domingo, 19 de junho de 2011

07 a 17/06/11 - 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Terminou, nessa última sexta-feira, dia 17 de junho, o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Essa tradicional festa literária, no Rio de Janeiro, aconteceu no Centro de Convenções Sulamérica, no Estácio. Estive lá nos dias 7, 8, 10, 13, 15 e 17, conversando com amigos escritores, ilustradores e editores e com um monte de gente bacana que trabalha com palavras e imagens. Aproveitei para lançar o "Festa do Calendário", meu quarto livro pela editora RHJ, no dia 08, e autografar e pedir autógrafos para a primeira antologia da AEILIJ, "Trem de Histórias" (Caki Books), que organizei, e que conta com a participação de 37 escritores e ilustradores da Associação. 
Adoro esse evento. Não há melhor lugar para autores de literatura infantil e juvenil do que o Salão FNLIJ. Sugiro que todos o visitem no ano que vem. Aliás, ouvi falar que o próximo tem início em 18 de abril, dia Nacional do Livro Infantil e nascimento de Monteiro Lobato. Legal, não é?  

07/06/11 - Com o escritor Adriano Messias, a ilustradora Cris Alhadeff e o escritor Edson Bueno

07/06/11 - Cris ao lado de sua prancha na Expo Formas e Cores, da AEILIJ

07/06/11 - Estande da AEILIJ

07/06/11 - Com os ilustradores Carla Pilla, Cris Alhadeff e Felipe Vellozo

07/06/11 - Com Rogério Andrade Barbosa, Felipe Vellozo, Sandra Pina, Cris e Anielizabeth

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"
Foto de Ana M M Pereira

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"
Foto de Ana M M Pereira

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"
Foto de Ana M M Pereira

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"
Foto de Ana M M Pereira

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Lançamento do livro "Festa do Calendário"

08/06/11 - Com Cris Alhadeff e Camila Cabete, da Caki Books

08/06/11 - Turminha posando para fotos na frente da Expo Formas e Cores, da AEILIJ

08/06/11 - Camila, Alex e Kim, da Caki Books. Os livros chegaram!

08/06/11 - Com Nina, Cris e Guigo no estande da RHJ
Foto de Ana M M Pereira

08/06/11 - Cris, Ana M M Pereira e Alex

08/06/11 - Felipe Vellozo, Ana Cristina Melo, Sandra Ronca, eu e Cris

08/06/11 - com Marilia Pirillo, Cris, Sandra Ronca, Sandra Lopes, Guigo e Nina

10/06/11 - Entrada do Salão

10/06/11 - Cris Alhadeff, Fabiana Salomão e eu

10/06/11 - Com Alessandra Pontes Roscoe e Cris Alhadeff

10/06/11 - Rosa Amanda Strausz, Marilza Conceição, Rogério Andrade Brbosa, Anielizabeth, Alex, Luiz Antonio Aguiar e Felipe Vellozo no estande da AEILIJ

10/06/11 - Alex, Elma e Cris

10/06/11 - Cris, Erika e Gil (Editora do Brasil), Sandra e eu

10/06/11- Ana Paula (Roedores de Livros), Alessandra Roscoe e Cris Alhadeff

10/06/11 - Marilza Conceição, Marilia Pirillo, Cris Alhadeff, Alex Gomes, Zé Zuca e Sandra Pina

10/06/11 - Cris, André Neves e eu

10/06/11 - Cris, Alex e professoras da Escola Especial Francisco de Castro

10/06/11 - Marisa Borba lendo o "Trem de Histórias"

10/06/11 - Zé Zuca, Marilza Conceição, Sandra Pina, Anna Claudia Ramos, Fabiana Salomão, Anielizabeth, Alex, Sandra Ronca e Miriam

10/06/11 - A turma toda antes de partir para a noite de sexta

10/06/11 - com Alessandra, Cris e Marilza no Belmonte do Leblon

13/06/11 - Cris em um ataque de beijos

13/06/11 - JP Veiga, Sadra Pina, Anna Claudia Ramos, Carla Pilla, Lupe, Alex e Cris

13/06/11 - Com Cris e Anna Claudia na frente da entrada do Salão

17/06/11 - Rafael, editor da RHJ, com os escritores Miguel Carvalho, Ronaldo Guimarães e Alexandre de Castro Gomes, que lançaram livros pela editora, durante o 13 Salão.

17/06/11 - Sei que nao sou ilustrador, mas mesmo assim rabisquei um baterista no estande da AEILIJ. A Fabiana Salomão e o Jô Oliveira nao precisavam me humilhar, nao e? 

17/06/11 - Com minha amiga e grande escritora Cristina Villaça
Foto de Ana M M Pereira

17/06/11 - Os autógrafos que consegui no "Trem de Histórias"

domingo, 12 de junho de 2011

Tecer Girassóis

Não sei se todos vão concordar comigo, mas acho que quando fazemos um trabalho com carinho, entusiasmo e competência, sempre acaba atraindo pessoas boas para junto da gente, não é?

Pois comigo aconteceu justamente isso. Crio as minhas histórias com carinho, procuro me cercar de gente competente e me sinto muito feliz em poder oferecer fantasia para os leitores. Bem, com esse trabalho de formiguinha, consegui atrair a atenção da Renata Holanda, criadora do blog Tecer Girassóis (http://tecergirassois.blogspot.com) que mora lá em Recife. Renata é formada em Letras, tem Mestrado em educação, é contadora de histórias, professora de língua portuguesa e trabalha com formação de professores. Há menos de um mês ela me contactou e me perguntou se eu gostaria de ser parceiro do blog Tecer Girassóis. Dei uma olhada no trabalho da moça e gostei muito. Pedi para a editora RHJ enviar alguns livros, darei entrevista e com isso ganhei uma parceira e uma amiga. Aliás uma só, não. Por intermédio da Renata, conheci a Ana M M Pereira no 13º Salão FNLIJ, que foi lá para "cobrir" o evento para o Tecer Girassóis e para o seu próprio blog, Ler ou não Ser. A Ana assistiu à minha conversa com as crianças durante o lançamento do "Festa do Calendário". Depois conversamos um pouco, autografei livros e tiramos fotos. Gente finíssima. Aliás, a Ana me presenteou com as melhores fotos do dia, que depois publicarei aqui, junto com outras.

Convido a todos para conhecer o blog da Renata. O Tecer Girassóis está promovendo uma #PromoFesta, que dá a possibilidade do visitante ganhar livros e outros brindes. Para participar da Promo Festa do Calendário, é necessário seguir o meu blog, seguir o blog TG, comentar na postagem que está em http://tecergirassois.blogspot.com/2011/06/especial-fnlij-lancamento-do-livro.html e preencher um formulário. Quem quiser preencher novos formulários e ter mais chances para ganhar o prêmio, poderá escrever posts no Twitter, adicionar a editora RHJ ao Facebook e outros. Saiba mais aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jun/2011 - Folha Carioca

Tem pessoas que alegram nosso dia só com um sorriso, um aceno. Pois assim é o jornalista Oswaldo Miranda, hoje com 92 anos de idade e com uma energia que bota muita gente no chinelo. Oswaldo é um vizinho querido, simpaticíssimo, jornalista da velha guarda, que até hoje mantém uma coluna mensal no Folha Carioca. Começou sua carreira na revista infantil Tico-Tico, cobriu o circuito da Gávea em 1935, publicou o primeiro furo de reportagem ao descobrir o projeto do embrião da atual Av. Brasil, trabalhou na Tribuna de Petrópolis, Gazeta de Notícias, Última Hora, Radiolândia, Rádio Tupi, TV Rio, foi repórter policial, foi acusado pelo Carlos Lacerda de comunista, cantou modinhas, teve músicas gravadas no Brasil e México, ajudou a criar uma rádio em Petrópolis, teve participação na criação do "Show sem Limite" e não parou mais. Conheceu o Cauby em início de carreira, Nelson Rodrigues, Oto Lara Resende, Chateaubriand, Roquete Pinto, Roberto Marinho, J Silvestre, Flávio Cavalcante, Marechal Dutra, Getúlio Vargas, José Linhares e um monte de gente que conhecemos através de placas nas ruas.

Pois não é que o Oswaldo (esse mesmo que fez tudo isso que eu disse aí) um dia me parou e perguntou se poderia escrever sobre o meu trabalho com a Cris no Folha Carioca? Imagine a minha cara! Oswaldo é "o cara"!

Sempre nos cruzamos pelo prédio, subindo e descendo em elevadores, encontros a caminho do supermercado e coisa e tal. Todo dia um sorriso, uma graça com as crianças. Sou fã de sua coluna, que leio todos os meses, saboreando o resgate de memórias da cidade, que só ele mesmo sabe mostrar, que poucos viveram como ele, ali, ao lado da notícia. O povo pode ter memória curta, mas não o Oswaldo.

Hoje recebi a revista. Fiquei emocionado com as palavras e com o carinho do velho jornalista. Página inteira. Foto da Cris e eu com as crianças. "Condomínio dos Monstros" e "Festa do Calendário". Maneiríssimo! Obrigado, Oswaldo Miranda!  

Para quem não conhece, o Folha Carioca é uma revista gratuita, que nasceu na Gávea, cresceu no Leblon e hoje está presente em toda a Zona Sul do Rio de Janeiro. São 8 mil exemplares distribuídos em pontos estratégicos e lidos por cariocas participativos, que debatem suas questões e agem por uma melhor qualidade de vida. (www.folhacarioca.tk).  

domingo, 5 de junho de 2011

Palavra Fiandeira

O blog Palavra Fiandeira (http://palavrafiandeira.blogspot.com), criado por Marciano Vasques em 25 de outubro de 2009, virou revista bimestral! A primeira edição da Revista Palavra Fiandeira (mai/jun 2011) traz entrevistas com José Xavier Cortez (eu não sabia que a Cortez quase investiu em livros de auto-ajuda ou religiosos), Tatiana Belinky, Rocío L'Amar, Carolina Carriço, Jota Ene e outras ilustres pessoas envolvidas com a palavra. Clique aqui e confira:

Para quem não sabe, o blog Palavra Fiandeira foi criado para ser "...um espaço essencialmente democrático, de liberdade de expressão, onde transitam diversas linguagens e diversos olhares, múltiplos olhares, um plural de opiniões e de dizeres..."

Essencialmente um blog de entrevistas com escritores, artistas, intelectuais e pessoas envolvidas com o mundo literário, o PF chegou a 61 entrevistas em pouco mais de 1 ano e meio de existência. É possível conhecer detalhes sobre as vidas de brasileiros como Bartolomeu Campos de Queirós, Glória Kirinus, Márcia Kupstas e outros, além das de literatos pelo mundo afora. 

Marciano Vasques conta com preciosas colaborações para o sucesso do blog e da revista. Além do jornalista Danilo Vasques, o PF possui correspondentes no Brasil, Chile, Portugal, Uruguai e Guatemala.

Há muita informação bacana no Palavra Fiandeira. Para quem está começando, é uma bela chance de conhecer o trabalho de tanta gente importante. Quais as maiores dificuldades que enfrentaram? Quais as soluções? Aprender através do relato dos outros e de alguma forma utilizar as lições para si mesmo é uma ótima maneira de evitar frustrações e alcançar o sucesso. Vale saborear com calma.

Vida longa à Revista Palavra Fiandeira!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

01/06/11 - Jornal Sobrecapa Literal

U-huuu! Festa do Calendário ganhou espaço na edição de junho do Sobrecapa Literal (www.sobrecapaliteral.com.br). O livro está na página de lançamentos literários e como destaque nos lançamentos do 13º Salão FNLIJ do Livro para crianças e jovens.

O Sobrecapa Literal é um jornal gratuito, com publicação online, que traz lançamentos, notícias literárias, concursos, cursos, oficinas, eventos, entrevistas, agenda literária, vitrine do leitor, livros mais vendidos e colunas como "Ficção de gaveta", "O Escritor em foco" e "Sem Poesia não dá".

O jornal, em sua 5ª edição, nasceu do blog de Ana Cristina Melo, http://sobrecapa.wordpress.com, e já conquistou seu espaço. São vários colunistas fixos e outros convidados. A circulação só aumenta. Poucos são os escritores, ilustradores e editores que não conhecem o Sobrecapa.

Clique aqui e leia a última edição.

Ah! Peço a atenção também para duas notas da seção Literalmente... A primeira discorre sobre a antologia Trem de Histórias e a segunda dá o link para as 20 dicas para quem quer publicar seu livro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

01/06/11 - AEILIJ Paulista / Vice-Versa

Entrevistas: Cris Alhadeff x Alexandre de Castro Gomes

http://aeilijpaulista.blogspot.com/2011/06/vice-versa-de-junho-de-2011.html

O Vice-Versa é um bate-papo entre dois escritores, ilustradores e ou profissionais da área de literatura, com perguntas e respostas. Foi criado por Regina Sormani e lançado no blog da AEILIJ Paulista em agosto de 2008. A Cris Alhadeff e eu protagonizamos o 35º Vice-Versa. Até hoje, são 70 mini-entrevistas, que já contaram com a participação de Eliana Martins, Alina Perlman, Marciano Vasques, Hermes Bernardi Jr, Anna Claudia Ramos, Laura Bergallo, Georgina Martins, Caio Riter, Marília Pirillo, May Shuravel e outras 60 pessoas que trabalham com a cultura literária no Brasil.

domingo, 29 de maio de 2011

Festa do Calendário

Editora: RHJ
Categoria: Infantojuvenil
ISBN: 978-85-7153-251-9
1ª edição: 2011
Formato: 18 x 23 | 44 páginas
Ilustrações: Cris Alhadeff


• Selecionado para o pregão da Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza para compor as bibliotecas móveis nas salas de aulas do Ensino Fundamental.

Essa é uma festa animada e você está convidado para participar. Os outros convidados? Você já os conhece de longa data.
Ilustrado com belíssimas e coloridas imagens, esse texto nos traz, de maneira bastante inusitada, uma festa, na qual o autor propõe um interessante diálogo, personificando os dias da semana e os meses, e chamando a atenção para as principais datas comemorativas.
A recriação dos motivos e do sentido das comemorações é uma das possibilidades dada ao leitor, promovendo nosso calendário de forma festiva.

***

Vocês sabiam que a Quinta-feira é apaixonada pelo Sábado? Só fala nele a toda hora. E por que Março é tão emotivo?
O novo diretor da empresa conhece seus novos comandados na festa de fim de ano do lugar. Ele é apresentado a Sexta-feira, uma ótima funcionária, mas que gosta de sair mais cedo do trabalho, Fevereiro, um baixinho que tem a mania de usar fantasias, Domingo, um cara super família, que anda com as fotos dos filhos na carteira, Segunda-feira, a funcionária deprimida, Outubro, o crianção da turma, e a vários outros empregados da Calendário S/A.


sábado, 28 de maio de 2011

Trem de Histórias - a primeira antologia da AEILIJ

Tchan, tchan, tchan, tchaaan! Apresento agora, em primeira mão, a CAPA da primeira antologia da AEILIJ, criada sobre uma linda xilogravura da Nireuda Longobardi.

Trem de Histórias traz 20 textos e 20 ilustrações de 37 autores aeilijianos, que se uniram para realizar esse trabalho em prol da nossa querida Associação. Um esforço coletivo que tive o PRIVILÉGIO de gerenciar! Quem é que não gosta de lidar com tanta gente talentosa, não é? Um time de primeira!

O livro, direcionado ao público infanto-juvenil, contém contos, crônicas e poesias relacionados a trens, bondes e outros veículos que rodam sobre trilhos. A apresentação é da Anna Claudia Ramos.

Meu conto, Tem uma barata no trem!, está lá, junto com Trem dos unicórnios, de Zé Zuca, Resgate, de Alina Perlman, Minha primeira viagem de trem, de Rosana Rios, A noite dos cometas, de Adriano Messias, O condutor, de Simone Pedersen, Esse trem que me falta na lembrança, de Luiz Antonio Aguiar... é melhor eu parar por aqui, senão essa postagem vai ficar looonga. Só tem fera na parada! Somos autores do Rio, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, e até de Cabo Verde, na África!

Os ilustradores, entre eles Fabiana Salomão, Laz Muniz, Mauricio Veneza, Márcia Széliga, Sandra Ronca, JP Veiga, Cris Alhadeff (que ilustrou uma crônica da Eliana Martins) e outros craques das cores, abusaram da criatividade e  contribuíram com ilustrações em nanquim, xilogravura, computador, lápis de cor, aquarela, spray, canetinhas, técnicas mistas... O livro está bom demais!

Trem de Histórias sairá em junho pela Caki Books (http://www.cakibooks.com.br/) e poderá ser comprado através do site da editora, e nas lojas Gato Sabido e Amazon, nos formatos e-book e impresso com capa dura! 

Eis os aeilijianos responsáveis pelo sucesso do projeto:
Adriano Messias - Alessandra Pontes Roscoe - Alexandre de Castro Gomes - Alina Perlman - Ana Cristina Melo - Angela Leite de Souza - Anielizabeth - Antonio Nunes (Tonton) - Bia Salgueiro - Carla Pilla - Claudia Gomes - Cris Alhadeff - Danilo Marques - Eliana Martins - Fabiana Salomão - Felipe Vellozo - JP Veiga - Kika Freyre - Laz Muniz - Luiz Antonio Aguiar - Marcelo Queiroz - Márcia Széliga - Marilza Conceição - Mauricio Veneza - Monika Papescu - Naná Martins - Nilza Azzi - Nireuda Longobardi - Regina Gulla - Roney Bunn - Rosana Rios - Sandra Ronca - Sandro Dinarte - Simone Bibian - Simone Pedersen - Soraia Ljubtschenko Motta - Zé Zuca

terça-feira, 17 de maio de 2011

O AUTOR EXISTE!

Dessa vez coloquei o título inteiro em maiúsculas para simular um grito. Está na hora de berrar contra quem quer tirar do autor o poder de decidir o que fazer com sua obra. Ou contra aqueles que querem nos obrigar a ceder nosso trabalho gratuitamente para que provedores de conteúdo lucrem enquanto ficamos a ver navios.

Pela primeira vez, desde que começou a absurda história de sociabilizar o trabalho alheio a troco de nada, vejo um movimento forte, com pessoas importantes e influentes, dispostas a lutar contra a covardia que está sendo orquestrada por gente que busca holofotes políticos, com a desculpa de estar defendendo o interesse coletivo.

Junte-se a nós e assine a lista em prol do autor e a favor da cultura. Chegou "O Autor Existe"! Basta acessar o site www.oautorexiste.com.br e enviar um e-mail com seu nome.

domingo, 15 de maio de 2011

FLIST - Fotos do debate "Livro Impresso x Livro Digital"

A Cris Alhadeff e eu fomos assistir ao debate entre JP Veiga (defensor do livro digital) e Maurício Veneza (defensor do livro impresso), mediado pela Sandra Pina, ontem na FLIST - Feira Literária de Santa Teresa. A plateia, formada por autores, ilustradores, editores e interessados, aplaudiu os debatedores e participou com perguntas relativas à questão do livro digital. No final, todos reconheceram que o e-book veio para ficar, mas que o livro impresso ainda tem fôlego para muitos anos de vida. Afinal a televisão não matou o rádio, não é mesmo?

Perguntei sobre a questão da pirataria digital e todos concordaram que é necessário remunerar o autor e evitar a volta do mecenato. Para isso o direito autoral é fundamental. 

JP Veiga, Cris Alhadeff, eu, Maurício Veneza, Anielizabeth, Rogério Andrade Barbosa e Sandra Pina - autores da AEI-LIJ posam para a foto antes do início do debate.

Sandra inicia o debate.

Gabriel sorteia a ordem.

JP começa a defesa do livro digital.

JP mostra um e-book em um iPad.

Maurício Veneza denfende o livro impresso.

O debate é gravado.

Lançamento do livro "Festa do Calendário" no 13º Salão FNLIJ

Estou feliz da vida! Festa do Calendário, meu quarto livro pela editora RHJ, já tem data de lançamento. Será no dia 08 de junho às 14hs, no Espaço FNLIJ de Leitura do 13º Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens.


Esse ano o Salão do livro ocorrerá entre os dias 06 e 17 de junho no Centro de Convenções SulAmérica, na esquina da Av. Paulo de Frontim com a Av. Presidente Vargas, pertinho do metrô do Estácio. Clique aqui para ver toda a programação.

Estarei lá com a Cris Alhadeff para falar um pouco dessa história engraçada. Vocês sabiam que a Quinta-feira é apaixonada pelo Sábado? Só fala nele a toda hora. E por que Março é tão emotivo?

Vejo vocês no Salão!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CartaAlerta sobre o Ministério da Cultura e Artes do Brasil

A jornalista Suely Pinheiro postou no Portal Macunaima (http://portalmacunaima.ning.com/forum/topics/cartaalerta-sobre-o-ministerio) uma carta alerta em resposta à carta aberta à Presidente Dilma criada pelo Movimento Mobiliza Cultura. Suely pede que os artistas, escritores, criadores e simpatizantes assinem a missiva em apoio à atual gestão do MINC. Eu já pedi a inclusão da minha assinatura e peço que todos façam o mesmo

O Mobiliza Cultura alega que a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, está barrando o novo texto de lei dos Direitos Autorais, redigido pelas gestões anteriores, "fruto de extenso processo de consultas públicas, ...ignorando as manifestações recebidas durante 6 anos de debates... reuniões... seminários" etc.

Pois bem, falemos sobre isso. Quem debateu? Quem foi consultado? Alguém aí foi chamado para uma dessas reuniões? Eu não fui. Sei que a AEI-LIJ não foi. Não conheço nenhum colega escritor que tenha ido. E sabem por que? Porque não houve debate. Colocaram a águia e o abutre para decidir se o coelho deve ser comido. Êi! Isso é debate? O coelho não deveria participar da conversa?

O que houve foi a colocação da lei para consulta pública por alguns poucos meses. Lendo os comentários que estavam no ar, pude constatar grande descontentamento de autores e criadores de cultura em geral. O que a Ministra fez? Ouviu quem se manifestou durante a Consulta Pública e tentou chegar a um acordo que fosse favorável a todos. Isso é ser democrático. Isso é o certo. O que os usurpadores da obra alheia querem? Eles querem o texto antigo de volta, sem debate. Aparecem vários politiquinhos em busca de votos para defender o download gratuito. Para ganhar pontos com o povão desinformado e a garotada ligada na internet. Surgem supostos artistas que desejam o acesso livre a qualquer conteúdo. Gente que quer "samplear" obras alheias sem ter que pedir e nem dar satisfações. Todos esses recebem o apoio das grandes empresas de comunicação, para quem o conteúdo livre não seria nada mal. Filmes piratas para todos! Vamos gravar as peças de teatro e colocar na internet, assim ninguém mais precisará ir ao teatro! Todos os canais de TV poderão passar qualquer filme e dizer que é educativo! Vão tranformar nossas histórias em mini-séries e ganhar uma grana com anunciantes. Vão poupar um bocado com isso e encher ainda mais os cofres de dinheiro para poder montar espetáculos de grande interesse cultural, como os Big Brothers da vida. E quem criou tudo isso? Ficará nas mão deles, que de vez em quando jogarão algumas migalhas para os criadores. É a volta do mecenato!

O site do Movimento Mobiliza Cultura tem o mesmo layout do site do Ministério da Cultura. Mesmas cores, mesma disposição de imagens, mesma fonte utilizada... Por que isso? Para ludibriar e enganar o internauta? Para pensarem que esse é um movimento oficial, de dentro do Ministério? Má fé, não é? Um site pirata, que tem entre seus signatários, um sujeito que representa o Partido Pirata do Brasil.

Uma das imagens usadas no site é da Sandra Ronca, amiga ilustradora, escritora e também associada da AEI-LIJ, entidade que apoia a Ministra Ana de Hollanda. NINGUÉM pediu a permissão da Sandra para usar a imagem dela. Está lá. Na maior cara de pau. E alguém se assume como responsável pelo site? Ora, é claro que não! Por que fariam isso? Cadê a coragem? O sujeito escreve uma carta aberta para a Presidente, rouba imagens e pirateia o layout de um site e depois se esconde. Dá para levar isso a sério? Isso é o que chamam de debate?

Segue imagem do site desse "movimento" com a ilustração roubada da Sandra.

Peço a todos que assinem a missiva da jornalista Suely Pinheiro no link que coloquei no começo desse post. É o momento de mostrar união. Alguém tem que defender os autores nessa carnificina cultural. Conto com vocês!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Solar Literário

O Solar Literário é o resultado de uma parceria entre a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil e o Solar Meninos de Luz. O evento consiste em uma série de encontros de autores da AEILIJ com crianças e jovens do Solar, toda última terça-feira do mês e toda segunda quinta-feira do mês, sempre às 16:30hs. A coordenação dos encontros ficou por conta de Anna Claudia Ramos e Sandra Pina.

As datas dos encontros são as seguintes (pode haver modificações):

14/04/2011 Sandra Pina
26/04/2011 Thais Linhares
12/05/2011 Rogério Andrade Barbosa
31/05/2011 Anna Claudia Ramos
09/06/2011 Carla Pilla
28/06/2011 Anielizabeth
14/07/2011 Luiz Antonio Aguiar
26/07/2011 (férias)
11/08/2011 Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff
30/08/2011 Eliana Martins
08/09/2011 Maurício Veneza
27/09/2011 Naná Martins
13/10/2011 Edna Bueno
25/10/2011 Zé Zuca
10/11/2011 JP Veiga
29/11/2011 André Moura
13/11/2011 Ângela Leite de Souza

A Cris e eu iremos no dia 11 de agosto, quando as crianças retornarem das férias. Estamos muito animados com o encontro. Tenho certeza que será muito bacana. As autoras Sandra Pina e Thaís Linhares já participaram do evento. Sandra comentou que "O encontro foi muito legal. Crianças interessadas e alguns pais levados pelos próprios filhos. O espaço é um encanto e o comprometimento da equipe é uma motivação a parte."

O Solar Meninos de Luz (http://www.meninosdeluz.org.br/) é uma organização civil, filantrópica, em funcionamento desde agosto de 1991. Promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A AEILIJ (http://www.aeilij.org.br/) é a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Tem regionais espalhadas por diversos estados do Brasil e funciona através de ações voluntárias de seus participantes.

sábado, 23 de abril de 2011

Resposta de Thaís Linhares aos que questionam a posição dos autores em relação aos Direitos Autorais

Só para constar, concordo em 100% com tudo o que a Thaís disse aqui.

Ao ser questionada por um amigo sobre a posição dos autores em relação à Lei de DAs, e se a abordagem protecionista do país não seria uma das grandes causas do histórico atraso tecnológico e produtivo nacional, a ilustradora e escritora Thaís Linhares respondeu:  

"Você já leu a Lei Brasileira dos Direitos Autorais e similares de outras nações?

Como você imagina que seja a forma ideal de se remunerar um criador pelo seu trabalho? (Pense nisso, a única opção proibida é achar que autor vive de vento).

Onde você imagina que as ideias irão florescer mais facilmente: num mundo onde o autor precise participar do lucro obtido com seu trabalho, ou num mundo onde o autor nem ao menos precise ser consultado?

Compreende que as diferentes formas de produções artísticas demandam diferentes formas de distribuição e divulgação? Uma coisa que funciona com música, não vai dar certo com livros ou imagens...

As questões que você e outros leigos propõe já foram discutidas exaustivamente. Nenhuma delas está sendo colocada em pauta. São ponto pacífico em qualquer nação desenvolvida (e até nas nem tanto) do planeta.

O que está em pauta é se pessoas que tenham à sua disposição meios de distribuir e lucrar com conteúdo criativo terão ou não de dividir seus lucros com os criadores. E só.

Uma situação idêntica ao que ocorreu com o advento da prensa do Guttemberg. Época aliás, em que se começaram a formular as primeiras leis de proteção da obra (nem mesmo era do autor! Era o REI quem detinha os direitos).

Ainda no século XIX, na Convenção de Berna viu-se a importância de colocar o autor como participante deste lucro. De outra forma, não haveria liberdade nem autonomia de criação.

Lembre do que era na Idade Média e Renascimento: não existia direito do autor, sequer era importante o reconhecimento do mesmo. Assim, toda arte pertencia ao mecenas. Que determinava o tema, e até a alteração e destruição de obras maravilhosas. Serão os Google e a Microsoft, junto com as grandes redes de comunicação, os futuros mecenas?

Os ateliês da renascença, pra tentarem se manter, mantinham seguros e sigilosos seus cadernos de moldes. E todo artista que entrasse pro mesmo precisava se comprometer em manter os sigilos, não raro sob pena de morte. Nada simpático, mas era o que rolava na falta de uma Lei de Direitos Autorais.

Agora olha como séculos de avanço na questão dos Direitos Autorais nos deixaram (no Brasil, nos EUA é diferente, lá vale os donos do dinheiro mesmo).

Aqui todo endinheirado pode investir em arte, mas é obrigado a repassar parte pro autor. Assim, na Internet, como qualquer outro meio de uso da arte, pode usufruir à vontade, desde que repasse parte do que lucrar. Por outro lado, um artista muito do pobrezinho, mas que possa fazer seu blog, pode começar a juntar moedas expondo sua arte diretamente ao público via Internet… isso é que é novidade boa!

A Internet trouxe a possibilidade de nós, autores NÃO MAIS PRECISARMOS DE ATRAVESSADORES. Em outras palavras. Esse argumento de que as produtoras e editoras prejudicavam a transmissão da arte ACABOU. Claro que isso deixa os donos do capital bem mal-humorados e doidos pra retomar o poder que detinham sobre nós autores.

Você não acha no mínimo suspeito, que no momento em que podemos começar a ganhar diretamente queiram nos tirar o único mecanismo que possibilita isso, que é a Lei dos Direitos Autorais?

Quem investia no autor, vai investir onde se não puder mais contar com Direitos Autorais? Claro que não. Isso não é óbvio? O capital é livre, e vai pra onde o lucro for maior. Assim, o cara que publicava seu livro, vai levar a grana paras ações do Google, etc. Ou vai usar, gratuitamente (se a Lei cair) as produções de alguém, pra encher sua telinha de anuncios de viagra etc.

Toda mudança traz "dor"? Pois a Internet é justamente o que pode possibilitar um estouro fantástico na produção autoral. Um cartunista pode vender seu cartun pra duzentos sites ao redor do mundo. Quinhentos blogueiros podem querer seus textos… e mesmo que vc os "venda" por 1 real… já irá ganhar muito mais do que estivesse dentro de um esquema convencional de editora. E já está acontecendo. Vários colegas escritores já estão a fechar contratos pra ebooks, até em outro países. Eles recebem um adiantamento de direitos (coisa que só costumava acontecer pros ilustradores e tradutores nesta área).

Imagine uma banda nova recebendo por ad-sense no Youtube?

Antes que me diga que isso não tem como controlar… (não acho que fosse dizer isso, mas vá…) Conheço sites onde isso já é feito. Eles firmam um contrato, super simples, vinculam o seu vídeo e lhe repassam parte de tudo que é ganho com os anunciantes vinculados, além de um depósito inicial de $ 3.000,00.

Eles só se dão a esse trabalho porque a Lei obriga. Se a Lei não obrigasse a única diferença é que eles ficariam também com a parte que iria para o produtor do vídeo.

Me diga, então, porque é justo que cada site, cada canal de TV, cada estação de rádio, cada jornal online, GANHE com a transmissão de nossas criações e nós, os criadores, que investimos tempo e dinheiro para que o produto existisse não ganhemos nada? Se falar no anunciantes, que só expõe seu produto se puderem colocá-lo lado à lado com algo de interesse público. Assim, porque não garantir a parte justa desse lucro todo ao criador que está ajudando a enriquecê-lo?

Tem ideia de quanto tempo leva pra produzir um livro? E uma arte? E um desenho animado? Sabe quanto gente tem de unir esforços pra produzir um filme ou um espetáculo de ópera? E uma orquestra? Quem vai pagar pelo tempo e estudo necessário? Quem é melhor entenderá disto? Leigos, que mal tocaram numa caneta pra toscamente criar algumas frases "inspiradas" ou os artistas, que de fato se dedicam à criação autoral com todas suas demandas e sacrifícios.

Em que países acha que os autores, criadores e inventores irão produzir mais e de forma mais independente? Num país onde recebem proporcionamente ao que é ganho com o que fazem, ou num onde não recebem nada?

Muitos acham que o autor é um ególatra incurável e que ficaria feliz com elogios. Bem, isso é uma questão individual. Conheço médicos e engenheiros mais ególatras que a maioria dos artistas que conheço, e nem por isso posso usufruir do conhecimento deles em troca de elogios.

Vocês poderiam estar discutindo, por exemplo, os salários de jogadores de futebol, de top-models, de artistas de cinema… A apenas décadas atrás eles ganhavam miséria. Olha como acabou o Garrincha, Gloria Swanson… e outros. Quanto "vale" o trabalho deles?

Se hoje em dia essas categorias ganham rios de dinheiro, foi porque se chegou a justa conclusão de que deveriam participar do lucro que era obtido através do que "produziam". Os estádios se enchem pra ver Ronaldinho, os Fashion Weeks lotam pra ver Gisele Bunchen, etc. Etc. Vão liberar também o direito de imagem dos famosos pra que eu o use na Internet sem ser processada? Quero poder fazer camisetas do Real Madri com o nome do Ronaldo então...

Ainda assim… o que eles ganham não é nada perto do lucro total obtido. Ídem com a arte. Ídem com a produção autoral.

Assim que eu, você, e o menino de periferia, criar algo que venha a lucrar milhares de reais pros provedores, retransmissores, utubadores, OI-VIVO-TIMs, whatever,… graças ao texto da LEI , eu, você e o menino de periferia iremos ganhar um pedacinho disto. E nem vai coçar pros tecnocretinos, mas será nosso sustento justo e possibilitará que continuemos criando e gerando mais renda, mais arte e mais cultura.

Não é a Lei que segura ou atrasa nada. Pelo contrário, ela é a única coisa que libera o autor. Apenas recentemente começou a ser possível sentir o impacto positivo da mesma, porque agora podemos nos liberar dos atravessadores.

Até ontem, nós autores, dependíamos demais dos editores, produtores, capitalizadores, e éramos obrigados a engolir contratos cujos termos se resumiam a: "repassar todos os direitos ao atravessador!!!" Esses sim, atravancavam tudo, muitas vezes adquirindo direitos de obras apenas para deixá-las no ostracismo e evitar sua publicação pelo concorrente. Coisa que a Abril fez com títulos de quadrinhos aqui na década de 80/90! E quanta coisa presa na EBAL! Nada disso por culpa dos autores!

NENHUM AUTOR ou herdeiro se oporá a distribuição de divulgação de sua obra! Ele certamente gostará de ganhar o dinheiro que iria todo pro bolso do atravessador.

Enfim: não existe essa de liberar os direitos e achar que isso vai alavancar a produção artística! Se um guri num blog pega uma música ou arte de alguém, ninguém se esquenta. Ninguém vai perseguir usuário! Isto já foi deixado claro tanto pelo Ministro Gil, quanto pelos sucessores Juca e agora a Ana Holanda. Não é isso que incomoda! Eu já vi desenho meu em capa de fanzine, em blog, etc. Achei o máximo. Mas vou ficar puta de ver o Google ganhando ad-sense em página de ebook meu pirateado! Já vi blog com downloads de dezenas de livros de colegas meus (que mal tiram R$200,00 POR ANO em direitos) ganhando fortunas com anunciantes de peso, como operadoras de celular!

Quanto às associações de autores estarem de olho nisto tudo, e do lado da Ana Hollanda, pode perguntar diretamente! Já postei aqui no meu wall os links pra principais! Cartas e mais cartas de apoio já foram endereçadas ao MinC, algumas delas já publicadas nos jornais. E em todos os Fóruns e reuniões estamos presentes (representantes das associações). Acompanho junto com os representantes das mesmas os fóruns deste a inauguração da discussão. Nossos representantes já foram a Brasília, não raro corremos pelo Brasil afora, articulando e vigiando de perto… e com muita ralação! Porque, não se iluda, autor é pobre! Quem tem dinheiro pra colocar advogado, mídia etc contra os DIREITOS DO AUTOR é quem já está lucrando os "tubes" com os mesmos e se recusa a dividir sequer um pedacinho do bolo.

Fique ligado no meu blog, tem vários textos esclarecedores lá sobre suas dúvidas:

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Encontro da Cadeia Produtiva e Criativa do Livro com a Ministra da Cultura

Acabei de voltar do centro da cidade, onde participei como ouvinte do Encontro da Cadeia Produtiva e Criativa do Livro com a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Fui representar a AEI-LIJ com outros colegas associados: Maurício Veneza, Sandra Pina, Rogério Andrade Barbosa, Flávia Côrtes e Sonia Rosa.

Como não levei caderninho nem máquina fotográfica ou filmadora, segue um resumo muito brando do que foi o evento. O encontro deveria começar às 11hs, mas atrasou 40 minutos. O auditório Machado de Assis estava lotado. Calculo que havia ali por volta de 200 pessoas ou mais. Na platéia estavam Beth Serra, da FNLIJ, Ruy Castro, Marina Colasanti, Antonio Torres, Arnaldo Niskier e muitas outras personalidades do cenário da literatura brasileira.


A mesa era formada por 10 representantes da cultura literária do país. Além da Ministra Ana de Hollanda, discursaram o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, o simpático anfitrião da casa, que falou sobre os elos da cadeia produtiva e criativa, sobre a digitalização do acervo da BN, enfatizou as conquistas do último governo, informou sobre a construção de um novo prédio na zona portuária, a Hemeroteca Nacional, e os novos passos da instituição,  que incluem a possibilidade de aluguel de livros digitais. Em seguida Galeno passou a palavra para o presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, que levantou o assunto sobre a nova lei dos Direitos Autorais. Joaquim disse que o autor é o elemento primário na criação e que deveria ser ouvido. Alegou que a nova DA, depois que foi revista, está melhor, mas que ainda existem espinhos que devem ser discutidos. Seu discurso foi breve e certeiro. No fnal convidou a Ministra para uma reunião de membros da UBE.

Não me lembro agora da ordem que se seguiu (eu devia mesmo ter levado um cadernnho), mas Jorge Nunes, da Abrelivros declarou apoio à Ministra e disse que sua Associação ofereceria ajuda em futuras discussões. Domício Proença representou a ABL e prontificou-se a ler a carta dirigida ao MINC por ocasião da consulta pública da nova lei de DA. Ana de Hollanda pediu então que os comentários fossem feitos em cima da lei revista após a consulta. Um representante da LIBRE (que infelizmente não tomei nota do nome) apresentou sua instituição e ressaltou a importância da Liga, que embora seja de pequenas editoras independentes, também tem seus best-sellers e são fundamentais para a disseminação da cultura (Aqui ele mencionou o livro da Bruna Surfistinha, o que acarretou risadas da plateia, depois acrescentou que também publicavam poesias, histórias infantis, contos e romances de ficção, entre outros).  

Karine Pansa, presidente da CBL, leu um texto onde falava sobre a ligação de autores, editores e livreiros. Sonia Machado Jardim, presidente da SNEL, ressaltou a importância da nova lei e agradeceu à Ministra por ter pedido a revisão do texto. Disse que ainda não estava perfeito, mas que as alterações levaram a uma melhora evidente. Sonia alertou sobre o perigo que a pirataria representa e comentou que deveríamos aprender com o desastre que aconteceu com a música, onde os artistas dependem somente de seus shows. Brincou ainda perguntando ao Domício se ele conseguiria viver de shows e ele respondeu que "com cantos líricos se garante" (risadas na plateia). Sonia fez uma defesa dos autores e editores e foi muito aplaudida.

Um representante do Colegiado Setorial do Livro e Leitura, Instituto Pró-Livro, falou sobre o colegiado, sua ligação com os setores de produção e o produto final, o livro (segundo ele, os meios que justificam o fim, ou algo assim). Reclamou ainda da grande quantidade de livros estrangeiros traduzidos e publicados em detrimento dos livros de autores nacionais. No final cobrou uma posição sobre a Lei do Livro, parada desde 2003. 

Finalmente a palavra foi passada para o último convidado da mesa, o escritor Affonso Romano de Sant'Anna, que começou dizendo que no serviço público a roda é quadrada. E você tem que fazer a carruagem andar assim mesmo. Affonso falou sobre os quatro grandes momentos da cultura literária no Brasil. Primeiro com Monteiro Lobato, que editou livros e distribuiu para todos os cantos do país. Depois com as bibliotecas sobre rodas. O terceiro momento com a leitura literária nas escolas. E agora o quarto momento, com a Fundação Biblioteca Nacional que leva o livro para fora das escolas. O escritor também comentou sobre a participação da presidente Dilma no programa de Ana Maria Braga. "Ninguém percebeu o episódio mais marcante do programa. Enquanto preparava seu omelete, a presidente falou que, quando jovem, gostava de ler romances água com açucar. Seu pai, um intelectual búlgaro, dizia que para cada romance água com açucar que a filha lesse, teria de ler um Dostoiévski. Gente, temos uma presidente que leu Dostoiévski!", brincou.  No final de seu discurso, Affonso agradeceu à Ministra por fazer a "carruagem andar".

A Ministra então garantiu o apoio à BN e discursou sobre o novo momento literário. Garantiu que o Ministério ampliará o diálogo com os profissionais do livro e insistiu que o mercado crie livros que sejam acessíveis a todos os brasileiros, para que seja possível incluí-los em uma cesta básica. Disse que o Vale-Cultura seria um investimento maior do que a Lei Rouanet. Anna comentou ainda sobre a ampliação da BN e suporte à digitalização que a instituição promove. (Clique aqui para ler o discurso da Ministra)

Galeno terminou o encontro agradecendo a todos os presentes, mencionou a Lei de Biografias, disse que o evento "bombou" (mais risadas) e terminou seu discurso por volta de 12:40.

Outros assuntos foram apresentados pelos membros da mesa, mas como disse, não anotei. Puxando pela memória foi isso aí.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais Concursos Literários

Há pouco menos de um ano, em junho do ano passado, escrevi um post que fala sobre os principais prêmios e concursos literários para textos inéditos, com foco na literatura infanto-juvenil que existem no Brasil (leia aqui). Escrevi sobre o Prêmio Barco a Vapor, da editora SM (atualmente na sétima edição), Concurso Nacional João de Barro, realizado anualmente pela Prefeitura de Belo Horizonte, Prêmio SESC de contos infantis Monteiro Lobato, promovido pelo SESC/DF desde 2003, e Concurso Nacional CEPE de Literatura Infantil e Juvenil (o primeiro foi realizado no ano passado pela Companhia Editora Pernambuco).

Bem, de um ano para cá, conheci outros concursos semelhantes que, embora os prêmios para o primeiro lugar sejam mais modestos, merecem figurar no calendário literário de todo escritor. Se os acima são considerados o Grand Slam dos escritos infanto-juvenis inéditos, os que seguem podem servir para preencher o circuito de prêmios literários. São eles:

Concurso Internacional de Literatura da UBE RJ - Prêmio Ganymédes José de Literatura Infantil e Juvenil - A UBE RJ busca homenagear um escritor diferente a cada ano. Em 2009 foi Monteiro Lobato (livros inéditos). Em 2010 foi Viriato Corrêa (livros publicados). Agora em 2011 é Ganymédes José (adoro "A Morte tem 7 Herdeiros" que ele escreveu a quatro mãos com a Stella Carr), também para livros inéditos. Não há prêmio em dinheiro ou publicação dos vencedores.

Concurso Literário Nacional e Regional da Academia Caxiense de Letras - gênero infanto-juvenil - Em sua 15ª edição, o concurso de Caxias do Sul (RS) premia com troféu os três primeiros colocados de cada gênero. Não há prêmio em dinheiro ou publicação dos vencedores.

Concurso Nacional de Literatura Infanto-Juvenil "Alcione Lüneweber-Mila Behrendt" - Estreando agora em 2011, esse concurso realizado pela Prefeitura de Ponta Grossa (PR) dá ao vencedor de cada categoria (leitor iniciante, em processo e fluente) o prêmio de R$1.200,00 mais a publicação da história, ilustrada, em uma edição de 1000 exemplares pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Destes, 100 são cedidos ao autor, a título de direitos autorais, e 900 distribuídos gratuitamente em bibliotecas, escolas, instituições e para críticos literários. Na primeira edição do concurso, os textos concorrentes deveriam se basear nas lendas de Ponta Grossa.

Prêmio Agostinho de Cultura - Em sua segunda edição (2011), o prêmio é oferecido pela editora Adonis, de Americana-SP, nos mesmo moldes do Barco a Vapor, porém com premiação muito menor (R$2.000,00). O prêmio serve como pagamento dos direitos autorais para uma edição de 3000 exemplares. Caso haja interesse das partes em novas edições, o autor passará a receber 10% do preço de capa.

Existem ainda outros prêmios menores, como o que ganhei de fábulas. Mas como não há comprometimento com novas edições, não coloquei na lista.

Além dos prêmios para livros editados que mencionei no outro post (Jabuti, UBE e FNLIJ), há ainda o Prêmio Literário Glória Pondé de Literatura Infantil e Juvenil da Fundação Biblioteca Nacional.

sábado, 2 de abril de 2011

Anilina, Ziguezague e Desiree

João Paulo Hergesel, criador do blog Joaninha Platinada, lança no final de abril o seu primeiro livro de contos infanto-juvenis, Anilina, Ziguezague e Desiree, pela editora Patuá.

Conheci o trabalho do JP através do 6º Desafio dos Escritores promovido pelo Núcleo de Literatura do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados de Brasília, para o qual fui convidado a ser jurado. Me surpreendi com seu talento e criatividade. Esse jovem autor de 18 anos beliscou o segundo lugar e gravou seu nome ao ganhar o troféu de melhor história infanto-juvenil do Desafio. Não é pouca coisa não! Seus escritos chamaram a atenção da editora Patuá e parte dos textos criados para o concurso estão agora em Anilina, Ziguezague e Desiree.

Fiquei muito feliz por ter sido chamado para escrever o prefácio do livro. Orgulhoso por ter algumas poucas palavras minhas nesse trabalho tão bonito do JP. Parabéns ao João Paulo e à Patuá e obrigado por nos presentear com tão boa literatura.

Segue o release:

A combinação de três das características mais marcantes do autor – inteligência, criatividade e bom humor – deu origem às situações inusitadas e hilariantes que você, leitor, encontrará nos contos de Anilina, Ziguezague e Desiree.
Através de seus textos, o autor nos transporta magicamente ao seu mundo imaginário de tal forma que, como num sonho, passamos a fazer parte da história e conseguimos realmente sentir o que cada personagem sente, seja alegria, medo, frustração e até aquele friozinho na barriga.
Então, prepare-se para mergulhar em um mundo surreal de gatos empresários, mimeógrafos com depressão, personagens que saem de seus livros, caroços de abacate aterrorizantes, bússolas falantes e outras situações que só poderiam ter saído da imaginação única e surpreendente do João Paulo.
(Aryana Christine Ceretta de Araújo)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Concurso Cultural "Qual o melhor livro infantil de 2010 para você?"

Este ano você poderá participar da escolha dos 30 Melhores Livros Infantis do Ano elegendo o seu preferido. O livro deve ter sido lançado no ano passado, ou seja, em 2010 (você pode checar isso na ficha catalográfica do livro), voltado para crianças de 0 a 8 anos. Junto com o nome do livro, escreva também uma crítica. O texto mais legal vai ganhar um kit de livros da CRESCER (Bebês do Brasil, Crescer por um Mundo Melhor, Travessuras de Mãe e 101 ideias para curtir com seu filho). E o livro mais lembrado pelos leitores fará parte da lista dos 30 Melhores Livros Infantis deste ano.

Para participar do concurso, clique aqui.

Caso vocês achem merecido, peço que votem no meu livro "Condomínio dos Monstros", da editora RHJ com ilustrações de Cris Alhadeff.
A história mostra diferentes personalidades em um mesmo ambiente (monstros em um edifício de apartamentos!) e discute a necessidade de regras de convivência. Até onde vai o limite de cada um? Afinal, como a Múmia poderá dormir seu sono de 1000 anos se os vizinhos fazem tanto barulho? Tudo é resolvido em uma divertida reunião de condomínio. Ou será que não?
Procurei diversificar os personagens e misturei monstros clássicos (Múmia, Vampiro, Bruxa) com outros do folclore brasileiro (Saci, Mula sem cabeça, Bicho-papão - que a Cris fez com a cara da Cabra Cabriola). Espero que gostem!