segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

II Encontro da Bodega Literária no Rio de Janeiro

O primeiro encontro ocorreu em 20/01/10, no Sindicato do Chopp do Leme. Éramos 6 escritores da comunidade orkutiana da Bodega Literária, que enfrentaram uma chuva torrencial (sério, as ruas pareciam rios com correnteza e tudo) para poder trocar experiências e histórias sobre livros, política, religião e tudo o que um chopinho dá direito. Dois anos e um dia depois, nos encontramos novamente, dessa vez em maior número, no Galeto Mania da Cobal do Humaitá. O evento ocorreu no último sábado e posso afirmar que haverá outros em breve. Eu, particularmente, adorei estar ali com aquele bando de feras comedores de prêmios literários. Falamos sobre editoras, SOPA, PIPA, textos infantis, antologias, jogos de botão (está marcado, hein, galera?), concursos (bons e ruins), autores, revisores, dicas, AEILIJ, comidas, filmes, futebol e sei lá o quê. Cheguei em casa às 2 da madruga.

Bem, o evento estava programado para 19hs. A Cris Alhadeff e eu chegamos com uns 5 minutos de atraso e já encontramos a amiga Simone Pedersen (poeta, contista, cronista, colunista, autora de vários livros infantis e adultos, ganhadora de dezenas de prêmios e associada à AEILIJ) que veio de Vinhedo, São Paulo, para o encontro. Logo em seguida chegou Zulmar Lopes (ganhador de inúmeros prêmios, um dos moderadores da CL no Orkut e autor do ótimo livro "O cheiro da carne queimada", lançado recentemente).

A noite passava e iam chegando mais colegas: Kim Hodge, editora da Caki Books; Zé Ronaldo, o gigante vencedor de vários prêmios e autor de "O Prisioneiro" (veio de Mutum-MG com a esposa Sheila e a filha Clara); Tatiana Alves e André Caldas, casal de escritores e professores, com vários prêmios na estante e livros publicados. A Tatiana é doutora em letras e já publicou o infantil "Além do arco-íris", pela Brasiliense; Henrique Bon e a esposa Marcia, ele é psicanalista, escultor em bronze, pai orgulhoso de Carlos Henrique Bon (autor das tirinhas "Um sábado qualquer") e autor de "A noite dos peregrinos" um romance maravilhoso sobre o início da imigração suíça no Brasil. Os dois são de Friburgo; Nathalia Wigg e o músico Alexandre Absalão, ela é escritora super premiada, revisora, moradora de Nikity e autora de "Essência Azul"; Rodrigo Domit e sua parceira de vida Ana Cecília. Ele é autor do ótimo livro de minicontos "Colcha de Retalhos" (gostei de saber que o mundo é amarelo!) e responsável pelo blog http://concursos-literarios.blogspot.com/; JP Veiga, que trouxe a Sabrina e o Gabriel, é escritor e ilustrador de vários livros infantis, defensor do livro eletrônico e associado à AEILIJ.

Foi um evento maravilhoso e, segundo soube, já há planos para outro, dessa vez em São Paulo, durante a Bienal, com os amigos e escritores Henriette Effenberger, Carlos Bruni, André Kondo, Paulo Franco, Cássia Rosso, Simone Pedersen e outros. Aguardem!

Ainda com a Kim e antes da Nathalia chegar

Cris Alhadeff na foto também.

JP Veiga, Simone Pedersen, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Rodrigo Domit e Ana

Zulmar Lopes, Alex e Henrique Bon

JP Veiga, Alexandre de Castro Gomes, Zulmar Lopes, Henrique Bon, Simone Pedersen, Nathalia Wigg, Tatiana Alves, André Caldas, Zé Ronaldo e Rodrigo Domit

Ói nóis aqui outra vez!

Nathalia, Sabrina, Alex, Cris Alhadeff e Gabriel

Um autógrafo caprichado para o Gabriel

Mesa cheia de livros. Eu ganhei onze de presente!

Momento descontraído

com Nathalia Wigg

com Simone Pedersen

Íma de geladeira e porta-copos distribuído no evento

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bartolomeu

Fui apresentado ao Bartolomeu Campos de Queirós durante a Bienal do Rio, em 2009. Eu estava andando com meu editor da RHJ, Rafael, por uma daquelas passagens externas quando encontramos o Bartô encostado em uma viga, segurando uma pastinha de executivo e fumando um cigarro. O escritor olhava para o chão, concentrado em alguma coisa. Quando nos aproximamos ele sorriu e disse para o Rafael que não tinha muito tempo pois precisava ir a uma homenagem que a AEILIJ preparara para ele. Bastaram poucos minutos para que aquele homem pequeno, de voz firme e pausada, me encantasse com tamanha grandeza de pensamentos. Conversamos sobre os livros-brinquedo e o Movimento por um Brasil Literário. Ele deu um tapinha em meu ombro e disse que era um prazer me conhecer e para eu continuar escrevendo (na época eu estava lançando meu segundo livro pela RHJ e não conhecia muita gente do meio). Contou-me que as crianças precisam de mais histórias. O meu editor ainda conversou rapidamente sobre um livro que fizeram, ou estavam fazendo juntos, e em seguida apareceu a Anna Claudia Ramos para levá-lo ao evento, para o qual ele estava atrasado. Foi a única vez que conversei com o Bartolomeu. A primeira impressão foi a melhor possível.

Em novembro passado, postei aqui um video com a Anna Claudia e o Bartolomeu em uma entrevista no Conexão Futura. Marquei uma de suas frases: "Não existe uma verdadeira educação sem a literatura. Sem a literatura a escola não é educativa, é adestramento."

Um grande homem, sem dúvida. Lúcido, talentoso e preocupado com o futuro dos jovens.

O Bartô partiu na madrugada de hoje. Além de suas belíssimas histórias, nos deixou um legado, uma herança cultural, um movimento pela literatura nas casas e escolas. Afinal é como ele disse: As crianças precisam de mais histórias.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Livros em braille da Fundação Dorina Nowill

No dia 26 de agosto de 2010, Anna Claudia Ramos e Roberto Gallo, representando respectivamente a AEILIJ e a Fundação Dorina Nowill para cegos, assinaram um termo de parceria entre as instituições para darem início à Coleção AEILIJ Solidária.

Foram entregues 10 títulos inéditos, já ilustrados, para a equipe de produção da Fundação produzir e editar os livros de forma adequada. De acordo com o o site da autora Sandra Ronca, "Os livros serão distribuídos gratuitamente para 5.000 bibliotecas públicas do Brasil. Segundo dados do IBGE, das 6.585.000 pessoas com deficiência visual, 6.057.000 são pessoas com baixa visão (a estas se destinam as ilustrações e o texto em tinta e contraste) e 528.000 com cegueira total."

Agora, em janeiro, chega a primeira fornada da coleção. Estão prontos "Meu pai é o máximo", de Anna Claudia Ramos e Danilo Marques, "A horta da Ethel", de Celso Sisto e Sandra Ronca, e "A galinha que botava batatas", de Simone Pedersen e Paulo Branco. Em breve "Amigo Bicho", de Flávia Côrtes e Cris Alhadeff, também será entregue. Segue o layout de capa desse último para vocês darem uma olhada.

Os títulos e autores são:
Umbigo: texto de João Protetti, ilustrado por Nireuda Longobardi.
Pedro e Joaquim: texto de Denise Crispum, ilustrado por Thais Linhares.
Meu pai é o máximo: texto de Anna Claudia Ramos, ilustrado por Danilo Marques.
A girafa do pescoço curto: texto de Regina Drummond ilustrado por Felipe Vellozo.
Capitão Mariano, o rei do oceano: texto de Maurício Veneza ilustrado por Roney Bunn.
A galinha que botava batatas: texto de Simone Pedersen ilustrado por Paulo Branco.
A horta da Ethel: texto de Celso Sisto ilustrado por Sandra Ronca.
A dança das cores: texto de Luis Pimentel ilustrado por Márcia Cardeal.
Amigo bicho: texto de Flávia Côrtes ilustrado por Cris Alhadeff.
Quero ser rico: texto de Álvaro Modernell, ilustrado por Cibele Santos.

Prêmio Barco a Vapor

O prazo para as inscrições está quase encerrado!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Filme da peça "O Julgamento do Chocolate"

Ganhei o melhor presente de Natal. Recebi há pouco esse vídeo da professora Patricia Luciane da Silva, de Joinville - SC, com a encenação da peça, baseada no meu primeiro livro, que as crianças montaram na Escola Municipal Gov. Heriberto Hulse, em novembro de 2009. Eu já tinha visto as fotos, lindas também, mas o filme dá uma sensação gostosa no peito, sabe? Obrigado, diretora Pati, obrigado, atores formidáveis, e obrigado, Cristina, mãe da repórter Vitória, que fez o filme! Eu não conseguiria contar essa história tão bem.


Lançamento "O que é que não é?"

Vim aqui rapidamente postar uma foto minha com o Cesar Cardoso e a Cris Alhadeff durante o lançamento do livro "O que é que não é?" pela Biruta. Foi um evento bacana no Museu da República, no último dia 14 de dezembro. O livro, com texto e ilustrações da melhor qualidade, foi escolhido pelo PNBE.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Workshop com Marina Colasanti

JP Veiga, Alex, Marina Colasanti e Marilia Pirillo

Foi ontem na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis. O que falar sobre a Marina? Ela é linda, engraçada, inteligente e tem uma história de vida muito interessante. Tão interessante que escreveu "Minha guerra alheia" (editora Record), um livro de memórias sobre a infância na África. Segue a sinopse:

Quando, em 1936, as tropas italianas tomaram Addis Abeda, capital da Etiópia, a saga da família Colasanti começava. Ex-ator, com gosto pela guerra, Manfredo Colasanti mudou-se com a família para a cidade de Asmara, onde nasceria Marina. A menina observadora, que mais tarde se tornaria uma das maiores escritoras da literatura brasileira, guardou na memória as imagens, os cheiros, os sabores e as cores da África - não só de Asmara, mas também de Trípoli, onde viveria depois, antes de regressar à Itália em meio à carnificina da Segunda Guerra.

O encontro começou às 19:20, com a Marina colocando a bolsa no chão e dizendo que ao contrário do que pensam, o dinheiro enraíza e faz árvore. Seu bom humor se manteve durante o evento. Disse que seus pais se chamavam, "pois não se chamam mais", Manfredo e Liseta, e que seu pai era louco por uma guerra.

"Quando uma guerra eclode, o metrônomo da vida pára e é substituído por outro. O futuro é interrompido e só volta após a guerra. E a guerra nunca é tão rápida quanto se espera que seja."

O workshop consistiu em uma leitura de um trecho do livro e outra de uma poesia com assunto equivalente, escrita pela autora há anos. A intenção era mostrar a diferença das narrativas. Enquanto a prosa é um relato sem uma avaliação ou crítica pessoal, o poema transparece a crítica da autora e é lido com entonação e gravidade para marcar a ruptura dos versos. Segundo Marina, isso ocorre porque a falta de espaço na poesia acaba tornando o texto mais denso. O espaço no poema é vital. As vezes é necessário economizar-se o uso das palavras para não quebrar o ritmo.

"Eu nunca trabalhei com sujeito-verbo-predicado. As lágrimas escorrem... O sol nasce... Para mim, texto despido é um tédio."

Adorei o encontro. Falamos sobre poesia, prosa, minicontos, guerra, Asmara e muito mais. Quem foi, certamente aproveitou a oportunidade de aprender com essa autora de enorme talento, história e carisma. Eu aprendi.

Viva, Marina Colasanti!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Marina Colasanti na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo

Mencionei, na minha última postagem, a Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, que é onde a Confraria Reinações Cariocas se reúne todo mês. Hoje recebi um e-mail que me convidou a comparecer no mesmo local, para um workshop literário gratuito com ninguém menos do que a ilustre Marina Colasanti. Já me inscrevi. São 40 vagas. Quem quiser que corra para se garantir! Envie logo sua inscrição pelo site www.bibliotecapopular.com.br.

Aproveitei para conhecer melhor o projeto da Estação Pensamento & Arte, que é quem cuida da programação cultural da biblioteca. Segundo o site deles, "O projeto Estação Pensamento & Arte compreende o conceito de cultura como algo que ultrapassa os limites do puramente literário. Nesse sentido, o espaço da Biblioteca Popular Municipal de Botafogo deverá funcionar com uma programação que contemple os diversos setores das letras e artes e faixas etárias variadas. Constarão, além da Biblioteca aberta permanentemente para consultas, atividades que incluem:
- cursos de natureza diversa, profissionalizantes ou não
- seminários, palestras e workshops
- oficinas de artes plásticas, fotografia, literatura e música
- rodas de leitura
- exposições de pintura, fotografia, desenho e instalações
- shows musicais / performances
- exibição comentada de filmes
- lançamentos de livros
- atividades de recreação para crianças e jovens (contação de histórias, trocas de livros, performances de ilustração, teatro de sombras e de marionetes, encenações etc.)
- atividades de recreação para a família."

Em outubro a Cris esteve lá em um curso gratuito de quatro aulas do Rui de Oliveira. Adorou. No mês passado foi a vez de Ivan Zigg, Guto Lins e Ana Maria Machado, entre outros, realizarem performances e leituras. Em dezembro, além do workshop com a Marina Colasanti, tem ainda a amiga e autora Claudia Nina, que abrirá o ciclo de leituras baseado na obra de Clarice Lispector.

Vale ficar atento às novidades do site. A biblioteca fica na Rua Farani 53, em Botafogo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Confraria Reinações Carioca

Existe, aqui no Rio de Janeiro, um evento mensal muito legal, de leitura e discussão de textos infantis e juvenis, nos moldes dos já conhecidos book clubs americanos e europeus. Chama-se Confraria Reinações Cariocas e é aberto a todos escritores e leitores que queiram participar. Até hoje foram 16 encontros, sendo que o próximo já está marcado para o dia 20 de dezembro, às 19hs, na Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis, localizada na Rua Farani 53.

O 17º Encontro da Confraria Reinações terá como tema a poesia de José Paulo Paes. Tem um livro dele, "Uma letra puxa a outra", que meus filhos adoravam.

A responsável pela organização do evento é a querida amiga e autora Marilia Pirillo. Pedi que ela me enviasse um texto sobre a Confraria, que segue abaixo. No final estão todos os convites e temas dos encontros anteriores.
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"A primeira confraria não teve convite. Quem deu o pontapé inicial foi a Anna Claudia Ramos, aproveitando o Salão do Livro e a presença do Caio Ritter - que é o idealizador e coordenador da Confraria lá em Porto Alegre (e eles já tem 3 anos de atividade) - e de alguns outros confrades gaúchos que estavam aqui na ocasião. Depois deste primeiro encontro no Salão, passamos a nos encontrar na Biblioteca Popular de Botafogo e eu assumi a organização.

Tudo começou numa noite fria em Porto Alegre, era maio do ano de 2007, dezesseis pessoas reunidas em uma livraria para comentar e discutir a leitura de textos infantis e juvenis...

Poderia ter sido um só e único encontro, mas foi apenas o começo de uma história de sucesso que já completou três anos e segue agora espalhando sementes pelo Brasil.

A Confraria Reinações reúne, mensalmente, escritores e leitores de literatura infantil e juvenil, interessados em debater a produção literária voltada às crianças e aos adolescentes, seu espaço e importância na formação de público leitor e seu caráter de Arte. Para tanto, a cada mês, é escolhido um livro infanto-juvenil ou a obra literária de um escritor para ser comentado no encontro. Para saber muito mais sobre a história da Confraria Reinações visite o blog: http://confrariareinacoes.blogspot.com/

Reinando no Rio de Janeiro

No dia 11/06/2010, durante o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, foi inaugurada a Confraria Reinações CARIOCA. O encontro contou com a presença de alguns dos "confrades fundadores" gaúchos e com um número expressivo de pessoas. Fizemos um bate papo sobre o clássico "Peter Pan" e definimos diretrizes para a Confraria Reinações Carioca.

Tivemos o nosso primeiro encontro oficial no dia 20/07, às 19h, na Biblioteca Popular Municipal Machado de Assis, em Botafogo. Para abrir as discussões o tema escolhido foi a obra infantil do escritor moçambicano Mia Couto com seus três livros: "O gato e o escuro", "O beijo da palavrinha" e "Mar-me-quer" (este último não possui edição no Brasil, mas alguns confrades o têm, assim pensamos em incluí-lo).

Convidamos assim, os futuros confrades, à leitura dos textos e a participação. A Confraria está aberta a todos interessados!"















quarta-feira, 30 de novembro de 2011

João-de-Barro tem 267 inscritos!

Segundo o portal de cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, 267 projetos foram inscritos para concorrer ao tradicional prêmio João-de-Barro. Um número surpreendente para um concurso que teve suas regras mudadas recentemente (um pouco menos que os inscritos no II Concurso CEPE de Literatura Infantil e Juvenil que esse ano teve 333 participantes). Antes era preciso enviar um texto infantil impresso em Word ou similar. Dessa vez foi necessário criar o projeto gráfico também: uma boneca de livro, já diagramado com capa e tudo, em parceria com um ilustrador, ou sozinho, se o próprio candidato for escritor e ilustrador.

Os candidatos tiveram exatos 2 meses para desenvolver o projeto, um tempo muito curto na minha opinião, o que certamente diminuiu bastante o número de inscritos. Entraram os que já tinham um projeto pronto, ou quase pronto, e os que possuíam um tempo livre para se dedicar totalmente ao livro.

Eu tinha uma história finalizada, com estudos de ilustração já feitos pela Cris Alhadeff, e juntos entramos no Concurso. Sei de amigos da Comunidade de Concursos Literários e da AEILIJ que também entraram. A competição é acirrada e a qualidade dos trabalhos deve ser excelente.

O resultado final do João-de-Barro 2011 será divulgado no DOM e no site da FMC (www.pbh.gov.br/cultura), até o dia 27 de janeiro de 2012.

"O autor da obra vencedora receberá R$ 20 mil, além de uma viagem à Itália, para participar da 49ª Bologna Children´s Book Fair, o maior evento internacional dedicado à literatura infantil e juvenil, que será realizado de 19 a 22 de março de 2012. Após a divulgação da obra vencedora, uma cerimônia de entrega da premiação será promovida, em data oportuna, pela Fundação Municipal de Cultura."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fotos na Escola Municipal Capistrano de Abreu em 28/11/11

A Cris e eu fomos convidados para um bate-papo com os alunos da Escola Municipal Capistrano de Abreu, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Fomos recebidos pela simpática diretora adjunta Juliana e conversamos com as turmas do primeiro ao quinto ano. Foi um papo animado, que contou com a participação de vários alunos. As turmas conheciam o Condomínio dos Monstros, fizeram um monte de perguntas e pediram para Cris desenhar o Frank para a biblioteca deles. No final ganhamos cartões e chocolates. Muito legal! Seguem as fotos:










No meio da galera!


Bernardo e Davi nos deram os presentes das turmas.

Meu cartão, ilustrado pela Daniela.

O cartão da Cris foi ilustrado pela Rayane.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Leitura em Debate

Vocês conhecem o Leitura em Debate, evento promovido desde 2008 pela Biblioteca Nacional?

A próxima edição desse programa gratuito super bacana acontecerá no próximo dia 24 de novembro, às 18h, na Biblioteca Nacional, no centro do Rio. A Anna Claudia Ramos fará a mediação de um bate-papo entre Benita Prieto e Fábio Sombra, com o tema "Histórias contadas: a importância da tradição oral"


Segundo o próprio site da BN, o Leitura em Debate "consiste num ciclo de palestras mensais que discutem a literatura infantil e juvenil em seus diversos aspectos. Os encontros reúnem especialistas da área e mostram os diversos olhares que compõem a busca por uma literatura de qualidade."

Bem, fora uma pequena falha na descrição, até porque o evento não é mensal, embora a ideia inicial pudesse ser essa, é isso aí mesmo. Um bate-papo entre feras da LIJ, mediado por outra fera, a amiga e uma das curadoras do projeto, Anna Claudia Ramos. Um evento imperdível para quem gosta do assunto e uma ótima oportunidade de conhecer e conversar com pessoas antenadas com a literatura infanto-juvenil contemporânea brasileira.

Segue, na ordem do último para o primeiro, a relação de todos os encontros que já aconteceram. Veja o que você já perdeu (ou não, sabe-se lá?) e aproveite para não perder mais nenhum!

2011
Histórias contadas: a importância da tradição oral
Benita Prieto (Simpósio Internacional de Contadores de Histórias) e Fábio Sombra (escritor e cordelista)
Como fazer da leitura uma gostosa brincadeira
Márcio Vassalo e Maria Magdalena de Oliveira (do Instituto Fernandes Figueira Projeto Biblioteca Viva)
A leitura pode mudar a sua vida! – Projetos de leitura nas comunidades do Rio de Janeiro
Vera Saboya e Rona Haning


2010
A literatura juvenil
Thalita Rebouças e Pedro Bandeira
Música e literatura infantil e juvenil
Paulo Bi e Zé Zuca
Um novo olhar: a literatura infantil e juvenil em braile
Fundação Dorina Nowill (Roberto Gallo) e Confraria do Braile
Novas linguagens, a literatura infantil e juvenil e o teatro
Karen Acioly e Sura Berditchevsky
Novas linguagens, a literatura infantil e juvenil e a televisão
Emanuel Jacobina e Luciana Sandroni
A literatura infantil e juvenil indígena: mitos e lendas
Daniel Munduruku e Heloisa Prieto


2009
A poesia para crianças e jovens (ou A poesia no ambiente escolar)
Maurício Negro, Márcio Vassalo, Sergio Alves
Contos de fada, a tradição e a psicologia infantil
Luiz Raul Machado, Marina Colasanti e Ary Band
Por que é importante ler os clássicos?
Fernando Nuno e Márcia Cabral
Temas polêmicos na Literatura
Nilma Lacerda, Otacília de Freitas e Marisa Borba
O leitor além dos muros escolares
Rona Hanning, Rosa Helena e Bartolomeu Campos de Queirós
Tendências da Literatura Infantil e Juvenil contemporânea
Beth Serra e Soraia Reis
A leitura das imagens no livro para crianças e jovens
Rui de Oliveira, Maurício Veneza e Graça Lima


2008
Livros e família: leituras compartilhadas
Laura Sandroni, Luiz Raul Machado e Ninfa Parreiras
Eventos literários ajudam na formação de novos leitores?
Gabriela Gibrail e Sonia Zancheta
Os autores de LIJ: escritores e ilustradores
Roger Mello, Ieda de Oliveira e Rosana Rios
A LIJ e o Mercado Editorial
Ceciliany Alves, Suzana Sanson e Luiz Antonio Aguiar
Qual o papel do professor na formação de novos leitores?
Nilma Lacerda, Giulliana Diettrich (substituindo Simone Monteiro) e Jane Cristina da Silva
Qual o papel da biblioteca na formação do leitor?
Maria Augusta (Biblioteca Estadual de BH), Ana Lígia Medeiros e Isabella Massa
Os Programas de Incentivo à Leitura no Brasil
Eliane Pszcsol, José Castilho e Célia Delácio Fernandes
Discutindo a qualidade na LIJ
Beth Serra, Silvia Castrillon e Emília Galego

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rascunhos do Condomínio dos Monstros

Poucos devem saber que eu escrevi o Condomínio dos Monstros há 12 anos atrás, em meados de 1999. Só fui enviá-lo para um editor em 2008 e o livro acabou sendo publicado em 2010. Depois disso foi indicado para o programa Minha Biblioteca 2010, da Prefeitura de São Paulo, PNBE 2011, do Governo Federal, e adaptado para o teatro, com estréia prevista para 2012.

A história ficou parada, na gaveta, por quase uma década, até que resolvi tentar publicá-la. Foi assim também com O Julgamento do Chocolate e a Viagem Espacial Interativa.

Apesar do Condomínio ter sido lançado depois do Julgamento, a história nasceu antes. Vieram, na ordem, Juca e a Maluca (inédito e com mudanças urgentes a serem feitas), Peixinho Peixoto (Tá bom, o nome é horrível. Desisti desse.), Viagem Espacial Interativa (meu segundo livro publicado), Travessuras de Travesseiros (também inédito e com mudanças urgentes a serem feitas), Condomínio dos Monstros e, finalmente, O Julgamento do Chocolate. Tenho diversos outros textos, mas esses foram os primeiros infantis, escritos no século passado. Só voltei a escrever para crianças em 2008, ano em que estreei no mundo literário.

Bem, na época, um amigo de um amigo (é sempre assim, não é?) quis abrir uma pequena editora e propôs publicar o Juca, o Peixoto e o Travessuras. A Viagem exigia outro formato de livro que ele não podia bancar, portanto ficou de fora. Não deu certo. Os custos eram maiores do que o previsto e o barco do amigo do amigo naufragou antes mesmo de zarpar. A Cris Alhadeff chegou a fazer alguns rascunhos para os livros, incluindo aí o Condomínio, que eu tinha acabado de escrever e tentaria incluir no negócio. O estilo do desenho é completamente diferente do que ela faz agora. A proposta era outra. Quando o livro foi finalmente lançado pela RHJ, a Cris redesenhou ele inteiro, afinal passaram-se quase 10 anos e novas técnicas foram absorvidas. O traço estava diferente, mais arrojado e "sinistro". Os rascunhos iniciais foram deixados de lado e quase jogados fora. Eu os guardei em uma pasta, pois no fundo sabia que era dali que tudo tinha nascido. E cá entre nós, eu adorava os bonequinhos tremidos da Cris.

Bem, todo esse papo foi para apresentar os primórdios do Condomínio. Seguem 4 imagens em PB do livro que não existiu. Espero que gostem. Eu adoro.


sábado, 12 de novembro de 2011

Meu primeiro e-book!

Mais um livrinho para a biblioteca. Dessa vez é o Como pode um pinguim no Polo Norte?, pela Caki Books, com ilustrações da Cris Alhadeff.

O livro será vendido em formatos impresso e e-book pela Caki em diversas lojas virtuais (depois relacionarei todas aqui).

Ah! E em breve estará também disponível em inglês e a venda na Amazon, para facilitar a vida dos meus amigos estrangeiros! :-)

Meu primeiro livro traduzido e meu primeiro e-book. Esse já tem um lugar especial guardado aqui em casa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Anna Claudia Ramos e Bartolomeu Campos de Queiroz no Conexão Futura

Olha que vídeo legal com a Anna e o Bartolomeu no Conexão Futura de 03/11/11. Concordo totalmente com eles. Para o Brasil ser um país de leitores é necessário que espaços de leitura sejam criados e expandidos, e que, além da escola, a família também faça sua parte e apresente os livros para as crianças.

Como a Anna diz, "Toda mudança requer um desequilíbrio para que se chegue a um novo equilíbrio."
Segundo Bartolomeu, "Não existe uma verdadeira educação sem a literatura. Sem a literatura a escola não é educativa, é adestramento."