mas aprendi bastante. Pratiquei minha escrita, fiz amizades e ganhei experiência para esse novo mundo que me abria as portas.

Aviso: Antes de se inscrever em um concurso, é bom estar atento aos detalhes. Você deverá pagar para participar? Deverá pagar para entrar na antologia? Por quanto tempo o organizador terá os direitos patrimoniais da obra? Haverá pagamento de direitos autorais? O edital é  confuso? Qual a reputação do organizador? Existe tema pré-definido? O texto pode ter sido publicado na internet? A história poderá ser publicado em editora depois? O envio é pelos correios ou por e-mail? Lembre-se que você ficará com o texto preso no concurso e que provavelmente não poderá enviá-lo para editoras até que saia o resultado. Pesquise tudo o que puder para não se arrepender mais tarde. Já vi gente que pagou para estar na antologia de um concurso e o livro nunca saiu. E há histórias mais cabeludas.

Bem, dado o recado, gostaria de relacionar alguns concursos nacionais, de textos inéditos de literatura infantil e juvenil. Boa sorte!

Prêmio Barco a Vapor, promovido pelas Edições SM (oitava edição em 2012), que dá de prêmio, além da publicação, um adiantamento nos direitos autorais de 30 mil reais;

Concurso Nacional João-de-Barro, promovido desde 1974 pela prefeitura de Belo Horizonte. Na última edição, devia-se apresentar uma boneca de livro com as ilustrações. O prêmio foi de 20 mil mais a participação na Feira de Bolonha;

Concurso Nacional Cepe de Literatura Infantil e Juvenil (terceira edição em 2012), promovido pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). O prêmio é de 8 mil para o vencedor de cada categoria (infantil e juvenil), 5 mil para os segundos colocados e 3 mil para os terceiros;

Prêmio SESC de contos infantis Monteiro Lobato, promovido pelo SESC/DF desde 2003. Prêmio de 2 mil para o primeiro colocado, 1,5 mil para o segundo e 1 mil para o terceiro, além de participação em uma antologia;

Concurso Nacional de Literatura Infanto-Juvenil de Ponta Grossa – Desde 2011 deixou de ser regional. Dá ao vencedor de cada categoria (leitor iniciante, em processo e fluente) o prêmio de R$1.200,00 mais a publicação da história, ilustrada, em uma edição de 1000 exemplares. Destes, 100 são cedidos ao autor, a título de direitos autorais.

Concurso Internacional de Literatura da UBE RJ - Alterna, a cada ano, entre livros inéditos e livros publicados. Em 2012 serão livros publicados em 2011. Além do título, não há prêmio em dinheiro ou publicação.

Concurso Literário Nacional e Regional da Academia Caxiense de Letras - gênero infanto-juvenil - Em sua 16ª edição em 2012, o concurso de Caxias do Sul (RS) premia com troféu os três primeiros colocados de cada gênero. Não há prêmio em dinheiro ou publicação.

Concurso Literário Coleção Vertentes da UFG – Pela editora da Universidade Federal de Goiás. Dá como prêmio a publicação de uma tiragem de 300 exemplares, sendo 30 para o autor a título de Direitos Autorais. Pra vocês verem o grau de exigência, esse ano, os jurados foram Elizabeth Serra, Ninfa Parreiras e Silvia Zapata.

Concurso de Contos Infantis As Crianças do Mercosul (oitava edição em 2012) – Promovido pela editora Comunicarte, da Argentina, é aberto aos residentes dos países do bloco, e dá de prêmio a publicação dos três primeiros colocados, além de 7 mil pesos argentinos para o primeiro lugar e 2 mil pesos para o segundo e o terceiro.



ENTREVISTA FOGUETE com Angela Lago


Quantos livros até agora?
Muitos. Poderiam ser bem menos e eu ficaria menos arrependida.

Três livros seus para quem não lhe conhece?
Uni Duni Tê (Editora Moderna);
O monge e o passarinho (Texto de Manoel Bernardes e ilustrações de Angela Lago - Editora Scipione); e
Muito capeta (Cia. das Letrinhas).

Em 30 anos haverá livrarias e livros em papel como hoje?
Não sei mais. O papel está ficando caro, mas o lixo eletrônico também. Em 30 anos como será o mundo?

O e-book interativo infantil é um substituto para o livro-brinquedo?
Você já respondeu. A possibilidade pedagógica dos aplicativos é gritante e me interessa também. Faço no momento um e-book para crianças que ainda não sabem ler, lerem sozinhas.


Site da escritora e ilustradora: www.angela-lago.net.br

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Este Espaço LIJ foi publicado em seção própria no jornal digital Sobrecapa Literal nº 18Acesse www.sobrecapaliteral.com.br para fazer o download da publicação inteira em formato tabloide.